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Assistência Social monta albergue provisório para moradores de rua

Os moradores estão sendo abordados pela equipe do Creas e são transportados até o local para dormirem;

Foto: divulgação -

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Brusque – A Assistência Social de Brusque montou, desde a última segunda-feira, 27 de março, um albergue provisório para os moradores de rua. O local funciona das 19h às 7h da manhã na Arena Brusque.

Os moradores estão sendo abordados pela equipe do Creas e são transportados até o local para dormirem. Diferente do abrigo, que funciona durante 24 horas, o albergue funciona somente à noite.

A secretária de Assistência Social e Habitação, Mariana Martins da Silva, comenta que no local as pessoas recebem roupas limpas, ganham alimentação e um kit de higiene. Pela manhã, os moradores de rua ainda recebem café da manhã antes de deixarem o local. Todos devem sair antes das 7h da manhã. “Uma das reivindicações dos próprios moradores de rua é que eles querem cuidar da higiene para que possam sair a procura de emprego durante o dia”, explica Mariana.

No albergue, cinco profissionais, sendo uma psicóloga e quatro educadores sociais, trabalham para dar toda a assistência aos moradores de rua. A Secretaria de Assistência Social ainda alinhou uma parceria com a Secretaria de Saúde para que todos sejam submetidos a exames rápidos, entre eles testes de HIV, Hepatite e Sífilis.

Mariana ainda explica que, com o albergue provisório, o município se antecipa a uma notificação do Ministério Público, que pede para que o poder municipal tenha um abrigo ou algum espaço para acomodação das pessoas em situação de mendicância. “A Assistência se antecipou a esse pedido do MP, já que trabalha com o albergue desde o início da semana. Agora estamos estudando um novo local para criação de um albergue definitivo para receber essas pessoas”, diz.

Segundo Mariana, somente na segunda-feira, 16 pessoas foram abordadas para passarem à noite no albergue. Destas, 8 dormiram no local. No segundo dia foram 12, e na quarta-feira 13″, comenta a secretária. A maioria das pessoas é do sexo masculino, na faixa-etária de 21 a 64 anos, são de outras cidades de Santa Catarina, e de estados como Paraná e São Paulo.

Ela diz que o número de recolhidos só não é mais expressivo porque muitas pessoas que estão na rua já têm onde passar à noite e, por isso, não aceitam ir ao albergue. “Outra situação que dificulta o trabalho é que infelizmente os donos de estabelecimentos alimentam os moradores de rua. Neste caso, eles se recusam a ir para o albergue, por quê, além de ganharem comida na rua, possuem acesso fácil ao álcool e drogas, coisas que não têm acessibilidade no albergue, já que todos são revistados na entrada”.

Publicado por Olhar do Vale

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