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Hospital Azambuja projeta expansão histórica em 2026 com nova torre, ampliação de UTIs, cirurgia robótica e foco na oncologia

O gestor do Azambuja, Gilberto Bastiani e o Gerente de Pessoal Marcílio Ghislandi. Foto: Anderson Vieira/Olhar do Vale

O Hospital Azambuja entra em 2026 vivendo um dos momentos mais importantes de sua história recente. Com obras avançadas, novos equipamentos de alta complexidade, ampliação significativa da estrutura física e projetos que impactam diretamente a saúde de Brusque e de toda a região, a instituição consolida um ciclo de crescimento iniciado nos últimos cinco anos.

Atualmente, o hospital atende uma população estimada em quase 400 mil habitantes, abrangendo Brusque e municípios vizinhos. Segundo o gestor Gilberto Bastiani, esse crescimento foi acompanhado por investimentos constantes em tecnologia, equipamentos modernos e na qualificação das equipes. “Conseguimos trazer muita tecnologia, muitos equipamentos novos e modernos, além de melhorar e qualificar tanto a equipe médica quanto a de enfermagem e apoio”, afirmou.

Nos últimos anos, o hospital incorporou serviços que antes exigiam o deslocamento dos pacientes para outros centros. “O objetivo do Hospital Azambuja sempre é que a população tenha o atendimento mais próximo da sua residência, sem precisar se deslocar e causar transtorno para o paciente e a família”, destacou Bastiani. Entre os avanços estão a cirurgia cardíaca, procedimentos completos em ortopedia e a cirurgia bariátrica.

Credenciamento na Oncologia

O próximo grande passo é a implantação da oncologia, considerada estratégica para Brusque e região. A estrutura física já está pronta, mas o início dos atendimentos depende da liberação de uma portaria do Ministério da Saúde. “Hoje a população acaba se deslocando para fazer seu tratamento fora. Ter um hospital onde se possa realizar tudo, desde a primeira consulta até o procedimento cirúrgico, é fundamental”, pontuou o gestor.

Torre de alta complexidade

Um dos principais marcos previstos para este ano é a conclusão da nova torre hospitalar, com cerca de sete mil metros quadrados. A obra está aproximadamente 70% finalizada e a previsão é de inauguração entre junho e julho. A torre está sendo construída em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde( R$ 10 milhões da SES e R$ 7,5 milhões vem de recursos do próprio hospital). “Nossa expectativa é deixar tudo pronto até junho, no máximo julho, para inaugurar a torre e colocar esses serviços em funcionamento”, explicou Bastiani.

A nova estrutura permitirá uma ampliação expressiva da capacidade do hospital. Os leitos de UTI adulto passarão de 30 para 50, além da implantação das UTIs neonatal e pediátrica. “Hoje isso é uma necessidade do município e da região, principalmente pelas urgências, emergências e pelo volume de cirurgias eletivas”, afirmou. No total, o hospital deve sair dos atuais 235 leitos para aproximadamente 300 ao longo de 2026.

O centro cirúrgico, que atualmente realiza cerca de 1.800 cirurgias por mês, também será ampliado. “Vamos conseguir realizar mais procedimentos, reduzir filas e dar mais segurança e tranquilidade para médicos e equipes de enfermagem, com ambientes mais adequados”, disse o gestor.

Investimento em tecnologia e cirurgia robótica

Na área de tecnologia, o hospital segue investindo em equipamentos de ponta. Uma nova tomografia de 64 canais já foi adquirida, assim como uma nova hemodinâmica, que deve entrar em funcionamento ainda em fevereiro. “Esses equipamentos aumentam muito a nossa capacidade de atendimento e a resolutividade dos casos”, ressaltou Bastiani.

Outro avanço de destaque é a cirurgia robótica. Em 2025, o Hospital Azambuja se tornou o primeiro hospital filantrópico de Santa Catarina a adquirir um robô cirúrgico, com investimento de cerca de R$ 13 milhões. “É o futuro da medicina. Hoje, qualquer médico que pensa em ser cirurgião precisa pensar na cirurgia robótica”, afirmou. Em poucos meses, quase 100 cirurgias já foram realizadas e a expectativa é de iniciar, em breve, a cirurgia cardíaca robótica. O hospital também já apresentou ao Governo do Estado uma proposta para realizar procedimentos robóticos via SUS.

Paralelamente ao crescimento estrutural, a gestão reconhece que um dos maiores desafios está na contratação e retenção de profissionais. Atualmente, cerca de 97% da mão de obra vem de fora da região. “A grande dificuldade hoje é o custo de vida, principalmente aluguel e transporte. Isso gera rotatividade e um custo alto para o hospital”, explicou o Gerente de Pessoal, Marcílio Ghislandi . Como alternativa, a instituição estuda projetos para oferecer moradia a preços mais acessíveis aos colaboradores.

Azambuja Mais

O Azambuja Mais, braço assistencial do hospital, também segue em expansão, com cerca de 55 mil beneficiários. Clínicas, farmácias e serviços estão sendo ampliados em Brusque, São João Batista, Guabiruba e Itajaí. “Tudo isso é revertido para o hospital Azambuja. Quem usa o Azambuja Mais acaba contribuindo diretamente para as melhorias aqui dentro”, destacou o gestor.

Sobre Guabiruba, o hospital mantém conversas para uma possível gestão do hospital local. “A ideia é integrar sistemas, padronizar protocolos e melhorar o atendimento na origem, deixando Brusque para os casos de maior complexidade”, explicou.

Do ponto de vista financeiro, Bastiani afirma que o hospital vive hoje uma situação estável. “Hoje conseguimos pagar fornecedores e equipes em dia, regularizar pendências antigas e manter o hospital equilibrado financeiramente”, afirmou. Segundo ele, a credibilidade construída ao longo dos anos facilita o apoio de parlamentares, empresários e da comunidade.

Com obras em andamento, tecnologia de ponta, novos serviços e desafios claros na área de recursos humanos, o Hospital Azambuja projeta 2026 como um ano decisivo para consolidar seu papel como referência regional em saúde, ampliando o atendimento sem perder o caráter filantrópico que marca sua trajetória.

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