Um vídeo publicado nas redes sociais trouxe à tona uma nova tensão entre lideranças do campo conservador em Santa Catarina. O presidente do Foro do Brasil em Santa Catarina, Danilo Visconti, fez duras críticas à deputada estadual Ana Campagnolo (PL) após a parlamentar se manifestar contra a possível candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado pelo estado. O vídeo está disponível no perfil daniloviscontioficial
Na gravação, o dirigente questiona o argumento usado por Campagnolo de que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro seria um “estrangeiro político” em Santa Catarina. “O teu discurso pro Carlos não vir pra cá é porque ele seria o quê? Um estrangeiro? Tá sendo botado de cima pra baixo? Ah, é um cara que não conhece o estado?”, disse.
Ele ironizou a justificativa da deputada, lembrando que ela própria nasceu e reside em um município catarinense, mas busca votos em várias cidades. “Você fez seis mil votos em Brusque e você não é de Brusque. Ano que vem vai pedir voto lá. E vai querer ouvir da nossa boca que você é uma estrangeira?”, questionou.
O presidente do foro ainda classificou a postura da parlamentar como “um discurso de esquerda”, afirmando que o conservadorismo não deve se pautar por divisões regionais. “Ô, Ana, isso não é discurso de gente conservadora. Isso é discurso de esquerda. Tu sabe disso”, afirmou.
Durante a fala, o dirigente sugeriu que as críticas de Campagnolo só ganharam força porque Jair Bolsonaro está preso e, portanto, sem condições de intervir no debate. “Se o Bolsonaro estivesse solto, podendo falar, isso não ia estar acontecendo”, disse. Ele também defendeu Carlos e Eduardo Bolsonaro como “estrategistas” do movimento conservador, acusando alguns parlamentares de ingratidão: “Muitos deputados só estão onde estão graças ao Bolsonaro e ao Carlos.”
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O vídeo termina com um tom mais duro, quando o orador diz que esperava mais da deputada e critica sua postura em entrevistas: “Por que tu não usou aquele espaço na rádio pra falar dos presos políticos e da censura no Brasil? É isso o teu trabalho?”, questiona.





