“Se ele não está preparado para ouvir críticas que se levante da cadeira e vá embora”, afirma pré-candidato Danilo Visconti sobre atual prefeito

O pré-candidato a prefeito de Brusque, Danilo Visconti (DC). Foto: Anderson Vieira/Olhar do Vale.

Empresário, Oficial Substituto do Registro de Imóveis e ex-procurador geral do município de Brusque, Danilo Visconti, de 37 anos, foi anunciado como pré-candidato a prefeito de Brusque no mês de março quando assinou sua ficha de filiação no Democracia Cristã (DC) . Casado há mais de dez anos e pai de três filhos, Visconti se intitula conservador. O Olhar do Vale conversou com o pré-candidato. Acompanhe a entrevista:

Olhar do Vale: Danilo, você tem se posicionado como pré candidato, isso está firme na sua cabeça? Você deve realmente ir para esse caminho e disputar a eleição?
Danilo Visconti: O que eu vejo na cidade, é falta de gerência, então isso não é de agora, eu já venho acompanhando isso de um tempo pra cá, sempre estive nos bastidores da política, então eu tinha uma atuação inclusive muito forte em articulações nas eleições, isso me deu bagagem no ponto de vista eleitoral e somado a essa minha visão de que falta uma gestão na cidade, falta um comando. O que eu percebo hoje na cidade é, um cara novo, que foi eleito em setembro pra fazer diferente, para mostrar uma nova roupagem, uma nova política, ou seja, para virar a chave daquela política que se tinha na cidade, de perseguições contra “a”, contra “b”, o fulano do partido “a” fez uma obra, o fulano do partido “b” entra na prefeitura e vai lá e abandona aquela obra, como a gente viu nos últimos 20 anos, vamos colocar assim. E eu estou vindo com essa proposta de parar com isso, sabe? Eu sou da cidade, sou nascido aqui, até por isso que eu gosto de falar “vamos começar do início”, que eu vivenciei todo esse período aí na década de 90, anos 2000, que Brusque vivia essa polarização muito forte que tinha na cidade. Isso chegou num ponto que acabou dividindo toda a classe política da cidade, toda a parte, toda a classe administrativa da cidade. Então, uma cidade pequena, que agora está um pouco maior, mas razoavelmente pequena e provinciana, gerou esse atrito. A eleição do André Vechi era pra ser diferente. Era para ele vir com a mentalidade para frente, jovem, tecnológico, com gás, estar correndo na cidade para que essa divisão, de alguma maneira, fosse diminuindo, só que o que eu percebo nele e na gestão dele, é justamente ao contrário, sabe? Falta de habilidade de falar com a imprensa, falta de habilidade de falar com a classe política, falta de habilidade para tratar com pessoas da comunidade. Tu vê um exemplo clássico disso, é que o atendimento na prefeitura é só às quartas-feiras à tarde e acha que isso é uma grande conquista. Então você vê, o gabinete tem que estar aberto todo dia, o prefeito tem que estar ali à disposição da comunidade, ele foi eleito para isso. E aí, somado a isso, é o que eu te digo, eu venho da iniciativa privada, venho de uma história de sucesso, tenho conhecimento na administração pública, então já tive experiência na administração pública, gosto de gerenciar, eu tenho uma boa experiência na parte de gerência, e somado a isso que eu estou vendo ali, então não tem como não participar. Então, eu tinha duas opções, ou eu ficava reclamando no Instagram, no WhatsApp, metendo o pau no político “a”, no político “b”, na gestão, ou então enfrentar, botar o nome à disposição e trazer um projeto para a cidade novo, de fato novo, não um projeto com uma roupagem nova, mas com as velhas práticas. Então por isso que eu estou decidindo entrar nessa parada.


