O vereador Rick Zanata, do Partido Novo, falou com exclusividade ao jornalista Anderson Vieira, do Olhar do Vale, sobre os fatos que envolvem a ação popular que pede a perda do seu mandato protocolada na Vara da Fazenda Pública e dos Registros Públicos de Brusque. A ação protocolada na última semana alega que o parlamentar não esteve presente na posse do dia 1º de janeiro, tomando posse apenas no dia 20 de janeiro sem apresentar justificativa para ser empossado após o prazo.
Ao Olhar do Vale, Zanata relatou que tinha uma viagem marcada em outubro para os Estados Unidos, que precisou ser adiada devido a um problema de saúde de sua esposa, que necessitou de uma cirurgia e que a posse ocorreu no dia 20 de janeiro conforme orientação da Câmara de Vereadores.
“Essa ação me pegou de surpresa. Eu realmente não esperava receber uma ação referente a isso. Quero explicar para comunidade que eu tinha essa viagem marcada para o dia 7 de outubro. Devido a um problema de saúde que eu tive com a minha esposa, que teve que fazer uma cirurgia a gente remarcou essa viagem para final de ano. Eu conversei com a assessoria da Câmara de Vereadores se teria problema de eu não estar presente na posse do dia 1º e se teria algum problema de eu ser empossado no dia 20, que era o dia que eu iria retornar dessa viagem aos Estados Unidos. A assessoria da Câmara me falou que no artigo 20 do Regimento Interno da Casa eu poderia viajar, que não teria problema nenhum e eu iria ser empossado tranquilamente no dia 20, como a gente fez e como foi feito. Então essa ação me pegou de surpresa. Também não entendi o motivo que levou essa pessoa a querer cassar o mandato de um vereador eleito, que foi orientado pela própria Câmara de Vereadores, que não cometeu crime algum, tirar o mandato dele por ele não estar presente na posse do dia 1º e sim ser empossado no dia 20”, comenta.
Zanata também afirmou que o caso tomou uma proporção maior quando começaram a circular em grupos de WhatsApp a informação falsa de que o empresário Newton Patrício Crespi, o Cisso estava por trás da ação.
“Quando o Cisso tomou conhecimento disso, ele prontamente me ligou, se colocou à disposição para ser o meu advogado na defesa e contratou também um escritório que eu acho que já trabalha para ele para fazer essa minha defesa. O que eu posso falar para todo mundo é que não tem fogo amigo de dentro do partido. A gente tem uma relação muito legal dentro do Partido Novo. Realmente é um partido diferente. E eu fiquei muito feliz e muito honrado com toda essa assessoria jurídica que eu estou recebendo, inclusive do Cisso”.
Segundo o parlamentar, ele já suspeita quem espalhou as informações e medidas serão tomadas:

“Fico chateado, porque a gente tem amigos em todos os grupos praticamente aqui de Brusque e a gente printou conversas sendo compartilhadas de fake News falando que foi o Cisso que fez essa ação, inclusive de uma candidata a vereadora que hoje está ocupando cargo comissionado na prefeitura. A gente suspeita que partiu dela essa desinformação. A gente fica triste com isso, as pessoas ainda não aprenderam que é crime divulgar fake News em grupo de WhatsApp? A gente vai tomar as medidas cabíveis referente a isso para que as pessoas também aprendam que criar informação falsa em grupo de WhatsApp também não é legal porque, de alguma maneira, mancha a reputação do partido, do empresário e a minha reputação também como vereador,” argumentou Rick.
A justiça de Santa Catarina está analisando o caso e deu um prazo de 72 horas para que o vereador apresente a defesa. O caso está sendo avaliado pela juíza Iolanda Volkmann, da Vara da Fazenda Pública de Brusque,
Segundo Rick Zanata a defesa já está sendo apresentada com base no artigo 20 do regimento interno da Câmara de Vereadores de Brusque.
“Esse artigo é muito claro. Eu comuniquei à Câmara de Vereadores que eu ia fazer essa viagem e a Câmara de Vereadores me falou que eu estava resguardado no artigo 20 do Regimento, onde fala que eu poderia tomar a posse 15 dias após a convocação do Presidente. A defesa apresenta também a cópia do ofício do Presidente Jean Dalmolim me convocando no dia 6 de janeiro. Então, os 15 dias venceria no dia 21 e eu tomei posse no dia 20,” afirma o parlamentar.
Sobre a expectativa da decisão da juíza, Rick afirma que está tranquilo e acredita que a justiça será feita:
“Eu acredito muito na justiça aqui de Brusque e eu estou muito tranquilo, até porque eu não cometi crime nenhum, eu não cometi erro nenhum, simplesmente eu tinha essa viagem marcada. Eu me orientei com a Câmara de Vereadores, a Câmara de Vereadores me orientou que eu poderia fazer que não teria problema. Eu estou muito confiante, eu acredito na justiça e eu acho que a gente com certeza vai ganhar essa ação”, finaliza o vereador.



