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Santa Catarina avalia fornecer “Mounjaro” gratuito pelo SUS; veja quem teria direito

Projeto de Lei na Alesc propõe distribuição de Tirzepatida para pacientes com obesidade grave. Texto exige critérios rígidos, como renda familiar e IMC específico.

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Foto: Divulgação

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) deu início à análise do Projeto de Lei 0766/2025, que pode colocar o estado na vanguarda do tratamento da obesidade no Brasil. A proposta prevê o fornecimento gratuito da Tirzepatida, princípio ativo de medicamentos famosos como o Mounjaro,para pacientes da rede pública de saúde.

O projeto, de autoria do deputado Sérgio Motta (Republicanos), foca no combate à obesidade grau III, estágio mais crítico da doença. Atualmente, a matéria está sob pedido de vista na Comissão de Finanças e Tributação, sem data definida para retornar à pauta.

O que é a Tirzepatida e por que o interesse?

Diferente de outras “canetas emagrecedoras”, a Tirzepatida atua em dois receptores hormonais distintos (GLP-1 e GIP), o que potencializa a perda de peso e o controle metabólico. No mercado privado, o custo do tratamento é elevado, o que motiva a tentativa de inclusão no sistema público para casos de extrema necessidade.

Quem poderá receber o medicamento?

Se aprovado, o acesso não será universal. O texto estabelece critérios rigorosos para garantir que o fármaco chegue a quem realmente precisa:

  • Diagnóstico: Obesidade Grau III (IMC igual ou superior a 40 $kg/m^2$).
  • Renda: Comprovação de renda familiar mensal de até 3 salários mínimos.
  • Idade: Entre 16 e 18 anos, o uso exige supervisão médica especializada e autorização dos responsáveis.
  • Prioridade: Pacientes com comorbidades de alto risco cardiovascular.

Regras de Permanência e Fiscalização

Para evitar o uso estético e garantir a eficácia do gasto público, o projeto impõe obrigações aos pacientes:

  1. Prescrição Pública: O medicamento deve ser indicado por médico da rede pública com experiência em obesidade.
  2. Acompanhamento: É obrigatória a avaliação multidisciplinar e o comparecimento regular a consultas.
  3. Compromisso: Assinatura de termo de responsabilidade e adesão estrita ao plano terapêutico.

Nota da SES: A Secretaria de Estado da Saúde informou que o objetivo é garantir o “cuidado integral” e tornar Santa Catarina pioneira em políticas de qualidade de vida.

Riscos e efeitos colaterais

Apesar da eficácia, o uso deve ser estritamente clínico. Santa Catarina já registrou 4 casos de efeitos colaterais graves decorrentes do uso indevido de canetas emagrecedoras, o que reforça a necessidade de acompanhamento médico previsto no PL.

CritérioRequisito Exigido
IMC$\ge 40 kg/m^2$ (Grau III)
Renda FamiliarAté 3 salários mínimos
Origem da ReceitaRede Pública de Saúde (SUS)
AcompanhamentoEquipe multidisciplinar obrigatória
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