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“Hoje na prefeitura não há planejamento e sim ofertas de emprego visando às eleições de 2016”, afirma Bosio

Em entrevista a Olhar do Vale, Bosio fala sobre as eleições do ano que vem e a situação atual da política brusquense.

 

JONESBOSIO

Ex-vereador e ex-Secretário de Desenvolvimento Regional, o nome de Jones Bósio (DEM) é ventilado como possível candidato à prefeitura de Brusque. Bosio foi entrevistado pelo Olhar do Vale sobre as conversas dos bastidores da política e não ficou calado. Disse inclusive que a saída de Paulo Eccel foi ruim para a cidade. Acompanhe a entrevista:

 

Olhar do Vale: Jones seu nome também é ventilado como um dos possíveis concorrentes à prefeitura em 2016, você, de fato, é o pré-candidato?

Jones Bosio: É muito importante a gente trabalhar com o nosso partido Democratas (DEM). Nós transformamos o partido hoje em diretório, nós promovemos uma eleição dentro do partido para que a tenhamos um mandato dentro do partido, e não uma provisória. Esse foi o primeiro passo. Traçamos  metas de uma forma organizada e planejada, com uma equipe para que a gente possa em 2016 ter candidatos a vereadores o suficiente para poder disputar as eleições e nomes pra disputar à majoritária.

 

Olhar do ValeHá alguns partidos com você já. E você tem chamado isso de projeto Reformular. O que é exatamente isso? 

Jones Bosio: Quando nós fomos à Brasília junto com o Presidente Estadual do DEM, Paulo Gouveia, e nos encontramos com o Ronaldo Caiado (Senador)  e o Agripino Maia. que é o Presidente Nacional do Democrata, nós passamos a ideia para ele, de montar um grupo, que fosse aderindo ao Projeto chamado Reformular.  E nesse grupo os partidos foram vindo, o PRB, no qual o Presidente é o Cuca Schaefer, o PEN, o qual presidente é o Luciano, O PSL, o Vargas, o PROS, o Eccel, o PPL seu Durvalino  e no DEM comigo, e assim a gente monta com esses partidos. É claro que as portas estão abertas para outras agremiações. O nosso objetivo é formar uma grupo de pessoas e dentro disso um projeto que a gente possa apresentar na cidade, nos bairro e possamos lapidar para que em junho do ano que vem, na convenção, a gente possa apresentar ao pré-candidato a prefeito um projeto para cidade, no qual toda a comunidade tenha participado e possa olhar para o plano de governo daquele candidato e se sentir parte em todos os setores que compõem as pastas para administrar uma prefeitura.

Olhar do Vale Nós podemos afirmar que você é o Pré-Candidato a Prefeito?

Jones Bosio: Dentro do nosso grupo e do Democratas sempre é natural surgirem o nome de pessoas como pré-candidatos e também é natural tanto o meu quanto o nome de outras pessoas, assim como os nomes a pré-candidatos a vereadores. A hierarquia de pré-candidatos ou da nominata pode mudar, tanto na majoritária de Prefeito e Vice, quanto na de vereadores. A política é muito dinâmica como a vida da gente, o que exige a política para que ela seja bem feita, é o tempo.  Você não pode mais usar a política como “bico”, de vez em quando você ir lá e fazer uma politicagem, eu não comungo disso. Acho que você tem que se dedicar, como em qualquer outra profissão, doar o seu tempo para fazer o trabalho bem feito. Na política não é diferente, quando você se dedica , você foca, você é determinado, nem sempre o foco maior é vencer, e sim fazer a coisa bem feita. Você pode chegar ao dia 2 de outubro do ano que vem e acabar não ganhando as eleições, mas você pode  apresentar e fazer uma política diferente na cidade e mostrar para as pessoas que é possível fazer algo diferente politicamente. Acabar a eleição e você poder sair na segunda-feira e olhar nos olhos das pessoas e mostrar que valeu a pena. Agora eu não tenho essa vaidade, e ninguém do nosso partido tem, de ser o candidato a prefeito. E se até 30 de junho na convenção do ano que vem, a ordem dos nomes mudar não tem problema. Até porque nós estamos buscando conversas com outros partidos, que nos interessa muito, nós vemos com bons olhos. Não nos cabe citar quem é melhor, todos são bons, mas a gente tem fechado em questão numa coisa paralela. Vocês sabem que chamam o nosso projeto reformular de grupo dos “partidinhos”, mas não vejo dessa forma de partidos pequenos, os partidos não se medem pelo número de pessoas que estão lá dentro, mas cada indivíduo que faz parte do partido são eles que determinam o tamanho partido. Pessoas de caráter, com credibilidade, confiança, porque é difícil você fazer política se não tiver confiança. Os partidos que estão conosco não são partidinhos e nem um é partido pequeno, eu vejo todos como partidos iguais e sim, nós vamos buscar outros partidos. Às vezes as pessoas enxergam o partido pela popularidade. Existem os partidos considerados grandes, o 11, o 15, o 13, o 55. E também não fazemos muita questão de conversar com esses partidos, tanto que o nome do projeto é reformular, estamos tentando agregar ao nosso partido o PSC do Presidente Dr. Osvaldo, o PTB do B com o Moacir da Capra e o PTB do Nilson Pereira, enfim, outros partidos que estão em uma linha parecida com a nossa.

