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Polêmica: Audiência Pública divide opiniões sobre Casa de Passagem

Alguns vereadores acreditam que o fechamento é a solução, enquanto outros pedem a continuidade do projeto iniciado durante o governo Eccel;

Foto: arquivo -

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Brusque – A Câmara de Vereadores de Brusque realizou na noite desta quarta-feira (17), mais uma audiência pública. O tema em discussão, desta vez, foi a polêmica situação dos moradores de rua no município. Principalmente os que usufruem dos serviços da Casa de Passagem. Já é de conhecimento geral que o assunto divide opiniões nas bancadas legislativas. Enquanto alguns, de tendência mais assistencialista, as defendem com unhas e dentes, outros acreditam que o projeto devia ser tocado de uma forma diferente para não apenas dar abrigo aos moradores de rua e nada mais.

O jeito, então, foi ouvir a população que, apesar do frio, comprou a ideia da discussão e lotou as galerias do plenário. O encontro foi marcado por depoimentos dos vereadores, ex-moradores de rua e usuários de drogas, além de, também, representantes públicos e políticos que acreditam que o local deve ser fechado para que todo o dinheiro seja investido em outras entidades que prestariam um serviço mais funcional, como a Fazenda Canaã e a Fazenda Maranata.

De acordo com o representante da Prefeitura de Brusque, secretário de Assistência Social Rodrigo Voltolini, após o novo coordenador da Casa de Passagem ser contratado, já que o antigo pediu demissão, foi possível diminuir em cerca de R$ 20 mil o orçamento mensal do local. Agora, são necessários aproximadamente R$ 50 mil para manter a residência funcionando. Valor que ele ainda considera bastante alto. “A antiga secretária Patrícia Freitas relatou que desde o princípio o objetivo não era recuperar o morador. Mas eu acho isso um equívoco, de se investir tanto para não recuperar o indivíduo (…) com esse montante seria possível internar 50 pessoas na área da saúde”, disse.

Voltolini ainda afirmou que esse pode ser justamente o novo conceito de gestão da casa daqui para frente: o de formar convênios com a sociedade organizada para propiciar a reinclusão dos desfavorecidos à sociedade. O fechamento da entidade, para ele, ainda não é uma possibilidade concreta. “Agora vamos sentar com o prefeito para tomar as decisões cabíveis e nenhuma de forma precipitada”, finalizou.

Para a vereadora petista Patrícia Freitas, o encontro foi bastante produtivo e daqui para frente é preciso avançar e não retroceder. Em sua visão isto significa manter a Casa de Passagem nos moldes em que o ex-prefeito de seu partido, Paulo Roberto Eccel, a deixou. “O seu fechamento é um retrocesso para a cidade. A população cobra do Poder Público uma solução para a retirada dessas pessoas das ruas. A Casa de Passagem é essa solução imediata, pois, é uma solução emergencial e temporária”, avaliou.

O proponente da audiência, vereador Moacir Giraldi (PT do B) relatou que o encontro foi um dos mais emocionantes ocorridos. Para ele, a solução foi encontrada na reunião com o público brusquense. “Eu sou favorável ao fechamento da Casa de Passagem para que se invista o dinheiro mensal da casa nestas casas como a Fazenda Canaã e tantas outras que conseguem reestabelecer usuários de drogas. Diferente da Casa de Passagem, que não tem como reestabelecer um drogado, já que de dia ele sai. Não vão se recuperar jamais. Nas casas como a Canaã e tantas outras, sim, eles têm condições plenas de se recuperar com o trabalho que é feito, inclusive de forma espiritual, por meio do internamento”, afirmou.

por Wilson Schmidt Junior

Publicado por Olhar do Vale

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