Maioria dos vereadores perde a chance de moralizar o uso do dinheiro público em Brusque


A maioria dos vereadores brusquenses perdeu a chance de moralizar o uso do dinheiro público. Os parlamentares tiveram a chance em sessão virtual da Câmara Municipal realizada hoje (23) de diminuir o valor dos salários de prefeito, vice, secretários municipais e deles próprios para a gestão que se iniciará em 2021 e terminará em 2024, mas não o fizeram. Em um momento de pandemia, aonde o trabalhador comum e o empresário passa por apertos, a maioria dos parlamentares não quis saber de reduzir os gastos públicos e reduzir os subsídios das autoridades políticas da cidade.

O prefeito municipal eleito para a próxima gestão continuará ganhando R$ 30.068,39, o vice-prefeito receberá R$ 14.351,12, os secretários municipais, chefe de gabinete, e Procurador Geral receberão  R$ 14. 351,12. Prefeito, Vice e Secretários Municipais ainda ganharão a bonificação natalina do mesmo valor de seus salários.

O projeto de lei número 21/2020 que dispõe sobre os subsídios de prefeito, vice, secretários, chefe de gabinete e procurador geral do município foi aprovado pelos vereadores:

  • Deivis Jr
  • Dr Celso
  • Jean Pirola
  • Cleiton
  • Leo
  • Rogério dos Santos
  • Manico
  • Dr Lima
  • Ana Helena Boos
  • Zancanaro
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E votos contrários de:

  • Keka
  • Marcos Deichmann
  • Tuta
  • Paulinho Sestrem.

Já os vereadores, receberão R$ 10.167,47 e o presidente do legislativo receberá R$ 13.737,22.

O projeto de lei nº 20/2020  que dispões sobre o pagamento dos vereadores foi aprovado pelos vereadores: Dr Celso, Deivis Jr, Jean Pirola,Rogério dos Santos, Cleiton,  Léo, Manico, Ana Helena Boos, Zancanaro e Dr Lima e votos contrários de: Tuta, Keka, Paulinho Sestrem e Marcos Deichmann.

Emendas rejeitadas

Na sessão online, os parlamentares ainda apreciaram emendas modificativas sugeridas aos projetos. A iniciativa do vereador Marcos Deichmann (PATR), rejeitada por 10 votos a 4, propunha redução dos salários, fixando R$ 6.400 para vereadores, R$ 11.000 para presidente da Câmara, R$ 23.000 para prefeito e R$ 11.000 para vice-prefeito e secretários.

“Com base em pesquisa realizada em outros municípios com população e arrecadação semelhantes a Brusque e com objetivo de amoldar os subsídios à realidade catarinense”, justificou o patriota, no texto da emenda. Acataram esta proposição Claudemir Duarte (PT), Gerson Morelli (Podemos), Marcos Deichmann (PATR) e Paulinho Sestrem (Republicanos). Rejeitaram a matéria Ana Helena Boos (PP), Celso Emydio Da Silva (DEM), Deivis da Silva (MDB), Cleiton Bittelbrunn (DEM), Jean Pirola (PP), Joaquim Costa (MDB), José Zancanaro (Podemos), Leonardo Schmitz (DEM), Rogério dos Santos (DEM) e Sebastião de Lima (PL).

Também com proposta de diminuição, o vereador Ivan Martins (DEM), presidente da casa, apresentou emenda que indicava o valor de R$ 2.886 a vereadores, R$ 3.897,88 ao presidente da Câmara, R$ 20.000 ao prefeito e R$ 10.000 ao vice-prefeito e aos secretários. A matéria também foi derrubada, em placar de 13 votos a 1. Apenas Claudemir Duarte (PT) se posicionou a favor da emenda, foram contrários Ana Helena Boos (PP), Celso Emydio Da Silva (DEM), Cleiton Bittelbrunn (DEM), Deivis da Silva (MDB), Gerson Morelli (Podemos), Jean Pirola (PP), Joaquim Costa (MDB), José Zancanaro (Podemos), Leonardo Schmitz (DEM), Marcos Deichmann (PATR), Paulinho Sestrem (Republicanos), Rogério dos Santos (DEM) e Sebastião de Lima (PL).

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