PUBLICIDADE

Pesquisa Sindilojas/Senac 2025 detalha o comportamento do comércio local de Brusque, Guabiruba e Botuverá

Foto: Divulgação

O Sindilojas de Brusque, em parceria com o Senac, apresentou hoje à imprensa os resultados da Pesquisa Sindilojas/Senac 2025: Percepção e satisfação dos clientes no comércio local. O estudo, que reaplica a pesquisa realizada em 2023, oferece um panorama detalhado do comportamento dos consumidores nas cidades de Brusque, Guabiruba e Botuverá, revelando tendências e desafios para o setor varejista.

Ao Olhar do Vale a diretora do Senac Brusque, Mara Vieira Nass, ressaltou o empenho da instituição na realização do estudo. “O trabalho foi sério, envolvendo as três cidades – Brusque, Guabiruba e Botuverá – e buscando trazer vários aspectos voltados ao nosso comércio. Nosso objetivo é trazer uma resposta ao nosso comerciário sobre o que ele pode melhorar em suas lojas para atender melhor seus clientes”, explicou Mara.

Metodologia abrangente revela tendências

Com o objetivo de identificar o comportamento dos consumidores da região, a pesquisa empregou uma metodologia estruturada, com a aplicação de questionários a 304 respondentes entre 5 de março e 26 de maio de 2025. A amostra, definida com 95% de confiança e 5% de margem de erro, incluiu dados básicos como idade, gênero, estado civil e renda mensal, permitindo uma análise ponderada do perfil do consumidor local.

Destaques e comparações: 2023 x 2025

A análise comparativa entre os dados de 2023 e 2025 revelou reflexões importantes :

  • Perfil do consumidor estável: O estudo demonstrou que o perfil sociodemográfico (idade, gênero, estado civil e renda mensal) dos consumidores da região permaneceu amplamente semelhante entre os dois anos, indicando estabilidade na composição.
  • Preço continua dominante, mas outros fatores ganham força: O preço se mantém como o principal critério de avaliação durante a compra. No entanto, houve um aumento significativo na relevância de itens como variedade de produtos e opções de pagamento, que passaram de menções moderadas em 2023 para um destaque maior em 2025.
  • A ascensão do PIX: Conforme observado pelo Presidente Gevaerd, a ascensão do Pix é um dos pontos mais marcantes. “Quando eles dizem assim, ó, o que nós queremos é um bom atendimento, né? Nós temos que olhar, tá? Estamos errando, nós temos que analisar e ver onde estamos errando, né? Mas quando realmente fala, né, não, hoje é Pix, tá? O dinheiro, né? Foi isso que a pesquisa mostrou mais assim, mais com mais eficiência, né, do que a gente viu em 2023. O dinheiro para o Pix. Então os empresários têm que estar preparados para isso, tá? Talvez tenha aquele empresário que não esteja preparado. É isso aí, hoje o mercado está diferente, tá, né? Mudou bastante”, enfatizou Gevaerd.
  • Busca por informações migra para o digital: A pesquisa apontou que sites de busca e redes sociais se tornaram as principais fontes de informação sobre produtos e serviços, superando as avaliações off-line e as indicações de amigos. Isso reforça a importância da presença digital para os estabelecimentos comerciais.
  • Expectativas elevadas no atendimento: Embora a proporção de consumidores que afirmam sempre comprar no comércio local tenha se mantido estável, a pesquisa indica que o mau atendimento continua sendo um fator crítico. Isso sugere que os consumidores têm expectativas maiores em relação à qualidade do serviço.
  • A experiência do cliente é fundamental: Motivos como vitrine bagunçada e falta de preço exposto persistem como gatilhos para o abandono de compra. Por outro lado, atributos que estimulam a compra, como ambiente climatizado e iluminação adequada, ganharam destaque. O estudo ressalta que investir na experiência do cliente, combinando conveniência digital e atendimento diferenciado, é crucial para fortalecer a competitividade do comércio local.

A importância da análise e adaptação para o empresário

Marcelo Gevaerd, Presidente do Sindilojas reforça que o empresário deve tomar a pesquisa como um guia. “Cabe ao empresário pegar essa pesquisa e analisar essas informações para que gere ações no comércio dele para melhorar em todos os quesitos apontados ali pela pesquisa. Ele tem que enfrentar e ali está a pesquisa, a pesquisa está realmente dizendo o que realmente os nossos consumidores eles pensam da gente. Então eu acho que é muito importante olhar a pesquisa, essas todas essas questões que foram faladas, analisar, ver onde está o erro, se tiver o erro, e realmente tentar a mudança”, pontuou o presidente.

Mara complementou a visão de Gevaerd, enfatizando o papel do empresário na utilização dos dados. “Tiveram alguns aspectos ali que mostraram, né, que bom atendimento, uma vitrine feita de uma forma bem estruturada e elaborada, que o cliente hoje ele tá pagando de uma outra forma, né? E que o pós-venda, isso ficou muito claro, né? Que um vendedor muito bem treinado faz a diferença, porque o cliente hoje ele quer ser bem atendido, ele quer ter um retorno daquilo que ele comprou para ver se ele está satisfeito. Então, hoje essa pesquisa é uma entrega do Senac e do Sindilojas, principalmente para o nosso comércio local”, salientou a diretora.

A diretora do Senac acrescentou: “Cada um vai buscar dentro da loja dele quais são as dores e no que ele pode trabalhar, né? Se ele precisa treinar a equipe, se ele precisa fazer uma consultoria para melhorar a disposição talvez dentro da loja dele, onde ele pode buscar um marketing talvez para melhorar e trazer um público para a loja dele. Cada um vai buscar dentro da pesquisa qual que é a dor dele e o que ele pode melhorar.”

Gevaerd também abordou a questão da mão de obra qualificada, um desafio para o setor. “A gente sabe que não é fácil, a gente sabe que hoje, né, um dos maiores problemas que nós temos na cidade hoje, né, não é a cidade, é o estado, é o Brasil, é na mão de obra qualificada. Por isso que a gente diz assim, ó, como é importante, né, você se reciclar, quando eu falo você se reciclar é nós se reciclar também, nós empresários se reciclar, é todos, né? Porque as mudanças hoje estão muito rápidas, tá? Antigamente demorava. Em dois anos a mudança que teve em dois anos, né, de uma que aconteceu ali, é do dinheiro e do Pix. Dois anos lá era fraca, né, e hoje o Pix está em alta, tá? O dinheiro era o alto e hoje está em baixa, tá? Mas é uma coisa que a gente percebe isso já, né? Então eu acho até o que foi nos dado na pesquisa era uma coisa que a gente até imaginava, tá? Então a gente vê assim a importância, tá? E eu acho que aqui todos nossos associados que quiserem, peçam a pesquisa e analisem, né, e se possível, tentar botar em prática. A próxima agora daqui a dois anos sim vai ter, tá.”

Os resultados completos da pesquisa, com a comparação detalhada das 19 perguntas aplicadas, estão disponíveis para consulta nos links:

Compartilhe

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE