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“Quero ser um instrumento de justiça e humanidade”, afirma candidato a desembargador em visita a Brusque

O candidadato a desembargador Marco Vinicius. Foto: Anderson Vieira/Olhar do Vale

O advogado Marco Vinícius, ex-procurador do município e Taió e atual assessor de gabinete da Senadora Damares Alves (Republicanos) esteve em Brusque nesta semana como parte de sua campanha para concorrer a uma das vagas de desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), pelo quinto constitucional da advocacia. Em entrevista concedida ao jornalista Anderson Vieira, do portal Olhar do Vale, o candidato ressaltou a satisfação em visitar a cidade e reforçou a relevância da participação dos advogados no processo eleitoral.

Segundo ele, a recepção em Brusque foi marcada pelo apoio de colegas da advocacia local e pelo acolhimento de empresários e líderes, entre eles o pastor Marcus Foppa, que o auxiliou na aproximação com diferentes setores da cidade. “É uma grata satisfação poder estar em uma cidade tão organizada e pujante como Brusque e dialogar com uma advocacia tão qualificada”, destacou.

Ele explicou que tem buscado percorrer as principais regiões do estado para apresentar suas propostas, embora o tempo seja curto. A homologação da lista dos 12 nomes será no dia 18 de setembro e a eleição acontece em 6 de outubro. “Infelizmente não conseguiremos estar em todos os municípios catarinenses, mas a internet e entrevistas como esta ajudam a ampliar o alcance da campanha”, afirmou.

Um dos pontos centrais de sua fala foi o desafio de mobilizar os advogados a participarem do pleito, que é facultativo. Santa Catarina conta com quase 80 mil credenciais emitidas, mas, historicamente, apenas cerca de 12 a 13 mil profissionais participam da votação. “O desembargador oriundo da advocacia é o guardião das prerrogativas do advogado, da defesa dos honorários e do olhar mais humano nos processos”, afirmou.

Ao explicar os motivos de sua candidatura, Dr. Marco foi enfático: Quero ser desembargador porque desejo servir o público na justiça. Quero ser um instrumento de justiça e de humanidade para a população catarinense, revela.

Com mais de 30 anos de experiência no serviço público e quase 15 anos de atuação na advocacia, Marcos defendeu um Judiciário atento à legalidade e distante do ativismo judicial. “O papel do Judiciário é aplicar a lei, não criar normas. O ativismo traz insegurança jurídica para a sociedade, e precisamos resgatar a confiança da população nas decisões judiciais”, reforçou.

O candidato também comentou o recente julgamento que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, criticando a condução do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, o julgamento ocorreu em instância inadequada e com atuação parcial. “ Foi um dia lamentável para o país, o fechamento de um verdadeiro circo de horrores para a nossa democracia”, avaliou.

Ao encerrar a entrevista, o advogado deixou um recado especial aos advogados do interior catarinense. “Quero representar esses profissionais que atuam em pequenos escritórios, porque eu também sou um deles. O Tribunal de Justiça precisa estar atento à realidade dos 223 municípios catarinenses com menos de 20 mil habitantes, onde de fato a justiça é praticada”, concluiu.

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