O advogado brusquense Rodolfo Ryan Beuting, de 30 anos, foi eleito recentemente presidente do Partido dos Trabalhadores(PT) de Brusque. Natural de Brusque e filiado ao partido há 13 anos, Rodolfo disputou uma eleição para vereador em 2016 e, mais recentemente no ano passado, foi candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo por Cedenir Simon, obtendo o 3º lugar nas eleições municipais em Brusque. O Olhar do Vale conversou com o presidente eleito para saber seus pensamentos sobre conjuntura política e também sobre a atual gestão da cidade. Confira:
Olhar do Vale: Como se deu a sua eleição à presidência do PT de Brusque?
Rodolfo Beuting: Primeiramente, é uma oportunidade que surgiu diante da questão eleitoral, do processo eleitoral, não só do ano passado, mas de um fruto de uma construção que vem acontecendo de muito tempo. Eu sou filiado no partido já desde 2012, então já são quase 13 anos de filiação partidária. Então, foi uma oportunidade que apareceu por uma questão também acima de tudo, geracional. Não é uma questão que eu não gosto muito de usar as vezes a palavra renovação, que não necessariamente se trata de uma renovação, mas sim uma questão necessária de uma transição geracional. Então, surgiu essa oportunidade. Não é, como eu digo, uma renovação, é uma escolha do grupo partidário da cidade, que sempre decidiu de forma consensual a escolha do seu território, a escolha da executiva, a escolha do presidente ou da presidenta, enfim, se em algum momento houver. Então, é uma decisão que foi muito estudada, muito pensada por mim, até porque é uma responsabilidade assumir esse cargo e a gente sabe tudo que vem junto com essa responsabilidade. Então, é mais uma questão geracional mesmo, para que a gente continue oxigenando o partido, porque as pessoas são finitas e as ideias não podem ser. Então, eu encaro com bastante naturalidade, responsabilidade e um senso de transição geracional também. Foi um consenso.
Olhar do Vale: Ano que vem o partido já anunciou que o candidato a Deputado Estadual deve ser o ex-prefeito Paulo Eccel. Há uma dificuldade dentro do partido de criar lideranças?
Rodolfo Beuting: Ao longo dos anos eu vejo que naturalmente o Paulo é a figura, até por uma questão que a própria cidade pediu por isso por muito tempo, foi eleito Deputado Estadual, foi eleito prefeito em duas oportunidades, é sempre muito bem votado, larga com uma boa votação daqui. Então, a transição geracional que eu digo, por isso que eu digo que não é uma renovação, porque necessariamente para a cidade é ainda a figura mais conhecida, não é simples fazer uma transição de votos e também não é nem nesse momento o objetivo. Mas eu vejo que o PT sempre, de alguma forma lançou novas lieranças, apesar, lógico, do Paulo ser a figura mais presente na urna, mas teve o Gustavo, teve o Filipe Beloto, que foi candidato a vice em 2016, chegou a ser vereador também por um período. Teve o próprio Cedernir, que vem junto para o governo Paulo Eccel. Cedenir a partir de 2009, e ele se consolida como uma liderança aqui da cidade, que tem bastante contato, que transita muito bem aqui na cidade, fez uma boa conversa com a cidade no ano passado, aí, felizmente, tive a oportunidade de estar junto com ele. Mas esse desafio que eu vejo, eu vejo como uma questão, de novo, geracional, porque tem uma faixa etária que é correspondida, digamos, mais pelo Paulo, mais até por outras figuras também na política da sociedade. E aí, agora, que está havendo essa transição geracional, tanto é que existe um, por exemplo, o André Vechi é um prefeito jovem, então, assim, já parece que houve uma transição geracional, um salto geracional que corresponde com assumir novas responsabilidades essa geração da qual eu pertenço. Então, me parece que agora é uma transição que ela acontece em virtude do momento, do momento social. Não é algo forçado, não é algo pensado, mas o PT sempre prestigiou bastante as lideranças jovens. Nunca negou espaço, pelo contrário, sempre teve ele a Secretaria de Juventude, tanto municipal quanto estadual, sempre teve uma boa porcentagem de jovens à frente do partido. E, naturalmente, que nem sempre se traduz em nome na urna, mas se traduz em espaço interno. Então, imagino eu que, apesar de que quem às vezes vê de fora não parece que não há, às vezes, uma transição, ou que não há um espaço cedido para as pessoas mais jovens, mas eu enxergo que é um partido que ainda prestigia bastante, até mais do que os outros.
