Brusquense relata cenário de guerra ao chegar no RS para ajudar atingidos pelas chuvas

Grupo de voluntários conseguiu limpar cerca de 50 casas, 3 escolas e 3 igrejas em três dias de muito trabalho.

Foto: Divulgação

Um grupo de frequentadores da Igreja adventista formado por residentes de Brusque, Itajaí, Florianópolis, São José, Camboriú e algumas outras cidades se reuniram durante o último feriado de Corpus Christi, no dia 30 de maio e foram até São Leopoldo para prestar suporte e ajuda as famílias atingidas pela chuva.

Eles saíram dá cidade de Florianópolis no dia 28 de maio ás 21h30 e chegaram na cidade de São Leopoldo por volta das 4h da manhã. O próprio setor de evangelismo da igreja foi quem contratou o ônibus para que pudesse transportá-los até a cidade. Ele retornaram no domingo, 2 de julho por volta das 14h da tarde.

Segundo o Sr. Otelino Pereira, de 63 anos que é líder dos diáconos da Igreja adventista em Brusque e um dos voluntários que foram até o Rio Grande do Sul, foram limpas cerca de 50 casas, 3 escolas e 3 igrejas. Inclusive, no dia que chegaram lá, precisaram limpar a igreja que os mesmos ficariam para dormir nas próximas noites. De Brusque foram oito voluntários.

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“Na chegada foi uma tristeza. Na chegada foi um impacto ruim. A gente vê na televisão uma coisa, mas quando você chega e passa a sentir na pele, vê aquilo ali na tua frente, parece ser uma mentira, não parecia uma realidade. Esse foi o primeiro impacto. E, o cheiro. Quando a gente entrou nas vilas, lá ninguém conhecia nada, a gente precisou de auxilio das pessoas. Aquele mau cheiro estava demais. No primeiro dia de trabalho foi difícil. Depois, a gente vai se acostumando. No segundo dia, o cheiro continuava, mas a gente já estava mais adaptado. Eu tinha muito medo de encontrar pessoas mortas, principalmente se fossem crianças. Eu não sei qual seria a minha reação, acho que ficaria muito mal,” lamentou Otelino.

Ele também frisou que a experiência serviu para que ele agradecesse a vida que tem em Santa Catarina: “Eu não sou muito de reclamar, mas às vezes a gente reclama de alguma coisa aí depois de tudo isso que eu vivi lá, eu vejo que a gente não tem motivo pra reclamar de nada. Só agradecer.”

Confira fotos e vídeos dos trabalhos:

Colaboração Mariana Beuting

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