“O atendimento das 7h às 19h é historia para inglês ver”, diz vereadora sobre a saúde no município

A mesma protestou sobre os números divulgados pelo Governo Municipal

Foto: Aline Bortoluzzi/Imprensa Câmara Brusque

Na sessão ordinária desta terça-feira (11), a Vereadora Marlina Oliveira (PT) se pronunciou sobre os números apresentados nos últimos dias pelo Governo Municipal acerca da saúde pública em Brusque. A vereadora afirma que a cidade recebeu financiamento e novas 29 equipes de saúde, do Governo Federal.

Marlina declara que o Governo Municipal está vendendo apenas números, pois é “óbvio”, segundo a vereadora, que os números iriam aumentar já que existem mais pessoas trabalhando na área. Porém, mesmo com aumento dos números na saúde, Marlina afirma que continua recebendo reclamações sobre os serviços em alguns bairros.

“O que eu esperava, é que se o trabalhador chegasse 7h da manhã, independente de onde ele mora, ele fosse atendido”, protestou a vereadora sobre a nova regulamentação do serviço de saúde em Brusque, onde cada rua do bairro possui um horário estabelecido para ser atendido e não pode ser atendido em outro momento. “O atendimento das 7h às 19h é historia para inglês ver”, finalizou Marlina.

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O vereador Jean Pirola (PP) concordou em partes. Afirmou que não há mesmo como o trabalhador ter um horário determinado pela UBS para ser atendido, mas também informou aos presentes que o prefeito André Vechi já fez um decreto onde inibe o serviço desta tal maneira.

“Então o buraco é muito mais embaixo, o prefeito precisou fazer um decreto porque a gestora da pasta não da conta da sua equipe de trabalho e organizar uma coisa que deveria ser óbvia. {…} Com a estrutura que nós temos hoje é inconcebível o que está acontecendo, parece que temos mais dificuldades do que tínhamos antes,” completou Marlina, se referindo a Secretária de saúde.

Jean reforçou o pedido da Vereadora Marlina, de que se algum cidadão for até uma UBS de atendimento estendido e não for atendido por conta da sua rua, que este cidadão procure algum canal de ouvidoria e denuncie este profissional da saúde. “Qual a razão de ter um atendimento ampliado se eu não posso atender aquele que realmente necessita?”, afirmou o vereador.

O líder de governo Valdir Hinselmann (PL) acusou servidores de travar o processo, por picuinhas internas. “Tem pessoas que estão nos postos de saúde que deveriam sofrer processo administrativo e serem retirados, concluiu em parte ao pronunciamento de Pirola.

Outro vereador que falou sobre o caso foi Rodrigo Voltolini (PSDB) “Infelizmente existem servidores que não fazem por amor {…} a nossa população vem sendo mal atendida por causa de alguns servidores podres”.

Após a repercussão negativa de atendimento por ruas e falta de consultas nas UBS’s na sessão de terça-feira (11) a Secretária da Saúde Thayse Rosa se reuniu com o prefeito.

Em nota enviada a imprensa através da Secretaria de comunicação, foi dito que a classificação por ruas estava sendo informada erroneamente nos postos de saúde e que medidas serão tomadas.

Entre as ações decididas estão a instalação de câmeras nas recepções de todas as UBSs, a criação de uma ouvidoria específica para a Secretaria de Saúde, a instalação de placas informativas com o número da ouvidoria e a capacitação contínua dos profissionais com novas orientações.

Colaborou Mariana Beuting

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