Olhar do Vale: Essa questão do campo local já vou abordar também, mas agora nós tivemos recentemente a presença estadual, que foi nesse domingo agora, que o Fabiano da Luz veio a vencer, que era um candidato apoiado pelo Décio Lima, virtual candidato ao governo de SC. Como é que você vê essa articulação visando a eleição do ano que vem?
Rodolfo Beuting: Eu vejo que ainda tem muita água para correr, naturalmente, as conversas agora já estão sendo feitas, a gente já começa a perceber, principalmente, movimentação para deputado estadual e federal, já começa a ter uma movimentação talvez um pouco mais precoce do que em outras épocas, mas talvez para os cargos de votação majoritária ainda há um campo a ser percorrido. Me parece que no campo da progressista, no campo da esquerda, tem que ver qual é o cenário que vai se desenhar para o ano que vem, porque me parecia estar se caminhando, digamos assim, para duas candidaturas de direita, o Jorginho e talvez o João Rodrigues, e pela esquerda, pelo campo progressista, uma candidatura muito possivelmente ali do Décio Lima, pelo êxito na eleição passada. Mas agora com essas mudanças todas até geopolíticas, a nível mundial, a nível nacional, tem que ver os reflexos disso que eventualmente podem ocasionar algo aqui na política catarinense também. Essa questão de uma imposição ali do ex-presidente Bolsonaro quanto à questão do filho dele concorrer para o Senado, tem que ver de que forma isso pode impactar as candidaturas da direita e até mesmo da extrema direita, tem que verificar o que isso vai abalar, ou não vai abalar, não sei. Então, eu penso que ainda para esses cenários, talvez a disputa ainda precisa aguardar o desenrolar de outros fatos que acabaram surgindo nos últimos meses para se verificar de que forma se vai desenhar essa conjuntura. Inclusive ontem eu vi que tem cinco partidos que compõem a base do presidente Lula, que são de direita ou de centro-direita, e que eles estavam num movimento um pouco neutro na questão de apoiar a sucessão presidencial e agora com esses novos fatos talvez, com essa recuperação da popularidade, verificar de que forma isso vai acontecer nos próximos meses e eu acredito que isso possa ter impacto na política local catarinense.
Olhar do Vale: Você acredita que, por exemplo, Décio Lima possa descartar a candidatura ao governo?
Rodolfo Beuting: Eu acho que não, mas também tem a possibilidade dele concorrer ao Senado, uma composição, algo nesse sentido, então por isso que eu digo que tem que às vezes aguardar para verificar se talvez não seja interessante fazer uma aliança para que a gente consiga esse espaço, porque a gente entende que o atual governador está tendo problemas em diversas áreas, muito embora tenha se investido muito na questão do marketing, que agora são esses políticos de TikTok que às vezes aparecem com uma imagem X, mas na verdade funciona quase como uma maquiagem para outros problemas, então talvez seja uma oportunidade, uma aliança, assim como houve a nível nacional, do presidente Lula com o Alckmin, que eram adversários históricos, nada impede, a política com quem dialoga sempre existe a possibilidade de se aliar, e você sempre se alia com aquilo que tem um pensamento diferente, não o oposto, mas um pensamento diferente, então eu acho que ainda tem uma boa água para passar por baixo da ponte antes de conseguir ver um cenário mais claro.
Olhar do Vale: Como é que você vê essa questão da família Bolsonaro? Nós tivemos a eleição do filho do Bolsonaro em Balneário Camboriú, que não é da cidade. Temos aí essa situação de um outro filho querendo ser candidato ao Senado aqui por Santa Catarina, que também não é daqui de Santa Catarina, como é que você analisa essa questão?
Rodolfo Beuting: Eu entendo que é preocupante se cogitar isso, e seria muito triste e lamentável se de fato se concretizasse, mas eu sinceramente acho que isso tem um potencial de abalar, principalmente na questão do Carlos Bolsonaro, porque a questão do Jair, do filho que foi eleito para vereador em Balneário, se esperava na época, eu lembro, que ele fizesse a maior votação da história para vereador em Balneário, isso não se traduziu, ele fez, se eu não me engano, 200 ou 300 votos a mais do que o segundo colocado, passou longe de quebrar o recorde, ficou um pouquinho à frente do Zanatta, que foi o vereador do PT mais votado, então, talvez, esse tiro acabe saindo pela culatra, é uma tentativa de colocar Santa Catarina como um Estado subjulgado, como um Estado que obedece, que não tem luz própria, quando na realidade não é essa, o Estado de Santa Catarina sempre produziu lideranças fortes, sempre produziu lideranças marcantes, e a gente nunca precisou candidato importado, isso sempre passou por uma discussão na política local, e eu espero que isso continue sendo assim, e se isso não acontecer, certamente não é no nosso campo, então, eles que vão debater o que de fato vai acontecer, como vão se dividir essas alianças, se é que vão se dividir, e espero que o povo dê a resposta nas urnas, para que a gente não se torne um Estado subjulgado.
Olhar do Vale: E o tarifaço do Trump?
Rodolfo Beuting: Esse tarifaço, eu acho que ele, num curto prazo, ele tem o potencial de até melhorar os preços para o brasileiro, porque como a gente exporta muita carne, café, suco de laranja, e outras coisas, então eu entendo que num primeiro momento, talvez, acabe tendo um excedente para o mercado interno, e num segundo momento, é lógico que não dá para negar que é uma economia pujante, a gente está tratando de Estados Unidos, mas, ao mesmo tempo, Estados Unidos hoje não é o maior parceiro econômico que o Brasil tem. Então, na minha humilde visão aqui, uma visão mais local para uma visão macro, me parece, que é natural que hajam impactos econômicos, mas eu acho que eles são possíveis de serem ultrapassados, são possíveis de serem negociados com outros países, abertura de outros mercados, ou mesmo sendo absorvidos pelo mercado interno, é lógico que tem produtos que são produzidos especificamente para o mercado americano, e aí você tem que verificar se é possível redistribuir ou não, mas me parece que é um tarifácio, não é um tarifácio, começo até a ter uma visão de sanção, de sanção que é uma questão de interferência na soberania de um país para com o outro, porque não é normal, eu faço até sempre essa comparação, vamos supor que agora, o Brasil, por ter uma visão oposta, por exemplo, do presidente Millei da Argentina, o Brasil se aproveitasse de uma posição de superioridade econômica e tentasse obter algum tipo de decisão favorável para si ou política que interferisse na política local, não acho correto, a política não tem espaço quando ela atravessa a soberania, não é mais uma questão política, é uma questão de afetar a soberania, é uma questão de subjulgar, é uma questão de não estar conversando em pé de igualdade, embora um país tenha mais força econômica que o outro, mas não é uma conversa mais sobre economia, é uma conversa sobre política e eu acredito que a solução passe pelo campo político também, se é que vai haver solução, se é que isso não vai ser o novo normal.
Olhar do Vale: Em relação a Brusque, nós tivemos uma votação expressiva do candidato André Vechi, do PL, pois existia uma vontade na maioria dos eleitores de um governo de continuidade aliado ao número 22 que ainda acaba trazendo muitos votos em virtude de uma onda política, principalmente em SC. Qual a sua visão e como o PT pode começar a se articular para sair vitorioso na próxima eleição municipal?