Olhar do Vale: Quais os partidos que poderiam vir junto com você?
Danilo Visconti: Primeiro ponto: eu sou conservador. Então, a gente vai estar aberto ao diálogo evidentemente, com todas as agremiações. A política se faz por meio do diálogo. Para dialogar, eu não preciso abrir mão dos meus princípios e me entregar para o adversário, não é isso que eu estou dizendo. Mas, hoje, pelo que a gente vê no cenário, nós temos cinco partidos fortes de oposição, que é o Democracia Cristã, que é o nosso, União Brasil, o MDB, o PSD e o PT. Com a esquerda, muito embora tenha aquela discussão MDB de esquerda, PSD de esquerda, mas assim, com a dita esquerda assumida, a gente não tem como fazer coligação. Agora, com os demais partidos, principalmente PSD, MDB, União Brasil, a gente tem conversado. A nossa visão é que a oposição tem que ter uma união, ela tem que se unir. Se a gente quer um projeto novo, uma virada de chave, se eu venho com o discurso de saber administrar, saber gerenciar, é justamente saber unir. Por isso, a gente tem que unir todo esse pessoal e aí sim formar um projeto para fazer o enfrentamento na hora devida, no momento certo, trazendo as propostas, aquilo que a cidade quer no período eleitoral. A gente está conversando com o MDB, estamos conversando com o União Brasil e também com o próprio PSD.

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Olhar do Vale: O prefeito não sabe lidar muito bem com críticas. Você até foi alvo de alguns comentários nesta última semana.
Danilo Visconti: É, até me surpreendeu, sabe? Porque é como eu falo, eu venho da iniciativa privada. Então, na iniciativa privada, o que você mais recebe é crítica. Isso é normal, então, quando se presta um serviço, às vezes o cliente não sai tão satisfeito como você gostaria, ele vai te criticar. Imagina isso na função pública, né? Onde o prefeito tem que lidar com 150 mil habitantes, desses 150 mil habitantes, se ele parar para refletir, ele vai ver que a última votação dele foi 28 mil votos, ou seja, não representa nem uma grande parte do pensamento da comunidade brusquense. Por quê? Porque o sistema eleitoral é assim. Então, o cara que assume, o cidadão que assume com base nesse sistema, ele tem que estar preparado, inclusive, para receber críticas. Não importa se é no período eleitoral, se não é no período eleitoral. No ano eleitoral, quer dizer, porque é o momento onde a comunidade tem a chance mesmo de dizer, olha, “eu estou gostando” ou “não estou gostando”. Então se no ano eleitoral vão aparecer com mais frequência as críticas, evidentemente nos outros anos também vão. É um clichê que ele criou, que é um clichê que a gente vê que é uma coisa impensada e só tá transmitindo uma frase que ele recebeu de alguém. Talvez não discerniu, né? E essa demonstração dele de não saber receber crítica, traz pra mim mais a convicção de que ele não é um bom administrador. E é o exemplo clássico que eu vejo agora nas chuvas. A cidade toda sabia que ia chover, inclusive os milímetros. Eu me lembro que acho que foi o Olhar do Vale que soltou informação que Brusque em dois dias era pra chover 100 milímetros. Isso aí tá claro. Eu tenho um problema lá na minha região, lá onde eu moro, que tem um problema lá com vala. Então, o que eu já fiz? Eu já peguei a minha esposa na segunda-feira, já falei, ó, Camila, pede pro pessoal que faz a limpeza aqui, a gente já fica em cima dessa vala, da limpeza e tal. O cara foi lá, já limpou, tá tudo ok. Tanto que eu não tive problema. Eu te pergunto, o cara é o prefeito da cidade, tem a Defesa Civil toda à disposição dele, ele sabia que ia chover, sabia que a chuva não ia ser fraca. O cara vai fazer curso em Curitiba? Como é que não vai receber crítica? Aí volta pra cidade num domingo à tarde, tira uma foto, eu não sei também se essa foto é de agora ou não, mas é o que eu recebi, né? Com um tênisinho todo branco, todo limpinho pra mostrar que tá olhando a cidade como se entendesse o que ele estava vendo. Ele não tá entendendo nada do que ele tá vendo ali, porque ele não conhece a história. E ele está demonstrando que não conhece a história da cidade. Então como é que um cara desse vai saber administrar? E aí um cidadão desse vem e me chama de oportunista. Eu sou um cara que está sempre presente nas decisões políticas, conheço a história da cidade, atuei já em cargos também de certa importância na cidade, conheço um monte de gente, aí ele vai dizer que eu sou oportunista. Então assim, ó, é isso que me chateou, sabe? A gente não pode mais fazer crítica? Prefeito, larga um pouco a rede social, para de fazer videozinho em gabinete, até porque tem que ver a questão jurídica disso e vai correr a cidade. Vai lá ver os buracos que estão nas ruas, vai lá ver o capim que está na calçada, vai lá ver as praças abandonadas. E não só praças, todo patrimônio público. Vai lá ver como está. E aí se usa de desculpas. Então ele pegou uma chuva dessa, que vamos lá, a gente sabe que foi uma chuva forte, todo mundo estava prevendo isso. Então todo mundo estava prevendo. O que salvou a cidade foi a Beira Rio de novo. Isso não tem dúvida. Mas um cidadão desse, ele não sabe o que que está fazendo. E aí ele vai lá, joga toda a Secretaria de Obras para limpar a Beira Rio, para mostrar, que está trabalhando. E outra, isso é consequência também das decisões administrativas que eles adotam. Pega hoje uma folha de salário… só para ter uma noção, 2008, nós estamos falando de 2008, Brusque tinha 1.700 funcionários, mais ou menos, 1.800. Hoje está com 4.600. Tudo bem, a cidade cresceu, né? Só que vê a quantidade de comissionado que é colocado inclusive na gestão dele pra ter voto na Câmara. Isso tudo é normal? É pra isso que ele foi eleito? É claro que não vai ter dinheiro para obra, é claro que não vai ter dinheiro pra consulta. Exemplo, a gente sabe a questão de Brusque na parte da saúde.


