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Nota Oficial: Ingo Fischer explica desistência da candidatura

Documento foi enviado à imprensa na tarde desta segunda-feira (27);

Sem título

Foto: divulgação –

Brusque – A assessoria da diretoria da empresa Irmãos Fischer divulgou, na tarde desta segunda-feira (27), uma nota à imprensa explicando os motivos da desistência de Ingo Fischer e Juarez Piva, ambos do Partido Progressista, para concorrer aos cargos de prefeito e vice nas eleições indiretas da próxima quinta-feira (30). Confira a íntegra da nota redigida por Fernanda Boing Visconti:

Brusque passa por um momento político inédito em sua história por conta da cassação do mandato do nosso prefeito pela justiça, por detalhes de interpretação da legislação a ser acatada em períodos eleitorais. Sem entrar no mérito da questão, o fato, é que nos vimos de uma hora para outra num vácuo administrativo, cuja condução até o momento estava atendendo as expectativas de grande parte da população Brusquense.

Diante dessa situação, manda a legislação que assuma o Presidente do Legislativo Municipal interinamente e que sejam convocadas novas eleições em trinta dias, de forma indireta por ter tido o Prefeito cassado cumprido mais da metade de seu mandato. A eleição de acordo com a lei orgânica do Município seria secreta e conduzida pela mesa Diretora da Câmara dos Vereadores, conforme anunciou na imprensa o Presidente interino da casa Legislativa. Como o prazo para a realização de registro de chapas era exíguo, fui assediado, por não dizer pressionado para que colocasse meu nome à disposição e disputasse esta eleição para cumprir um mandato tampão de um ano e oito meses.

Recebi promessas de apoio de vereadores, incentivo de empresários, e também de pessoas comuns com as quais mantenho contato no meu dia a dia. Acabei por aceitar o convite para encabeçar a chapa indicada pelo meu partido PP, uma vez que vários vereadores da oposição, de forma voluntária, garantiam que estariam aliados conosco, mesmo porque estávamos abertos a oferecer candidatura à vice prefeito a essas pessoas e que eles resolvessem entre si qual o nome de consenso.

Em poucos dias comecei a sentir que a conversa ia mudando, desculpas iam surgindo, com argumentações totalmente despropositais, como também propostas que se eu aceitasse, não seria digno de ser Prefeito de uma cidade com a importância econômica de Brusque.

Confesso que não estava e não estou preparado para assumir um cargo de tamanha importância, sendo refém de pessoas que colocam seus interesses pessoais muito acima do coletivo. Fiquei impressionado com o desprezo demonstrado pelas necessidades da população.

E para fechar com chave de ferro enferrujado os nada aromáticos conchavos políticos, eis que a Câmara dos Vereadores, que dias antes havia decretado que as eleições seriam secretas, arquitetou uma forma discutível de torná-la aberta, isso quer dizer que os eleitores deverão declarar a viva voz em quem estão votando. Esta atitude demonstra claramente o clima de desconfiança um nos outros, dentro de um determinado grupo de pessoas. O ambiente que se formou, e os acertos para lotear cargos na prefeitura, ao estilo Governo Federal pouco importando a qualificação das pessoas, realmente não coaduna com o que entendo por ética e senso de responsabilidade. Chegaram a alegar que se a eleição não fosse aberta, eu iria pagar pelos votos necessários para minha eleição. Além de desrespeitar a todos, este grupo também demonstrou que, por serem expert neste lamaçal, acham que também sou. Respondo que meus recursos são destinados a prover minha família e ao desenvolvimento de nossa empresa, que hoje é a maior empregadora e a maior arrecadadora de impostos do município de Brusque.

Diante do exposto, torno pública, depois de ouvir minha família, meus irmãos, meus amigos leais e membros de meu partido, a minha decisão de não pactuar deste cenário, retirando meu nome do pleito pelo mandado tampão, aguardando uma reforma política que torne um pouco mais decente as disputas eleitorais no Brasil, para aí sim, expor meus projetos diante de setenta mil eleitores que irão decidir se mereço ou não, comandar os destinos no nosso município pelo tempo que a lei determina.

O que não posso, é colocar meu nome e minha história sob o julgo de pessoas cujo caráter e interesses não condizem com os meus.

Espero de coração, que as pessoas de bem compreendam as minhas razões. Se um dia tiver a oportunidade poderei de cabeça erguida, olhar nos olhos de cada um e respeitosamente pedir seu voto.

Por hora, continuarei a não medir esforços em trabalhar para gerar mais empregos e garantir assim um futuro melhor para todos que aqui depositam as suas esperanças.

Para fazer o bem não é necessário ter um cargo político, pois sempre ajudei minha cidade, e continuarei a contribuir para o crescimento de Brusque, como sempre o fiz.

“Salve Brusque, Imortal!”

Muito Obrigado,

Ingo Fischer

Diretor Presidente

Irmãos Fischer S/A

por Wilson Schmidt Junior

Publicado por Olhar do Vale

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