Olhar do Vale: O que você acha de tudo que aconteceu na política brusquense?O Prefeito foi cassado e por uma questão legal assumiu  o Presidente da Câmara Roberto Prudêncio. Como você vê toda essa movimentação e a gestão atual de Brusque?

 

Jones Bosio:  Eu tenho vinte anos de política, que eu a vivencio política junto com meu pai, mas na verdade desde os nove anos eu já participo, eu não tenho inimigos na política, eu tenho adversários, você é uma pessoa politizada e poderia ser um nome, se nós disputássemos uma eleição juntos você seria meu adversário e não inimigo, não podemos ir por essa linha.  Não é porque o PT foi adversário na última eleição que eu desejo mal para eles.  O que eu vejo é que Brusque perdeu muito com a saída do ex-prefeito, porque a mudança quando não é esperada, ela se torna ruim, eu vejo por esse ponto de vista. O cidadão está em cima de ovos, porque eles não sabem se o prefeito interino vai continuar, se o Paulo Eccel vai voltar se vai ter eleição direta, indireta, se o Prefeito Roberto vai seguir até dezembro do ano que vem, ou vai disputar as eleições. E quando você conversa em um grupo, um acha que o Roberto fica, outro acha que o Paulo volta, e isso só o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é que vai decidir e aí quando você vai assistir o TSE é um descaso com a população, você esta ali assistindo para definir o futuro de uma cidade importante, já que está entre as dez economias de Santa Catarina e ninguém sabe quando vai acontecer o novo julgamento e nós ficamos esperando. E quanto à administração que está interina coordenada pelo atual Prefeito Roberto Pedro, eu observo e vejo as mazelas que estão sendo feitas, o interesse escarrado, você vê nos jornais, o interesse único e próprio por um cargo na prefeitura. Eles buscam os partidos não através de ideias e projetos eles não buscam a comunidade assim, não há um planejamento, e sim ofertas de emprego para induzir as pessoas a irem para dentro da prefeitura visando às eleições de 2016. Mas esse é o projeto do Prefeito do PSD de Brusque e dos partidos que somam, aonde se você entrar no portal da transparência e somar os 303 cargos de confiança que a atual administração tem com as gratificações somam 70 milhões de reais em quatro anos. Isso mexe com o dinheiro público e é muito sério. Mas isso eu não preciso estar falando a população vê isso. Se fosse para eu ter uma opinião eu gostaria que o atual prefeito permanecesse até o final do mandato, ou que o e prefeito voltasse, para que não tivesse uma eleição direta ou indireta para não um terceiro nome brusquense que venha mudar toda a estrutura, todos os nomes, o secretariado e ano que vem com a eleição corre-se o risco de mudar tudo novamente, quem perde é o eleitor a população acaba pagando com isso. Você também não pode generalizar, também vejo muitos pontos positivos nessa administração, como secretários setoriais de grande competência.

 

 

Entrevistado por Anderson Vieira

Foto: Jaison Lorencetti/Rádio Diplomata

Publicado por Olhar do Vale

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