Olhar do Vale: Como está a saúde pública na tua visão?
Danilo Visconti:
Está terrível. Para pra pensar, uma cidade que tem três hospitais. Nós temos o Dom Joaquim, a Azambuja e o Hospital Imigrantes. O Hospital Imigrantes a gente vê que não tem acesso nenhum a eles. Poxa, usa esse hospital para ajudar. Principalmente agora na questão da dengue, isso é uma questão atípica. Faz convênio com esse hospital, vai buscar esse hospital, resgata esse hospital. Então pra que que só dois? E outra, policlínica. Por que essa policlínica não fica aberta e por que ela não atende o básico? Pra que que vai meter tudo pro hospital de Azambuja? Aí, evidentemente tu vai chegar lá, tu vai esperar 3, 4 horas para ser atendido. Aí imagina, a pessoa está lá porque o filho está com febre, ela não sabe o que é, porque não é médico, vai lá pra fila e o filho vai demorar 4, 5 horas para ser atendido. E outra, quem é a Secretária de saúde? Ninguém sabe. Por quê? Porque não mostra o rosto. A educação, mesma coisa. Lembra que o Bolsonaro fazia essa crítica na época das eleições, que antigamente não se sabia quem eram os ministros. Agora o povo sabe quem são os secretários. Mas por que os secretários não aparecem? Bota a cara. Bota o rosto. O serviço público é estar disposto a isso. É assumir isso. A partir do momento que eu falo que eu sou pré-candidato, claro que eu vou receber críticas. É evidente, então se eu não estiver preparado pra isso, eu nem entro. É a mesma coisa que eu penso dele. Se ele não estiver preparado para receber críticas, levanta da cadeira e vai embora. Ele tem que estar preparado para isso e a nova política que ele tanto pregou, exige isso. É isso que eu quero dizer, eu vendo tudo isso, eu vou ficar parado? Uma outra coisa que me chama muita atenção. O PIB de Brusque, se eu não estou enganado, é mais ou menos R$ 9 bilhões. R$ 1 bilhão vem da parte imobiliária da cidade. Eu te pergunto, qual é o incentivo que o Poder Público dá para o setor imobiliário da cidade? É só burocracia e mais burocracia. É a comissão daqui, comissão de lá, se leva não sei quantos dias para emitir uma guia de ITBI. Imagina se você é o dono de uma empresa e o cliente quer te pagar, tu chega e fala, “Não, não, tu vem daqui a sete dias e me paga, agora eu não quero receber”, é assim que tá. Então tu imagina, por que que isso está assim? Porque é uma rede. Por isso que também não foca no turismo, é uma cidade que não tem turismo. Eu te pergunto, Secretário do Turismo. Ah, porque o cara foi na Santur, tá e daí, o que que ele tá fazendo? O que mudou De turismo para nossa cidade? Vai lá pra Pomerode, com 45 mil habitantes, lá é Páscoa, Natal todo evento do ano tem turismo. Nossa cidade, eles fazem ali duas casinhas na praça, pra botar meia dúzia de pessoas, tirar foto, fazer dancinhas e dizer isso aí, isso é turismo. Ninguém vai vim lá de Blumenau, ou vai vim ali de Balneário Camboriú, sei lá, de onde for, de Florianópolis pra ver isso? Não vai. E outra, se ele não vem ver, ele não vai gastar aqui e o turismo traz dinheiro, não tem como ser diferente. O nosso comerciante já aprendeu, o nosso comerciante é muito esperto, ele viu que não pode viver só da renda do brusquense. Por que? Porque o brusquense faz compra fora, ou tem e-commerce, que faz a concorrência, então ele depende muito da vinda de pessoas pra cá. E o que Brusque tem de atrativo para trazer essas pessoas.? Qual é o impacto disso no setor imobiliário?