Rodolfo Beuting: Primeiro de tudo é já entender que a eleição de 2028 começa por agora. Nosso principal objetivo, lógico, além de disputar a eleição majoritária, que a gente sempre tem essa pretensão, até por tudo que o Partido dos Trabalhadores fez pela cidade, nos governos do Paulo Eccel, a gente entende que o governo é muito bem avaliado, tem a questão questões externas que acabam influenciando, mas o governo em si é muito bem avaliado, o Paulo é uma pessoa muito bem avaliada no município, então a gente sempre tem essa pretensão por conta disso, não é o poder pelo poder, mas sim por aquilo que a gente pode contribuir. E o outro grande objetivo é ampliar a bancada de vereadores, porque a gente entende que hoje a cidade tem uma nota só sendo tocada e isso costuma sempre gerar uma reação. A gente já percebe na sociedade, inclusive na sociedade organizada, a gente percebe que já há um descontentamento em relação a esse governo, por dificuldades de acesso, dificuldade de conversa, falta de diálogo, então a gente já tem visto relatos de problemas sérios aí na área da saúde, a UBS sem manutenção, hospital aí tendo problema de repasse, na questão da educação principalmente sobre a alfabetização, então a gente tem muito campo para progredir, e a verdade é que a gente tem que fazer um trabalho de formiguinha, tem que já entender que a eleição começa agora, começar a definir ainda que previamente quem pretende concorrer e cada um fazer o trabalho pelo bem da cidade, se eu posso contribuir mais na área da educação, que façamos isso desde já, se eu posso contribuir mais na área da infraestrutura, mais na área de saúde, que se faça desde já, que a gente comece a apontar os problemas, porque o governo hoje está, a única oposição que tem na cidade é o PT, a única oposição assim firme é o PT, não existe uma ou outra, existem outras pessoas que tem outras posições de oposição que são talvez ocasionais ou algo nesse sentido, não são talvez tão contundentes, nós entendemos que a visão de governo atual, o jeito de governar atual, ele é oposto àquilo que a gente compreende, aquilo que foi feito na nossa época, então a articulação é de muito diálogo com a cidade, eu costumo dizer que é reconstruir, porque uma vez que a gente já esteve nesse posto da prefeitura, a gente tem que reconstruir essas pontes, essas pontes podem estar danificadas, podem ter sido até em algum momento destruídas, não necessariamente pela questão local, mas às vezes por uma questão externa que interferiu, e a gente tem a obrigação agora de restabelecer essas pontes, para que a gente consiga trazer de novo aquilo que já fez tão bem pra cidade.
Olhar do Vale: Agora, como o PT pode fazer e pode agir pra quebrar essa onda de direita que está existindo aí nos últimos anos?
Rodolfo Beuting: É muito diálogo e é muita reconstrução de pontos porque quando a gente esteve no governo naturalmente a gente teve uma aliança com o partido que hoje é oposição ao PT, que foi o Progressistas na época o PP. Então assim, independentemente de qualquer coisa, o PT ele sempre necessita desse diálogo com todas as bases da sociedade, que não necessariamente compõe só o campo da esquerda, aliás aliança se faz, como eu disse sempre com um pensamento diferente, não oposto mas diferente. Então a gente tem que reconstruir essas pontes e tem que mostrar pra cidade que a cidade ficou parada há um tempo. Nos últimos dez anos, hoje ainda se discutem projetos que poderiam ter saído do papel em 2015. Em 2016 se fala de asfaltar, por exemplo Serra do Moura, se fala em novos acessos pra Guabiúba, se fala em Anel Viário, que foi negado aquela vez pela Câmara de Vereadores no ano 2014, salvo engano. Então assim, é muita coisa, e já se passaram 10 anos o que foi feito nesse período? Então a gente tem que tentar quebrar alguns estigmas e tentar trazer o diálogo para a política local o que faz bem pra cidade, não necessariamente aquilo que é um número que vem uma questão de fora, que vem uma colinha, mas que a população brusquense ela de fato possa raciocinar nesse sentido, e não no sentido de uma imposição externa ou de fatores externos , a gente tem esse desafio de mostrar o quanto a cidade de Brusque perdeu com a saída do PT e com os projetos que foram abandonados.
Olhar do Vale: E essa questão para pelo sucesso nas eleições do ano que vem?
Rodolfo Beuting: Sim Eu acho que, lógico, a conjuntura de 2028, ela naturalmente passa muito pro 2026. A gente tem que entender, eu acredito que o Paulo Eccel esteja numa posição de, talvez, a melhor de todas pra conseguir se eleger deputado estadual, está fazendo um ótimo trabalho na frente da Superintendência do Ministério do Trabalho e ele já sai de Brusque com um capital político sempre muito significativo. Então, assim, ele conseguindo fazer como ele tá conseguindo fazer esse trabalho ao longo do Estado, ao redor do Estado eu acredito que ele sai numa posição muito boa, melhor até do que as últimas duas eleições. E eu acho que passa muito por isso e passa muito por uma questão de diálogo. E entender, assim o cenário da cidade e entender que, lógico, ainda tá muito distante pra gente definir majoritária, assim como na minha visão a gente não consegue prever muita coisa pro cenário de 2026, pra 2028 fica ainda mais difícil. Mas a gente tem diversas possibilidades de candidaturas.
