Visita indesejada: Cobra gigante invade cozinha em Jaraguá do Sul

A cobra é da espécie caninana e não é peçonhenta;

Foto: Arquivo Pessoal Fernanda Mara Vidal

Moradoras do bairro Garibaldi em Jaraguá levou um grande susto ao se deparar com uma cobra canina em cima da geladeira da cozinha e do varão da cortina.

Fernanda Mara Vidal estava na sala assistindo filme quando escutou o grito da mãe vindo da cozinha. “Ela foi na cozinha beber água e deu um grito ‘meu deus, uma cobra’, mas aqui é normal. Só que ela falou que estava dentro de casa, em cima da geladeira”, lembra.

A cobra era gigante. “Depois que eu vi o tamanho do bicho, bateu o desespero. Aqui em Garibaldi é bem normal, mas daquele tamanho e em cima da geladeira, foi bizarro”, fala.

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Fernanda começou a fazer vídeos do animal. “Eu tenho medo, mas acho lindo”, disse. O padrasto dela identificou a espécie, caninana, que não é venenosa. “Ele trabalha em roça desde pequeno, sempre mexeu com mato”, contou Fernanda.

Com a confiança de que o animal não era venenoso, a família decidiu não chamar o socorro. O padrasto pegou um cabo de vassoura e empurrou a cobra em uma tentativa de tirá-la de dentro da casa.

“Ela era muito pesada. Quando caiu, deu um estalo”, disse Fernanda.

Ela contou que “a vida inteira” teve cobras entrando dentro da casa dela, mas nunca havia visto uma em cima da geladeira. “Principalmente quando começa o verão. Geralmente elas estão no chão, atrás do sofá, às vezes no quarto”, disse.

A cobra foi devolvida à natureza. “Tem que cuidar, claro, é perigoso, mas não tem necessidade de matar o bichinho. Está tudo certo, foi só o susto mesmo”, garante.

Caninana

A caninana pode atingir cerca de 2,5 metros de comprimento e é bastante rápida e ágil. Apesar da fama de ser uma cobra brava, a caninana está longe de ser perigosa. Ela geralmente é mansa, podendo fugir quando avistada. Ela pode até morder, mas não é peçonhenta. Alimenta-se principalmente de roedores arborícolas e pequenas cobras

Em Jaraguá do Sul, mais de 250 serpentes foram capturadas em meio urbano neste ano.

Construções próximas aos locais de mata

De acordo com o biólogo e professor universitário Jackson Preuss, o aparecimento das serpentes também está relacionado com construções próximas de áreas de mata.

“Em Jaraguá do Sul, onde cerca de 40% do território tem Floresta Atlântica, onde as nossas construções estão inseridas no meio de uma floresta, praticamente, torna o aparecimento das serpentes mais frequente. E isso não é porque a serpente quer entrar na nossa casa. É porque ela quer procurar alimento”, afirma.

Veja um vídeo que a moradora divulgou em uma rede social:

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