Risco de deslizamento: Vereadores pedem medidas da CASAN em Botuverá

Os reservatórios ficam em um local alto e tem a capacidade de um deles é de 50 mil litros e os outros é de 20 mil litros cada.

Um problema que pode se transformar em uma grande tragédia se não for resolvido de forma ágil. Há uma possibilidade de deslizamento de terra onde ficam os reservatórios de águas da CASAN. Os reservatórios ficam acima do cemitério da cidade. O assunto foi discutido na sessão de ontem (15) da Câmara de Vereadores de Botuverá.

A situação está deste jeito. Abaixo fica o cemitério da cidade. Foto: Anderson Vieira/Olhar do Vale

Através de uma indicação dos vereadores Victor José Wietcowsky e Valdecir Martinenghi, ambos do Progressistas, foi aprovado “o envio de ofício à Defesa Civil solicitando averiguação e laudo do morro do Reservatório da CASAN. A indicação é de extrema importância e urgência visto que o terreno dos reservatórios, aos fundos da Capela Mortuária e do Cemitério de deu e pode colocar em risco quem frequentar o local”.

A área de deslizamento abriga quatro reservatórios da CASAN. Foto: Anderson Vieira/Olhar do Vale

São quatro reservatórios no local, sendo que um deles tem capacidade para 50 mil litros e os outros três tem 20 mil litros de capacidade cada.

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A reportagem do Olhar do Vale procurou a Defesa Civil para saber se existia algum laudo e se área estava em risco ou não. A resposta não veio da coordenadora Caroline Delabona, mas sim do gabinete do prefeito através de uma nota:

“No dia 12 de outubro de 2021 registrou-se no município de Botuverá alguns deslizamentos de terra decorrentes das chuvas intensas. Assim, próximo a ETA (estação de tratamento de água), ocorreu um deslizamento do qual, a Defesa Civil Municipal emitiu Relatório de Ocorrência no dia 13 de outubro de 2021, ou seja, no dia seguinte ao evento, alertando a empresa concessionária de abastecimento de água sobre possíveis e eventuais ocorrências. Como ação imediata, foi recomendado o “retaludamento” do local para diminuição dos riscos, em caso de novas chuvas. Em outra oportunidade, de forma verbal, a Defesa Civil Municipal repassou o caso ao Gerente Regional da CASAN e ao Responsável Técnico, sobre a necessidade da empresa concessionária de abastecimento de água viabilizar um estudo técnico para executar a ação de forma a minimizar os riscos no talude.Sendo assim, a prefeitura está ciente da situação, monitorando o caso, cobrando soluções efetivas para resolução do problema, inclusive, repassou todas as informações solicitadas pela AGIR – Agência de Regulação do Médio Vale do Itajaí, a qual faz a fiscalização, e também acompanha as ações junto à CASAN.”, diz a nota.

A CASAN foi procurada para falar que atitudes está tomando em relação ao solo e o perigo que isto pode representar para a comunidade e respondeu que:

“Os técnicos da Companhia estão acompanhando periodicamente o local e não evidenciaram qualquer movimentação. Está em contratação uma empresa especializada para diagnóstico e avaliação da necessidade de intervenção”.

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