As fortes chuvas que caem na região do Vale do Itajaí e na Grande Florianópolis desde a madrugada desta quinta-feira(16) vêm causando diversos estragos e pegou todos de surpresa, inclusive os órgãos oficiais como a Defesa Civil de Santa Catarina e também o renomado engenheiro agrônomo que dificilmente erra uma previsão, Ronaldo Coutinho não conseguiram prever o excessivo volume de chuva que cai na região.
Para entender o que aconteceu, o Olhar do Vale procurou conversar com Ronaldo Coutinho. Coutinho disse com exclusividade ao jornalista Anderson Vieira que: ” Até agora os modelos meteorológicos não pegaram essa chuva. Por incrível que parece é a primeira vez nesses 35 anos que eu vejo um erro tão grosseiro. Não tem um aviso, seja dos órgãos oficiais, das empresas particulares até as sensacionalistas, nenhum aviso , pois os modelos não estavam apontando. Nem hoje de manhã, nem agora de tarde tem algum canal na internet indicando qualquer coisa parecida com o que aconteceu. Foi algo extremamente anômalo”, afirma Coutinho.
Coutinho afirma que a situação se dá por conta da falta de investimentos em equipamentos. “Falta investimento na área, falta de recursos para rádio sondagem, falta de melhora nos modelos. Vão dizer que é mudança climática, não tem nada a ver com mudança climática é falta de dados mesmo”, finaliza.
Governo de SC diz que foi uma circulação marítima que impediu a previsão
De acordo com o Governo de SC, a atuação da circulação marítima sobre o estado, combinada com as características geográficas da região, intensificou a precipitação, especialmente no Baixo Vale do Itajaí e na Grande Florianópolis. O fenômeno, caracterizado por ventos úmidos que vêm do mar, tem provocado chuvas contínuas e fortes, o que contribui para a alta quantidade de água registrada até o início da tarde.
Devido à magnitude da precipitação, a Secretaria de Defesa Civil de Santa Catarina (SDC) emitiu um Aviso Meteorológico de Observação, alertando para riscos de temporais, alagamentos, enxurradas, e danos na infraestrutura, como quedas de árvores e interrupções na rede elétrica. Vale ressaltar que a configuração geográfica local é bastante específica, o que dificulta a estimativa dos volumes de chuva pelos modelos de previsão do tempo.



