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Chefe de gabinete de Botuverá é exonerado após ter nome citado em denúncia sobre uso de máquinas públicas

Prefeito Victor Wietcowsky e Tiago Rafael Vicentini, ex-chefe de gabinete de Botuverá.

A Prefeitura de Botuverá exonerou Tiago Rafael Vicentini do cargo de chefe de gabinete do município. A saída consta na Portaria nº 150/2026, assinada pelo prefeito Victor José Wietcowsky, e passou a valer a partir de 3 de junho de 2026.

O documento oficial não informa o motivo da exoneração. A portaria apenas determina a saída de Tiago Rafael Vicentini do cargo comissionado de Chefe de Gabinete, símbolo CC10, uma das funções mais próximas ao prefeito dentro da estrutura administrativa municipal.

A exoneração ocorre pouco tempo depois de o nome de Tiago ser citado em uma denúncia apresentada por vereadores de oposição na Câmara de Botuverá. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Município, parlamentares do MDB alegaram que máquinas da prefeitura teriam sido utilizadas em obra de terraplanagem em um terreno particular no bairro Gabiroba.

Ainda conforme a reportagem, a denúncia também foi encaminhada ao Ministério Público de Santa Catarina. O terreno, segundo os vereadores citados na matéria, seria do então chefe de gabinete da prefeitura, Tiago Vicentini.

Na ocasião, os vereadores Kaiky Foster e Alaercio Paulini relataram que teriam ido ao local após receberem a denúncia e que teriam encontrado três ou quatro máquinas trabalhando na área. Eles também levantaram questionamentos sobre a existência de autorização, ordem de serviço e eventual licença para a intervenção.

A Prefeitura de Botuverá negou irregularidades. Em manifestação citada pela imprensa, o município afirmou que os serviços ocorreram na rua João José Pedrini, em via pública, onde teriam sido feitos trabalhos de alargamento, limpeza e melhoria. A administração também alegou que eventuais intervenções em acessos particulares teriam ocorrido mediante solicitação de moradores, dentro do programa “Estrada Boa”, com possibilidade de cobrança posterior.

Apesar da proximidade entre a denúncia e a exoneração, a portaria assinada pelo prefeito não estabelece qualquer relação entre os fatos. O ato oficial também não informa se a saída ocorreu a pedido de Tiago ou por decisão direta da administração municipal.

A reportagem do Olhar do Vale tentou contato com a prefeitura de Botuverá para entender os motivos da exoneração, mas não teve retorno da assessoria de imprensa até o fechamento da matéria.

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