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Câmara de Guabiruba: corrupção no governo Orides é abordada por governistas; oposição ironiza

Sessão da Câmara de Guabiruba foi novamente marcada por várias polêmicas envolvendo os dois lados da moeda;

Foto: Wilson Schmidt Junior -

Foto: Wilson Schmidt Junior –

Guabiruba – Vários assuntos foram discutidos durante mais uma sessão da Câmara de Vereadores de Guabiruba, realizada na noite desta terça-feira (15). Um dos que mais causaram polêmica foram as supostas fraudes e falcatruas ocorridas durante a gestão do ex-prefeito da cidade, Orides Kormann (PMDB). Quem falou sobre essa temática na Tribuna do Legislativo foi o governista Valdemiro Dalbosco (PP), após reportagem do jornal O Município Dia a Dia, que trata sobre fraudes em licitações.

De acordo com entrevista concedida pelo vereador que defende o atual governo, é lamentável que, hoje em dia, estejamos rodeados de notícias tratando de corrupção. “A nível nacional, estadual e municipal, agora, que foi o caso da última semana. É vergonhoso que se tenha essa cultura tão enraizada no país da corrupção, do desvio público. E quem perde é sempre o cidadão, principalmente agora que ele está sendo obrigado a contribuir com mais impostos para cobrir o rombo no orçamento”, disse.

Dalbosco se refere à possíveis fraudes na compra de cadeiras odontológicas, durante o governo de Kormann que, lembrando, é seu oposicionista. “O Tribunal de Contas deixa muito claro que a comissão de licitações na antiga gestão era formada por pessoas não qualificadas, não treinadas, que não tem conhecimento técnico-jurídico para a análise de licitações. O TCE também deixa claro que quem escrevia as licitações eram os próprios secretários. A comissão era apenas de faz de conta. Quem definia, quem convidava as empresas eram os próprios secretários, numa afronta à administração pública”, pontua o pepista.

Dando pano pra manga na antiga disputa que ocorre em Guabiruba entre oposição e governo, o vereador Nilton Rogério Kohler (DEM),o Tindo, subiu na Tribuna para responder às acusações sobre o prefeito que outrora defendeu. O democrata, porém, foi cuidadoso e relatou que se houver, de fato, algum culpado, deseja que este seja punido como rigor da lei.

Apesar disso, ele aproveitou para cutucar a gestão de Matias Kohler (PP), sobre uma possível questão de nepotismo. Ele se refere à indicação da esposa do prefeito, Patrícia Heiderscheidt, para o cargo de Secretária de Saúde. “A gente entrou com essa denúncia e simplesmente foi arquivada na nossa região. Nós temos decisões de municípios, aonde o prefeito teve de demitir a esposa. Da mesma forma o vice-prefeito. Estamos entrando com recursos, sem dúvida nenhuma. Também falamos daquele terreno da creche, sobre o superfaturamento, a compra de R$ 1,5 milhão, que também foi arquivado. Também estaremos entrando com recursos, pois, acreditamos que não foi observado os crimes ambientais cometidos”, frisou o oposicionista.

Tindo aproveitou o momento para ironizar o presidente do Legislativo, Felipe Eilert dos Santos (PT), que na última sessão, defendeu veementemente o governo do seu partido na esfera federal. “Ele acusou o antigo governo de corrupção. O que me leva a estranheza, pois ele defendeu o governo do PT. E todo mundo sabe, tantos foram os casos de corrupção e ele nunca fez um levantamento aqui. Será que são questões políticas, eleitoreiras, que estão sendo levantadas aqui? Ou será que ele realmente está trabalhando em favor de um Brasil melhor?”.

Dois pesos e duas medidas?

O democrata ainda questiona o porque de o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) não aceitou denúncia sobre os casos citados acima, mesmo com outros municípios o fazendo.

por Wilson Schmidt Junior

Publicado por Olhar do Vale

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