Chega de teatro em Brasília.
Enquanto o brasileiro paga imposto até no que respira, enfrenta inflação, desemprego e aperto no fim do mês, vem a informação de que sete ministros do governo acumulam cerca de R$ 79 milhões em dívidas com a própria União. Estamos falando de débitos de INSS, FGTS, multas trabalhistas. Dinheiro que deveria reforçar hospitais, escolas e segurança.
O caso mais pesado envolve o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho. Empresas ligadas a ele e à família acumulam mais de R$ 76 milhões em débitos. Entre elas, o grupo de comunicação da família, com dívidas que ultrapassam R$ 60 milhões em encargos previdenciários e trabalhistas.
E é justamente ele quem administra o programa Minha Casa, Minha Vida, abastecido com dinheiro público.
A pergunta é simples: isso é moral?
Cobrar pesado do pequeno empresário, do trabalhador que acorda cedo, do comerciante que luta para manter as portas abertas — enquanto parte da elite política acumula dívidas milionárias?
O Brasil não precisa de discurso bonito. Precisa de coerência.
Precisa de líderes que paguem suas contas.
Que não deixem empresas afundarem em débitos enquanto ocupam cargos públicos.
O país já aguenta imposto demais. O que falta é exemplo no topo.







