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Governo ou Senado? Décio Lima mantém suspense sobre candidatura em Santa Catarina

O diretor-presidente do Sebrae Nacional. Décio Lima (PT), participou de um evento do Sebrae regional em Itajaí nesta semana e foi entrevistado pelos portais Olhar do Vale e Olhar de Itajaí. A entrevista, concedida ao jornalista Anderson Vieira, evidenciou que, apesar das especulações no cenário político catarinense, ainda não há qualquer definição sobre uma eventual candidatura ao governo de Santa Catarina ou ao Senado Federal nas eleições de 2026. Ao longo da conversa, Décio deixou claro que o momento é de articulação política e construção coletiva, e não de decisões individuais.

Durante a entrevista, Décio Lima falou sobre os 46 anos do Partido dos Trabalhadores, completados recentemente, e contextualizou a trajetória da sigla dentro do processo de redemocratização do Brasil. Segundo ele, a história do PT está diretamente ligada à consolidação do Estado Democrático de Direito, à Constituição de 1988 e à ampliação de políticas públicas voltadas à inclusão social. Para Décio, esse legado histórico ajuda a explicar o peso que o partido ainda possui no debate político nacional e estadual.

Ao citar a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Décio destacou o simbolismo de um operário que saiu do chão de fábrica para ocupar a Presidência da República em três ocasiões. Na avaliação do dirigente, essa trajetória representa a disputa entre projetos distintos de país e a tentativa de inclusão de parcelas historicamente marginalizadas da população brasileira no centro das decisões políticas e econômicas.

No campo pessoal, Décio Lima relembrou sua longa militância no PT e afirmou ter orgulho de fazer parte da construção do partido em Santa Catarina desde os primeiros anos. Ele mencionou que foi um dos primeiros filiados da sigla no Estado e lembrou a atuação de Luiz Antônio Sechnell, ex-deputado federal e primeiro filiado do PT em Santa Catarina, falecido no ano passado. Para Décio, a história partidária no Estado é marcada por acertos e erros, naturais em um processo democrático ainda em amadurecimento.

Ao ser questionado sobre seu futuro político, Décio adotou um tom cauteloso. Ele afirmou que nunca pautou sua atuação pela lógica de carreira política e que sempre esteve à disposição para contribuir com projetos coletivos. Segundo o dirigente, qualquer definição sobre disputar o governo do Estado ou o Senado dependerá do ambiente político que está sendo construído e das decisões tomadas de forma conjunta pelas forças que dialogam no campo democrático.

Décio também relembrou as eleições de 2018 e 2022, quando disputou o governo de Santa Catarina, chegando ao segundo turno na última eleição. De acordo com ele, desde então, a principal tarefa do campo progressista tem sido romper o isolamento político no Estado, ampliando alianças e fortalecendo o diálogo com outros partidos e setores da sociedade catarinense.

Nesse contexto, o diretor-presidente do Sebrae afirmou que está em andamento a construção de uma frente democrática ampla, com o objetivo de disputar o governo estadual de forma competitiva. Segundo ele, há conversas com diferentes partidos, como MDB e PDT, além de outras siglas que demonstram disposição para romper com o cenário político estabelecido nas últimas eleições. Décio ressaltou que esse processo exige maturidade política e respeito ao protagonismo coletivo.

Sobre a possibilidade de seu nome ser apresentado para diferentes cargos, Décio foi enfático ao dizer que não pretende se impor. Ele afirmou que poderá contribuir de diversas formas, seja como candidato ao governo, ao Senado ou em outro papel estratégico, caso isso ajude a fortalecer a frente democrática. Para ele, mais importante do que a definição de nomes é a construção de um projeto político capaz de dialogar com a sociedade catarinense.

Ao final da entrevista, Décio Lima reforçou que ainda é cedo para decisões definitivas e que o momento exige paciência e diálogo. Segundo ele, as definições sobre candidaturas majoritárias devem ocorrer apenas após a consolidação das alianças e do desenho final da frente democrática. Até lá, afirmou que seguirá à disposição do projeto coletivo, mantendo o foco na defesa da democracia, do debate político plural e da construção de alternativas para Santa Catarina.

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