Reclamações sobre o tempo de resposta da Polícia Militar em Brusque não são novidade entre moradores que acionam a corporação e aguardam a chegada de uma guarnição. Questionado sobre o tema, um Capitão Censi afirmou que a demora em determinadas ocorrências pode ocorrer principalmente em horários de maior volume de chamados, quando os recursos disponíveis não acompanham a quantidade de demandas registradas ao mesmo tempo.
Segundo ele, a Polícia Militar trabalha com critérios de prioridade, levando em conta a gravidade de cada situação. O oficial citou como exemplo o caso registrado no bairro Guarani, onde um homem foi preso após uma tentativa de feminicídio contra a ex-companheira. Na mesma ocasião, segundo o capitão, havia outras ocorrências em andamento, incluindo chamados por perturbação do sossego.
“Para a pessoa que está esperando o atendimento da polícia, um segundo parece uma eternidade”, afirmou. No entanto, ele explicou que, em situações simultâneas, casos de maior risco à vida precisam receber prioridade no deslocamento das guarnições.
O capitão afirmou ainda que todas as ocorrências acabam sendo encaminhadas para atendimento, mas que a resposta pode variar conforme o grau de urgência e a disponibilidade de equipes naquele momento. “Mais cedo ou mais tarde, de acordo com a gravidade”, disse.
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A explicação aponta para um problema recorrente na segurança pública: a diferença entre a expectativa da população, que espera atendimento imediato, e a realidade operacional da corporação, que precisa distribuir equipes diante de múltiplos chamados ao mesmo tempo. Em casos menos graves, como perturbação do sossego, o atendimento pode demorar mais quando há ocorrências envolvendo violência, risco à vida ou crimes em andamento.