Olhar do Vale: Qual sua avaliação sobre a atual gestão, do governo Vechi?
Rodolfo Beuting: É uma gestão que ela já tá há dois anos, completou agora recentemente dois anos à frente da Prefeitura Municipal e entregou muito pouco quase nada, porque os projetos que hoje estão saindo, digamos do papel, que o que mais se sobressai é a Beira Rio sentido Dom Joaquim ela não é propriamente um projeto dessa gestão é um projeto que já vem da gestão anterior que era do Ari Vequi então, no mais, a manutenção da cidade ela naturalmente a população tem sentido tem visto o asfaltamento das vias tem sido uma situação muito precária principalmente nas principais vias da cidade, não se consegue dar conta, há uma dificuldade de tocar obras básicas assim da cidade por exemplo a questão da Beira Rio ali nas proximidades do River Mall que foi da enchente de 2023 e até agora não se resolveu esse problema, é uma incapacidade, é uma dificuldade de gerir essas pequenas coisas , a situação das unidades básicas de saúde elas tem enfim, a nossa vereadora, a Beth, tem mostrado a situação das unidades básicas de saúde sem manutenção muitas vezes com algumas questões de contabilização de atendimentos da forma que é contado, talvez influenciem os números, mas a realidade não é essa. A questão da educação a gente tem visto os profissionais que estão tendo dificuldades pela questão da que foi até comentado, foi uma pauta que nós levantamos muito na campanha do ano passado que são as crianças neurodivergentes que a gente tem que ter um olhar específico e com muito carinho muito cuidado para esse público, mas também olhando para os profissionais porque não é simples, é uma nova realidade e ao mesmo tempo a gente sabe das questões de saúde mental envolvendo os profissionais que também sofrem com isso tem uma questão que até o próprio atual prefeito falou muito na campanha passada. Os professores e os profissionais pegam muito atestado, então a gente vai inventar aqui o décimo quarto, décimo quinto salário para quem não falta, mas a questão não é essa, a questão é resolver o problema se as pessoas estão se afastando por questões de transtornos mentais é porque as condições de trabalho estão péssimas, isso é só um reflexo então a gente vê uma carência. A questão do esgoto sanitário, a questão do transporte público, a questão da moradia a gente está acompanhando agora o PPA que vai ser agora para 2026 até 2029 o plano plurianual a gente vê que tem uma pretensão de se construir X não lembro agora exatamente o número de moradias populares, mas a verba que está sendo destinada não condiz para a construção desse número de casas, a gente enfrenta aqui em Brusque um problema sério da questão dos aluguéis, que são muito caros acima da média e mais de um terço da população vive dessa forma, o que dificulta bastante é o custo do dia a dia transporte público, que ainda não saiu do papel foi uma coisa que nós batemos muito nós defendemos a tarifa zero, nós entendemos que isso é economia na vida das pessoas isso é facilidade para o micro, pequeno empreendedor e para o grande empreendedor também de Brusque, porque isso dá previsibilidade, isso dá agilidade isso dá facilidade também para encontrar mão de obra e a gente não vê esses grandes temas sendo debatidos, o esgoto sanitário também, que é uma questão que está sendo falado para ser feito através da iniciativa privada, eu acho muito complexo, eu acho que isso vai gerar um custo gigantesco para a população de Brusque, fala-se na casa de R$ 1 bilhão para ser feito e normalmente quando se pega o esgoto sanitário, não vem só o esgoto sanitário possivelmente vai ser o Samae privatizado nessa leva e aí a gente vai ver o aumento de custos e os reflexos disso então eu vejo que é uma gestão que fala muito no futuro, mas nunca no presente eu vejo o prefeito André dando entrevistas dizendo, ah, tal obra vai ser inserida, já está sendo estudada para o ano que vem, ai meu Deus, a gente está em julho ainda, a gente ainda tem agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro então assim, o que está acontecendo é que essa cidade está precisando tanto tempo para rodar coisas básicas então enfim, eu vejo e escuto muitas reclamações também de que está tendo dificuldade no acesso ao prefeito, ao próprio vice-prefeito então me parece que talvez a prefeitura esteja querendo vender que é um governo novo que está há pouco tempo, mas está há dois anos e dois anos é muito tempo.


