2014 – um ano para esquecer. 2015 – um ano para mudar!


E, finalmente, o ano de 2014 aproxima-se do seu final. Pelo prisma que se olhar – político, econômico, social – o que vemos não nos agrada. Estamos vivendo em um país que, apesar de toda a propaganda governamental, notabiliza-se pela insegurança pública, inflação alta, crescimento econômico pífio, geração de empregos de baixo valor agregado, presídios transformados em depósitos de seres humanos e educação de péssima qualidade. Isso reconhecido por estatísticas do próprio governo.

Um ano para esquecer! Mas, que deve ser lembrado, didaticamente, como o ano da Operação Lava-jato. Nunca antes na história desse país se viu a corrupção tão de perto; sua organização, suas ramificações, o envolvimento das empreiteiras, de homens sisudos e, respeitados cidadãos frequentadores de colunas sociais e páginas econômicas de jornais e revistas, de diretores da Petrobras, de políticos (nenhuma grande novidade) e do número de políticos envolvidos, da destruição do maior patrimônio econômico do país, das ações da empresa mais valiosa do país transformando-se em pó, de homens honrados, representados na figura do Dr. Sérgio Moro e de promotores e procuradores que atuaram no caso, da cassação do Dep. Fed. André Vargas, agressor do Presidente do STF no plenário do congresso nacional. Enfim, um ano que mostrou a face ruim desse gigante chamado Brasil.

Olhando para o lado da economia vemos o mal que se pode fazer a uma nação quando se trocam os fundamentos econômicos pela ideologia; quando se tenta revogar as leis da economia para fazer prevalecer vontades de governantes determinados e sem lógica. Estão aí os casos da Eletrobrás (energia barata que ficou cara), da manipulação no preço dos combustíveis tornando a Petrobrás uma empresa de ficção, da não privatização de rodovias, portos e aeroportos deixando nossos produtos mais caros e a vida dos brasileiros mais dura.

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Na segurança pública os dados são de estarrecer. 50 mil mortos anuais por crimes violentos (se a comparação serve os americanos tiveram 50 mil mortos em 10 anos da guerra do Vietnã); mais de 50 mil vítimas fatais em acidentes de trânsito por ano e mais de 50 mil estupros anuais, registro apenas nos casos em que a vítima procura a polícia. Ah! Bom não esquecer o número de policiais mortos por ano no país. Esta é uma aberração que poderia ser corrigida com a mudança da lei. Nos EUA crimes contra policiais são punidos em dobro e não há benefícios ao apenado. Por que não fazemos o mesmo aqui?

E, para concluir esta coluna devo comentar decisões tomadas recentemente pelo congresso. Vão aumentar os salários dos membros dos poderes executivo, legislativo e judiciário. Valor máximo R$34.000, para os membros do STF, como os outros o são por isonomia e como os membros dos poderes nos estados tem seus salários regulados pelo sistema de cascata, nós brasileiros, que temos um salário mínimo fantástico, vamos desembolsar R$ 3, 8 bilhões a mais por ano para sustentar a máquina que nos oferece educação de qualidade, saúde de primeiro mundo, segurança irrepreensível, estradas, portos, aeroportos sem senões. Desculpem a ironia!

Que venha 2015! Que sejamos fortes e tenhamos condições de exercitar a cidadania. Que lutemos contra tudo que foi exposto, que tenhamos garra para ir à luta e mudar o que tem que ser mudado. Começando por nossas cidades! Feliz Natal a todos os leitores!

 

 

 

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