‘Saúde Mental’ foi tema de live da OAB de Brusque

Assunto foi abordado pelo médico psiquiatra e secretário de Saúde de Brusque, Dr. Humberto Martins Fornari


A OAB de Brusque promoveu uma reflexão na noite de terça-feira, 29 de setembro, em sua página no Instagram, a respeito de ‘Saúde Mental’. Na oportunidade, o médico psiquiatra e secretário de Saúde do município, Dr. Humberto Martins Fornari, falou sobre o tema, em live que teve a condução da secretária-geral da Subseção e presidente da Comissão da Mulher Advogada, Dra. Cristiana Melo Martiniuk Guérios.

Acompanhada por advogados e advogadas, além de pessoas da comunidade, Dra. Cristiana deu início aos trabalhos mencionando a preocupação da OAB Nacional com relação à saúde mental, advinda da percepção do adoecimento de profissionais. “Já em 2018 a OAB Nacional publicou uma cartilha abordando este tema, que pouco se falava, mas que fazia parte da vida de muitos profissionais da categoria. E fica a pergunta: existe um aumento nos transtornos psíquicos na população, as pessoas estão vivenciando mais a questão da ansiedade, do pânico, da depressão e até mesmo do suicídio?”, indagou ela.

Dr. Fornari lembrou o envolvimento da OAB nas décadas de 1970 e 1980, no movimento antimanicomial, com posicionamento forte e se disse feliz em saber que a entidade mais uma vez volta sua atenção para o tema doenças mentais. “Que bom que a OAB continua apostando nessa questão, que é ímpar, uma vez que existe muita discriminação em relação às doenças mentais”, comentou.

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Durante uma hora, o médico falou sobre os tipos de doenças mentais, como o transtorno de depressão, síndrome do pânico, síndrome de Burnout e até mesmo sobre o suicídio. De acordo com Dr. Fornari, do ponto de vista da população contemporânea, o mundo moderno está trazendo uma maior propensão ao desenvolvimento de doenças psíquicas, principalmente o transtorno de ansiedade. “A velocidade com que as coisas acontecem é muito rápida. Somos invadidos por um mundo de informações diariamente. Fala-se que crianças de 5 anos já receberam mais informações do que adultos nos anos 1950, 1960. Estamos em um mundo muito acelerado e individualista”, exemplificou o médico.

Segundo Dr. Fornari, o número de transtornos tem aumentado em todo o planeta, tanto que a Organização Mundial de Saúde colocou o transtorno depressivo como a maior doença mundial desde 2017. “Somos seres emocionantes, emocionados e emocionais. A grande maioria das pessoas começa a adoecer e não se dá conta. Os que procuram ajuda, são sempre por intermédio de um familiar. Sempre digo que temos quatro vertentes na vida: o prazer de comer, o prazer sexual, o prazer do trabalho, de fazer algo, e o prazer de estar acordado ou estar dormindo. Se estas vertentes estiverem alteradas, é preciso pensar que há alguma coisa e procurar ajuda”, enfatizou Dr. Fornari.

Pandemia

A saúde mental em tempos de pandemia também foi abordada pelo médico, que falou das complicações para idosos, crianças e adolescentes, além dos adultos. “Os idosos e as crianças foram os que mais sofreram e ainda estão sofrendo, porque permanecem em isolamento. Os adultos retomaram suas atividades, ao voltar para o trabalho, mas os idosos e as crianças não. Tanto que estamos em campanha, na Saúde, para que os idosos retomem seus acompanhamentos médicos, já que muitos deixaram de ir em suas consultas de rotina, com medo de se contaminar por Covid-19, isso refletiu em um aumento na taxa de mortalidade domiciliar dessas pessoas”, lamentou.

Já as crianças e adolescentes sofrem pela falta de convivência no ambiente escolar, o que as deixa mais impacientes, agitadas e outras ainda medrosas.

Dr. Fornari falou das ações públicas na área da saúde, do trabalho das equipes do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), da importância dos profissionais médicos, das terapias e tratamentos adequados a cada paciente e a necessidade da família e da comunidade em ouvir e estar atento às pessoas de seu convívio. “Estamos no final de setembro, mês de alerta e prevenção ao suicídio. É importante frisar que toda pessoa sob risco, deve ter o acolhimento da família”, complementou.

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