“O cidadão comum também tem que ser ajudado”, afirma Jean Pirola em debate sobre pessoas em situação de rua


Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira, 8 de março, o vereador Jean Pirola (PP) contextualizou o corte de uma árvore que ficava na rua Pedro Werner, no Centro, e que, conforme relatou, vinha sendo utilizada por pessoas em situação de rua “não para descansar à sombra, mas para beber cachaça, fazer outras coisas e incomodar a vizinhança”.


De acordo com o vereador, excrementos humanos eram frequentemente vistos nos muros e nas paredes das casas próximas à árvore. “Nada contra a pessoa que não aceita ajuda, é um direito ir, vir, estar e permanecer, desde que o direito dela não atinja o do outro”, frisou Pirola. “Imaginem o fedor que isso causa, nesse calor, com mais de 40 graus de sensação térmica”, enfatizou. “O Estado tenta resolver o problema dessas pessoas, mas elas não querem ajuda. A solução que os moradores dali encontraram para ao menos diminuir essa situação foi, infelizmente, pedir o corte da árvore, para que essas pessoas não ficassem mais naquele local defecando, urinando, brigando e incomodando”, prosseguiu.


Em aparte, Jocimar Santos (DC) contou ter acompanhado o mesmo caso enquanto titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e reforçou o ponto de vista de Pirola: “Nós melhoramos o Albergue e o Centro Pop, contratamos guarda armada, colocamos ar-condicionado, demos todo o amparo tanto para servidores quanto para essa população, fomos até lá, foi feita a abordagem e realmente aquelas pessoas não querem ser ajudadas”, declarou.
“Fiquei bastante pensativa em relação ao corte da árvore. A gente fez isso porque não quis lidar com o problema. Tem um problema em dizer que eles não querem ajuda e que não dá pra fazer nada. Não é simples assim. A pergunta é: podemos fazer algo efetivo para que se possa resolver aos poucos, num processo? Como ajudar alguém que passou 30 anos na rua da noite para o dia? Não se resolve assim”, opinou Marlina Oliveira Schiessl (PT).

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Pirola contra-argumentou que “o cidadão comum também tem que ser ajudado”. Ele citou o projeto de lei complementar em trâmite, de autoria dos vereadores Alessandro Simas (DEM) e André Rezini (Republicanos), que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos, para “dar condições para que a Polícia Militar faça a apreensão da bebida alcoólica desse cidadão [em situação de rua], que é um instrumento a menos para que ele fique na rua”.

Celesc
Mais cedo, no mesmo pronunciamento, o vereador repercutiu o discurso de Deivis da Silva, o Deivis Junior (MDB), que ocupara a tribuna para falar a respeito da exigência, por parte das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), de que consumidores apresentem uma avaliação da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) como requisito para o atendimento de pedidos de ligação de energia elétrica.


“Não é só uma autorização, tem que apresentar um projeto para que a Fundema possa analisar e liberar. A casa está toda certinha, com os alvarás todos corretos, e se a Fundema não liberar, a pessoa vai ficar sem energia elétrica, que é um serviço essencial?”, indagou. “É mais dinheiro jogado fora por causa de uma burocracia do estado através da Celesc”.

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