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Monitoras de Brusque cobram valorização e terão respostas da Prefeitura em 30 dias

Reunião na Câmara reuniu oito vereadores, representantes da categoria, sindicato e Secretaria de Educação. Reajuste salarial será discutido na data-base de maio de 2027.

As monitoras escolares da rede municipal de Brusque voltaram à Câmara de Vereadores nesta terça-feira (13) para cobrar valorização profissional, melhores salários e capacitação específica. A reunião contou com a presença de oito dos 15 vereadores, da secretária municipal de Educação, Franciele Mayer, e da presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Brusque (Sinseb), Tânia Pompermayer.

O encontro deu continuidade à mobilização que ganhou destaque em reportagem do Olhar do Vale em 8 de setembro, quando as profissionais procuraram o Legislativo para apresentar suas reivindicações.Entre as principais demandas estão a melhoria salarial, o reenquadramento funcional, a análise do adicional de insalubridade e a capacitação para atendimento de crianças autistas e neurodivergentes.

A reunião terminou com o compromisso de uma nova rodada de negociações em aproximadamente 30 dias, quando a Secretaria de Educação deverá apresentar respostas às solicitações. Já a discussão sobre reajuste salarial ocorrerá na data-base da categoria, em maio de 2027.

Representando as monitoras, Fabiana Kelly avaliou positivamente o encontro e demonstrou esperança de avanços.

“A gente está com um pensamento positivo, dessa reunião ter tido um sucesso maior do que a gente tinha tido nas outras. E que a gente consiga dar mais um passo importante nessa luta da valorização dos monitores”, afirmou ao Olhar do Vale.

Secretaria promete avaliar reivindicações

A secretária de Educação, Franciele Mayer, afirmou que as demandas serão analisadas em conjunto com outras secretarias e o sindicato. Uma das prioridades é a capacitação específica para profissionais que atendem crianças com necessidades educacionais especiais, especialmente em situações de crise.

“A minha prioridade é a formação específica para a questão das crianças com inclusão. E aí as outras demandas que elas trouxeram eu vou também fazer os encaminhamentos”, explicou.

Segundo Franciele, a formação solicitada exige planejamento e elaboração de um processo de contratação, previsto para 2027.

Sobre os salários, a secretária esclareceu que eventuais reajustes e mudanças no enquadramento funcional dependerão das negociações da data-base e de estudos de impacto financeiro.

Ela também destacou avanços já concedidos à categoria, como progressões horizontais e verticais, inclusão no Estatuto do Servidor, recesso escolar e participação no prêmio de valorização previsto para o final do ano.

Sindicato cobra reconhecimento financeiro

A presidente do Sinseb, Tânia Pompermayer, considerou a reunião positiva, mas ressaltou que as reivindicações precisam resultar em medidas concretas.

Entre os pontos defendidos pelo sindicato está a mudança de enquadramento das monitoras do Grupo Ocupacional Operacional (GO), que reúne cargos que exigem formação em nível de ensino fundamental, com atividades predominantemente práticas e operacionais para o Grupo Ocupacional Funciona (GF), que reúne cargos que exigem formação em nível de ensino médio, relacionados a atividades administrativas e organizacionais. o que, segundo Tânia, representaria uma diferença salarial de aproximadamente 6%.

A sindicalista também cobrou providências para avaliação do adicional de insalubridade, que depende de análise técnica a ser contratada pelo município.

“Valorização não é só elogiar, é reconhecer e valorizar. Se valoriza como? Pagando salário digno, decente, que as pessoas se sintam bem”, declarou.

Tânia reconheceu que dificilmente haverá mudanças salariais ainda neste ano, mas afirmou que o sindicato continuará defendendo a categoria na negociação de maio de 2027.

Câmara acompanhará próximos passos

O presidente da Câmara, Jean Dalmolin, destacou que o Legislativo atua como intermediário entre as monitoras, o sindicato e a Prefeitura.

“A Câmara está aqui para isso, para servir realmente de ponte entre os servidores, entre a população, entre os servidores e a Prefeitura”, afirmou.

Segundo ele, algumas profissionais também relataram dificuldades por não terem recebido orientações adequadas ao iniciar suas atividades nas escolas.

Dalmolin garantiu que os vereadores acompanharão os encaminhamentos e não descartou a criação de uma comissão específica para tratar de questões da educação, sugestão apresentada pelo vereador Joubert.

Uma nova reunião deverá ocorrer em novembro, ainda sem data definida, para avaliar as respostas da administração municipal sobre as reivindicações.

O principal avanço do encontro foi reunir as partes envolvidas e estabelecer um prazo para a apresentação de encaminhamentos. A categoria, por sua vez, mantém a cobrança por melhorias efetivas nas condições de trabalho e na remuneração.

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