Olhar do Vale: Posso afirmar que você é o representante da direita aqui em Brusque?
Danilo Visconti: Assim. vamos lá, o que nós temos de direita? Primeiro ponto, se a gente analisar, eu gosto muito, eu sou aluno do professor Olavo de Carvalho e o Olavo tem doutrinas, tem teorias, que ele aponta que no Brasil nunca teve direita. Primeiro ponto. Quando a gente fala assim, tal representante da direita. O cara sabe o que é direita, o que é esquerda? O cidadão não sabe. O que existia no Brasil são oligarquias, isso existia em Brusque, isso existia em todo lugar. Sempre foi assim. As famílias que comandavam o poder público, comandavam a iniciativa privada. Geralmente vinham da iniciativa privada e comandavam o setor público. Em 1989, houve o primeiro rompimento. Veio um cidadão que meio que rompeu com esse comando, com esse poderio. Agora, dá pra dizer que é de direita? Então se eu disser assim o Danilo é o único representante da direita… eu posso dizer que eu sou conservador. Por que eu sou conservador? Como se o Brasil tivesse muita coisa para conservar, mas na verdade, eu sou conservador de princípios. Então, eu sou a favor da família, sou contra o aborto, sou contra a ideologia de gênero. Então, se tem algum outro candidato que vai defender isso, aí eu não sou o único. Mas eu volto a dizer, o povo tem que tomar muito cuidado com isso, direita e esquerda. Porque, às vezes, quando a gente acha que uma pessoa é de direita, como aconteceu [em Brusque], ela não é de direita. Ou às vezes, quando se acha que determinado fulano é de esquerda, não é bem assim, é porque se tem uma visão um pouco mais social. Existe o quê? A dita direita, que são oligarquias de famílias, que não querem largar o poder. É só isso. E nós temos a esquerda, que a gente vê que não sei se tem um projeto ou não. Então, eu venho com essa missão. Nem aqui nem ali. Sou de centro? Não, eu sou conservador. Mas eu tenho que aprender a dialogar e mostrar que a cidade tem que olhar pra cidade. Parar com esse discurso vago, direita, esquerda, Bolsonaro, Lula, sabe? Mas tem que olhar pra cidade. A cidade tem que ser olhada. E outra: o governo do Estado está com o PL, Governo federal, como o PT. E aí quando tu não sabes dialogar, tu tem que fazer que nem eles fazem, buscar empréstimo de R$ 100 milhões. Então é uma cidade vive de empréstimo, uma empresa vive só de empréstimo. E outra coisa que o povo tem que entender, o poder público não gera riqueza. Quem gera riqueza são os empreendedores, a iniciativa privada. O poder público utiliza do tributo que recebe para reverter em benefício da comunidade. Esse é o papel do poder público. Então se qualquer coisa que falar além disso, é mentira. A visão do empreendedor, do administrador público que entra lá é justamente isso, é fazer bom uso do tributo que recebe em benefício da cidade. E aí, em benefício da cidade, o que que é? Educação, Saúde, Segurança, Obras, principalmente pavimentação, que a gente vê a falta que faz. Nós temos uma usina de asfalto. O cara não sabe utilizar a usina de asfalto que tem na cidade. Quantos exemplos a gente tem de cidades que utilizam usina de asfalto e inclusive vendem asfalto para cidades vizinhas. E Brusque não sabe nem lidar com a usina de asfalto que tem. “Ah porque foi o Paulo que fez”, e daí que foi o Paulo que fez? Não é uma coisa boa? Então vamos fazer, trabalhar. São essas visões que eu quero entregar para a política, então por isso eu digo eu não preciso disso, então eu vou com esse projeto e o pessoal que se sentir interessado, aí sim, no período eleitoral, vai ter a chance de conhecer mais as propostas. E outra coisa, também, que a gente não pode deixar de trazer, é a questão da causa animal.

