Resiliência: Zen avalia seu mandato à frente da CDL Brusque

Fabrício Zen deixa o cargo da presidência da CDL e ocupará a função de Diretor de SPC. Foto: Anderson Vieira/Olhar do Vale

O empresário Fabrício Zen vai deixar, após quatro anos de mandato, o comando da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Brusque. Após eleição e reeleição, ele vai se dedicar no ano que vem em um novo cargo: o de diretor do Sistema de Proteção ao Crédito (SPC). A presidência vai ficar a cargo de Alcir Otto, que foi eleito para o mandato de dois anos à frente a entidade.

Mas, qual a avaliação que Zen faz nestes últimos dois anos ? Um dos pontos positivos da sua gestão, segundo ele, foi a implantação dos núcleos setoriais, como por exemplo: o núcleo do bairro Dom Joaquim, o de consultores, de comunicação e o recém criado núcleo do bairro Águas Claras: ” A gente tem essas conquistas que mostra o papel da entidade de levar para o associado e para a comunidade como um todo, porque quem não é associado também ganha com isso. Como é o caso das câmeras de segurança que a entidade fomentou. Atualmente temos 50 câmeras entre Brusque e Guabiruba com sistema inovador e os crimes estão sendo resolvidos com esse sistema. Então, a participação da CDL vai além daquilo que é oferecido ao associado. Nestes últimos três anos só este projeto já teria valido a pena”, relata.

Também no setor da segurança, a CDL conseguiu viabilizar a Rede de Vizinhos e uma viatura para o bairro Dom Joaquim, através do núcleo do bairro. A entidade também fez inovações como a digitalização da área azul, que é o estacionamento rotativo da cidade. ” É um grande case, pois a gente conseguiu prestar um grande serviço para a comunidade a um custo mais baixo e com eficiência. É um serviço público através de gestão de pessoas e processos. A precificação da área azul é uma forma democrática de disponibilizar vagas. A gente conseguiu eficiência no processo. É o valor hora mais baixo do Brasil. Sem fins lucrativos, o superávit retorna para a comunidade através da decoração natalina, por exemplo. Esse foi um dos legados que a gente tem deixado”.

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Durante a gestão de Zen, a CDL também se manifestou em várias ocasiões para trazer um bem a sociedade como foi o caso da Duplicação da Rodovia Antônio Heil, que finalmente saiu do papel, e o aumento de efetivo policial com reivindicações diretamente ao Secretário Estadual da Segurança Pública. “O envolvimento da entidade é forte e é um trabalho de bastidores. Fizemos isso com bastante frequência”, afirma

Os desafios também foram grandes, até porque seu mandato ocorreu durante a chegada do desconhecido Coronavírus e o início de uma pandemia global. Com isso, a economia ficou prejudicada: ” Foi bem desafiador, porque além da gente rever processos dentro da entidade. A gente conseguiu manter a equipe e o grande dilema como presidente foram as reuniões que aconteciam nos bastidores sobre abertura ou fechamento do comércio. Fomos ponderados em muitos momentos, pois temos uma responsabilidade perante o lojista. O trabalho que foi feito em conjunto com as entidades. O maior receio na época era o que a gente poderia informar. Foi a grande angústia daquele momento”, diz o presidente.

Mesmo com todos os desafios durante a sua gestão, Zen está otimista com o rumo da economia em 2022. “Eu vejo que voltando o setor de eventos, volta a vida social das pessoas, voltando a vida social das pessoas parece que a gente volta a ter vida. Ai que eu vejo que agora é pra valer. Eu penso que 2022 vai ter essa pegada, porque as coisas estão acontecendo, as feiras estão acontecendo. As pessoas empreender mais nesse sentido. Empreender pode ser no mesmo negócio, mas com um novo olhar. O consumidor está tendo outras demandas. As pessoas, sensibilizadas com a pandemia, vão procurar consumir mais, vão aproveitar melhor o seu capital. Não vão deixar para depois. Veja o setor de venda de bicicletas, deu um boom por conta de pessoas buscarem qualidade de vida. O setor de turismo também vai estar bem aquecido”, conta.

Durante seu mandato, a CDL completou 50 anos de fundação. “Esta em uma gestão em um momento como esse é marcante porque conseguimos homenagear as pessoas que passaram por aqui. Fiquei emocionado, porque é um prestígio”.

Resiliência

Fabrício Zen foi questionado sobre que palavra definiria a sua gestão. Ele escolheu a palavra resiliência que é a capacidade de se capacidade de se reinventar facilmente ou se adaptar às mudanças.

” A gente teve que se refazer, se moldar, se ajustar porque a gente não pode olhar para trás, tem que olhar para frente. A resiliência é a palavra que podemos ter nos dois últimos anos. A gente teve que se refazer até como indivíduo. O que valorizo mais? Familia? Espiritualidade? Empresa? Tudo é cíclico. A natureza se refaz. E a gente tem que fazer isso também”, finaliza.

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