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Para governo, Unidade de Pronto Atendimento é inviável

Oposição governista criticou a decisão de Prudêncio em cancelar as obras da UPA 24 horas;

Foto: Câmara de Brusque -

Foto: Câmara de Brusque –

Brusque – Em sessão ordinária realizada na noite desta segunda-feira (22) na Câmara de Vereadores, uma das discussões mais acaloradas ocorreram por conta da recente decisão do Poder Executivo municipal em cancelar as obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas, situada no Bairro Santa Terezinha. Para a base governista, a obra foi tida como inviável por conta de vários fatores, entre eles o custo mensal para a sua manutenção, avaliado em cerca de R$ 1 milhão, dos quais apenas aproximadamente R$ 180 mil viriam de contrapartida federal.

De acordo com Guilherme Marchewsky (PMDB), um dos vereadores da bancada de situação, os dois hospitais existentes em Brusque que prestam serviços para o Sistema Único de Saúde – o Hospital Arquidiocesano Cônsul Carlos Renaux (Azambuja) e o Hospital e Maternidade Dom Joaquim – necessitam de mais recursos. Tal fato por si só já justificaria o cancelamento do projeto da UPA 24 horas. “Muitas vezes o paciente iria chegar na Upa quase enfartado e ele não iria ter o tratamento necessário. A gente entende que os hospitais da região possuem espaço suficiente para que recebessem mais investimentos e melhorar o que já tem lá. Eu vejo que essa unidade não iria suprir a necessidade da nossa comunidade e das pessoas que iriam precisar do atendimento”, afirmou.

Para o peemedebista, muitas pessoas quando necessitam de atendimento médico já descartam de imediato, por exemplo, o Centro de Serviços em Saúde, que aporta a Políclina Municipal. “Lá eles vão encontrar provavelmente um médico estagiário e não um médico preparado. Eu vejo que é prematuro hoje a instalação dessa Upa nesse momento na cidade de Brusque”.

Para a bancada de oposição, porém, a história não é bem assim. De acordo com a vereadora petista Marli Leandro, o município de Brusque recebeu vários incrementos no orçamento destinado à saúde. Tais verbas possibilitariam a instalação da UPA. “Há mais de dez anos nós discutimos a necessidade de uma instalação de saúde que funcionasse 24 horas. Agora, quando estamos prestes a inaugurar, vem o prefeito interino abandonar toda a ideia, devolver os recursos e abortar a ideia de abertura. Nós teríamos uma equipe de 16 médicos aqui na cidade de Brusque. Sem sombra de dúvidas é um retrocesso. Isso é trabalhar contra a população de Brusque”, afirmou.

por Wilson Schmidt Junior

Publicado por Olhar do Vale

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