O drama vivido por moradores da rua LM002, no bairro Limoeiro, escancara mais um retrato do abandono em Brusque quando o poder público começa um serviço, destrói o que já estava precário e simplesmente não volta para terminar. A denúncia foi feita pela moradora Zilma Nicolete Reis, que relata conviver diariamente com uma vala tomada por mato, água parada, entulho, mau cheiro e risco constante à saúde.
Segundo ela, o problema se arrasta há tempos em uma vala de divisa que desce desde a galeria e passa pelos fundos de imóveis da região. O local, conforme o relato, se transformou em ambiente propício para a proliferação do mosquito da dengue, além de servir de abrigo para cobras, ratos e outros animais. Em meio ao cenário de descaso, moradores dizem estar largados à própria sorte.
Zilma afirma que a prefeitura chegou a enviar uma máquina para a área, mas o que já era ruim piorou. De acordo com a moradora, a intervenção derrubou barrancos, comprometeu a canalização e deixou o serviço pela metade. O resultado, segundo ela, foi ainda mais transtorno para quem mora no local. Sem a estrutura funcionando corretamente, a água não escoa, as valas estão entupidas e até o despejo de água de pia e tanque, conforme o relato, ficou sem saída adequada.
A denúncia também atinge diretamente a condução da Secretaria de Obras. Zilma cita nominalmente o secretário Ivan Bruns Filho e afirma que já fez vários contatos em busca de uma solução. A resposta, segundo ela, é sempre a mesma promessa de que a equipe irá ao local, algo que, na prática, nunca se concretiza. Enquanto isso, os moradores seguem cercados por mato alto, barro, sujeira e medo de novos casos de dengue.
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No desabafo, Zilma relata que já contraiu a doença duas vezes e diz que o pai dela estaria na terceira infecção. A fala expõe não apenas a indignação de uma moradora cansada de esperar, mas também a sensação de abandono de uma comunidade que cobra o mínimo: que a prefeitura conserte o que estragou e execute um serviço definitivo, e não mais uma intervenção malfeita que termina em promessa vazia.
Para a moradora, a situação já passou da fase de simples limpeza. Ela defende que o problema exige obra de verdade, com colocação de tubos e reestruturação da drenagem, já que o desmoronamento e o entupimento teriam comprometido completamente o escoamento. Em outras palavras, o que falta não é maquiagem, mas solução.
O caso joga luz sobre uma reclamação recorrente em bairros da cidade: obras inacabadas, respostas protocolares e pouca efetividade quando a demanda envolve infraestrutura básica. No Limoeiro, o que era para ser manutenção, segundo o relato dos moradores, virou sinônimo de mais prejuízo, mais sujeira e mais revolta.
O secretário de Obras, Ivan Bruns Filho, foi procurado pela reportagem, mas não respondeu até o fechamento da matéria. Confira a entrevista em vídeo:






