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Torcida organizada do Brusque é punida por envolvimento em violência no futebol Catarinense

torcida brusque
Foto: Jefferson Alves/Brusque FC

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a Federação Catarinense de Futebol (FCF) e a Polícia Militar anunciaram uma sanção contra três torcidas organizadas do estado envolvidas em episódios de violência em jogos de futebol, e a Força Independente, do Brusque Futebol Clube, está entre as punidas.

A medida proíbe a Força Independente — assim como a Gaviões Alvinegros (Figueirense) e a Mancha Azul (Avaí) — de entrar em qualquer competição esportiva realizada em estádios de futebol portando vestuários, bandeiras e faixas com os símbolos da torcida. A restrição tem validade de três meses, com início a partir da notificação da torcida e vigorando até 26 de dezembro de 2025.

A sanção é resultado de diversos episódios de tumulto, agressões físicas, invasões de campo, incitação à violência e ataques a policiais registrados entre agosto de 2024 e agosto de 2025. Segundo a Promotora de Justiça Priscila Teixeira Colombo, da 29ª Promotoria de Justiça da Capital, os atos foram considerados reincidentes e colocaram em risco a segurança de torcedores e agentes públicos.

Aplicação de termo de conduta de 2008

A decisão se baseia no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2008 com o Ministério Público, que, apesar de estar em processo de atualização, segue plenamente vigente. “Embora estejamos em tratativas para atualizar as cláusulas do TAC, incluindo as punições, o Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público em 2008 ainda está vigente e sendo plenamente aplicado”, afirmou a Promotora.

O Termo de Deliberação também cita a Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), que prevê punições severas para torcidas organizadas que promovam violência ou condutas discriminatórias.

A FCF será responsável por publicar a decisão e notificar os clubes e as torcidas, enquanto a Polícia Militar comunicará os comandos locais e de outros estados. O MPSC também notificará as Promotorias de Justiça de outras unidades da federação, visando garantir que a proibição seja cumprida em todo o território nacional.

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