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Audiência pública discute crescimento e expansão habitacional

Vereadores, entidades e comunidade discutiram e apresentaram sugestões sobre o projeto de lei que altera questões de zoneamento e habitação

Vereador Alessandro Simas (PR)

Vereador Alessandro Simas (PR)

A Câmara de vereadores promoveu na tarde desta quarta (30), uma audiência pública para discussão, sugestões e apreciação da comunidade sobre o projeto de lei complementar (19/2015), do executivo que fala sobre mudanças territoriais no município. Estiveram presentes lideres de entidades, empresários do ramo da construção civil e poucos membros da comunidade.

O vereador e líder do governo e relator do projeto Alessandro Simas (PR) falou sobre o projeto, sobre a necessidade de aumento dos índices para construção de novos prédios, e o que isso afeta e paralisa questões como empreendedorismo, “Devemos valorizar os empreendimentos, imóveis e terrenos de nossa cidade. Nós temos que discutir as novas tabelas, e entendemos que é necessário discutir as questões dos bairros, a necessidade de discussão do plano diretor existe e acho que ele deve ser modificado a todo o momento”, declara Alessandro.

Fez uso da tribuna, o Diretor Superintendente do IBPLAN engenheiro Juliano Montibeller, que explicou que a entidade já havia colocado em discussão a questão do zoneamento e o novo código de obras há mais ou menos dois meses atrás. Quanto aos índices ou possibilidades de construções o arquiteto aprova a mudança, mas se preocupa com as questões técnicas, “eu acredito que Brusque precisa crescer, precisa aumentar os índices, mas friso que é necessário discutir as normas técnicas” declara o engenheiro.

Membros da Comunidade

Membros da Comunidade

Para justificar sua posição, Juliano Montibeller acrescentou com exclusividade, indicadores de crescimento obtido através de um estudo populacional brusquense, “Nós temos hoje aproximadamente 120 mil habitantes, 40 mil unidades populacionais, vamos precisar de 60 mil até 2050, mais 35 anos, nós vamos ter que produzir mais de 20 mil unidades, para não sofrermos com problemas habitacionais”, relata Juliano.

Dois membros da comunidade fizeram o uso da palavra, um deles Joel, sugeriu que estudo mais específico em relação à questão ambiental e populacional fosse realizados, temendo que a população seja lesada quanto à verticalização e expansão da cidade.

Uma das mudanças refere-se à subdivisão de áreas consideradas como subzonas na legislação atual. As áreas seriam transformadas em 20 unidades de planejamento (UP), as quais podem ser formadas por um ou mais bairros. Veja mais as mudanças sugeridas no Pl (19/2015), quanto a criação das UP.

Unidades de planejamento (UP)

UP 01 – Bairros Centro I e São Luiz;

UP 02 – Bairro Centro II;

UP 03 – Bairros Santa Rita e Santa Terezinha;

UP 04 – Bairros Limoeiro e Volta Grande;

UP 05 – Bairros Guarani e Rio Branco;

UP 06 – Bairros Jardim Maluche e Souza Cruz;

UP 07 – Bairro Dom Joaquim;

UP 08 – Bairros Steffen, Bateas e Cerâmica Reis;

UP 09 – Bairro São Pedro;

UP 10 – Bairros Nova Brasília, Limeira Baixa e Planalto;

UP 11 – Bairro Limeira Alta;

UP 12 – Bairros Azambuja e Primeiro de Maio;

UP 13 – Bairro Poço Fundo;

UP 14 – Bairros Águas Claras e Ponta Russa;

UP 15 – Bairros Paquetá e Cedrinho;

UP 16 – Bairros São João e Tomaz Coelho;

UP 17 – Bairros Zantão e Santa Luzia;

UP 18 – Localidade Rural do Cedro Grande e Cristalina;

UP 19 – Localidade Rural da Limeira;

UP 20 – Localidade Rural da Bateas.

Por: Fernanda de Freitas 

Publicado por Olhar do Vale

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