Olhar do Vale: Você também tem defendido os animais…

Danilo Visconti: A causa animal em Brusque, toda a família tem, hoje praticamente, um cachorro, um gato. A causa animal, ela não é só do animal, ela também envolve essa questão da saúde pública. , Hoje a gente vê uma campanha de castração na cidade? Não, você não vê mais. Os voluntários hoje da causa animal, você vê eles penando, eles fazendo por conta própria, gastando o dinheiro deles, colocando o nome deles nas clínicas veterinárias, para que quando é feito o resgate desse cachorrinho lá na rua, vai pra clínica, a clínica faz o procedimento que tem que fazer e cobra do voluntariado e a Prefeitura não coloca a mão em nada. Então, se vê cachorro abandonado. O cachorro está na rua, é feito o resgate desse cachorro, se esse cachorro precisa fazer algum tratamento veterinário, vai para clínica, a clínica faz o procedimento e cobra do voluntário que levou. E quando o cachorro está melhor. Ele vai pra onde? Hoje alguns se disponibilizam como lar temporário para esse cachorro. A prefeitura ajuda? Não ajuda. Um cachorrinho desse que está com uma doença, se ele tiver aí na rua, se ele não passar pro ser humano, ele vai passar pro cachorro que o ser humano tem domesticado, olha o caos que é. E pra isso ele não tem verba. Ou vai lá, disponibiliza uma miséria. Ai o que ele faz? ParCão. Qual é a finalidade de um ParCão em Brusque? Nós já não temos a Beira Rio pra caminhar com o cachorro. Já não tem praça? Se ele cuidasse das praças que têm nos bairros, teria resolvido o problema. Além de não cuidar das praças que ele tem, ele quer fazer um ParCão, parque para cachorro. Te pergunto, qual é o estudo que ele fez disso? Ou ele acha que botar vários cachorros no mesmo ambiente é a mesma coisa que botar várias crianças no mesmo ambiente? O cachorro é um animal de dominância. Se você colocar dois machos ou duas fêmeas no mesmo ambiente que não se conhece, o que vai acontecer? Briga, não é certo? Dependendo da raça, briga. E dependendo da raça, mata outro cachorro. Eu te pergunto, então ele está fazendo um estudo para analisar isso tudo? E o dinheiro público investido nisso depois? E o dinheiro público depois pra manter? Vai ter que botar funcionário lá à disposição, e quem vai pagar o funcionário: os cofres públicos. Então por que que não pega todo esse dinheiro, entrega na mão dos voluntários, não faz convênio com as clínicas, não faz convênio com os lares temporários, entendeu? Essa é a discussão da causa animal, a gente vê o abandono que tá.

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Jornalista graduado pela Univali em 2003 e pós-graduado em Gestão Estratégia Empresarial (ICPG) e Marketing (Univali). Passou por diversos veículos de comunicação da cidade, principalmente rádio. Desde 2011 atua também com treinamentos na área de oratória. Já treinou políticos, empreendedores, profissionais liberais e pessoas que tinham interesse em dar entrevista na mídia. Em 2014 fundou o Olhar do Vale, portal de notícias de credibilidade na cidade.