A Polícia Civil de Brusque investiga uma denúncia de possível estupro de vulnerável envolvendo uma criança de 3 anos. O caso foi apurado em primeira mão pelo jornal O Município, que ouviu os pais da menina e teve acesso ao boletim de ocorrência.
Conforme relato feito pela família ao jornal, a criança havia começado a frequentar uma nova creche em período integral na quinta-feira, 16, após ter sido transferida de outra unidade. Ao voltar para casa no fim do dia, por volta das 19h, a menina passou a chorar, demonstrou desconforto e apresentou sinais de irritação na região íntima.
O pai relatou ao jornalista Otávio Timm que, num primeiro momento, a suspeita da família era de algum tipo de assadura. A situação, porém, passou a causar maior preocupação porque a criança não usa fraldas, o que levou os pais a observarem o comportamento da filha com mais atenção.
Na manhã seguinte, quando seria levada novamente à creche, a menina teve uma reação que chamou a atenção da família. Segundo informações apuradas pelo jornal, ela entrou em desespero, chorou e pediu para não voltar ao ambiente escolar. Ainda de acordo com o relato repassado pelos pais, ao ser questionada pela mãe sobre a possibilidade de algo diferente ter acontecido no dia anterior, a criança indicou que sim e confirmou ter sido tocada.
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Diante da suspeita, a família procurou atendimento no Hospital Dom Joaquim. Segundo o que foi levantado em pelo jornal , a médica pediatra que atendeu a menor registrou hiperemia no introito vaginal, ou seja, vermelhidão na região. A partir do relato dos pais e da avaliação clínica, a Polícia Militar e a Polícia Civil foram acionadas.
Na sequência, os responsáveis levaram a criança para a realização de exame pericial na Polícia Científica, em Balneário Camboriú. Ocorre que, conforme o pai relatou ao jornal, a menina entrou em estado de choque e não permitiu a realização do exame de corpo de delito. Ainda segundo o relato feito pelo pai, a forte reação da criança no momento em que seria examinada foi observada pelo perito e registrada no procedimento.
Outro ponto que ainda gera incerteza é o local exato onde o fato possa ter ocorrido. Conforme os pais disseram ao O Município, até o momento não foi possível determinar se a situação teria acontecido dentro da creche ou durante uma atividade externa realizada no mesmo dia. Isso porque, na data em que começou a frequentar a nova unidade, a turma participou de um passeio pedagógico em um sítio próximo.
A secretária de Educação de Brusque, Franciele Márcia Mayer, informou ao jornal que tomou conhecimento do caso a partir da apuração feita pela imprensa, já que, até a manhã de sábado, 18, a situação ainda não havia sido formalmente comunicada à pasta. Segundo ela, assim que soube do caso, foi solicitado à direção da unidade o resguardo das imagens do sistema de videomonitoramento referentes à quinta-feira, 16, em razão do prazo limitado de armazenamento.
Pelo jornal, a secretária afirmou ainda que o caso segue em apuração e que ainda não há conclusão sobre a natureza do ocorrido. Ela também disse que o Comitê Integrado de Proteção da Criança deve ser acionado nos próximos dias para acompanhar a situação dentro dos protocolos institucionais.
Sobre o sítio citado pela família, Franciele explicou ao O Município que o espaço fica próximo à unidade escolar e é utilizado eventualmente para atividades pedagógicas ao ar livre. Segundo ela, o local pertence a um morador da comunidade e é usado com acompanhamento de profissionais da creche, além de transporte escolar autorizado.
A Polícia Civil de Brusque informou, segundo apuração do O Município, que a ocorrência foi registrada e que aguarda a conclusão dos exames e demais procedimentos para confirmar ou descartar a hipótese investigada. Por se tratar de um caso extremamente sensível e ainda em fase inicial de apuração, foram preservados o nome da unidade, o endereço e a identidade da criança e de seus familiares.
Ao jornal, o pai afirmou que a família agora busca respostas e acompanhamento psicológico para a menina. O caso acende um alerta para que pais e responsáveis observem qualquer mudança repentina de comportamento em crianças pequenas, especialmente quando elas passam a demonstrar medo, resistência ou sinais de sofrimento sem motivo aparente.







