Paróquia São Luís Gonzaga celebra 150 anos de fundação

Missa solene e almoço festivo marcaram o encerramento do Ano Jubilar


Do coração de Brusque ao coração de Jesus. O Hino do Jubileu, que marcou as festividades de 150 anos de fundação da Paróquia São Luís Gonzaga, ecoou pela igreja Matriz na manhã deste domingo, 30 de julho. Mais de mil pessoas e cerca de 25 sacerdotes participaram da missa solene de encerramento do Ano Jubilar.
“Marcamos o ano do sesquicentenário da Paróquia São Luís Gonzaga com diversos momentos celebrativos, festivos e fraternos, partilhados com nossos fiéis e com toda a população brusquense”, afirma o pároco, padre Diomar Romaniv.
A Paróquia São Luís Gonzaga foi instituída em 31 de julho de 1873, por decreto de Dom Pedro Maria de Lacerda, bispo da então Diocese de São Sebastião, do Rio de Janeiro. Seu primeiro pároco foi o Pe. Alberto Francisco Gattone, que permaneceu na cidade até 1882, sendo sucedido pelos padres Arcângelo Gananini, João Fritzen e Antônio Eising. Em 4 de outubro de 1904, Dom José Pereira de Barros, bispo de Curitiba, confiou a Paróquia São Luís Gonzaga à Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, que até hoje servem à comunidade.
“São tantas as pessoas que aqui viveram, trabalharam, testemunharam a fé, deram vida e dedicaram-se na tarefa da evangelização. Cada um, de ontem e de hoje, fez a sua própria experiência de amor e de encontro com o Senhor ao longo da história”, disse padre Diomar, no início da celebração, quando saudou os fiéis presentes e os festeiros, que aceitaram o convite para celebrar o encerramento do Ano Jubilar.
O pároco ainda reverenciou outras obras em Brusque, que seguem em atividade neste primeiro século. “Ressalto nesta acolhida o Colégio São Luiz, celebrando 120 anos de fundação, braço direito da paróquia na evangelização das famílias e na formação integral das novas gerações. Unimo-nos, neste Ano Vocacional, ao Convento Sagrado Coração de Jesus, 100 anos formando discípulos! Saúdo as Irmãs da Divina Providência, aqui presentes e que deixaram seu legado na nossa história! Também acolho e destaco nossa comunhão fraterna com a Igreja Luterana, que celebrou, há poucos meses, 160 anos de presença em Brusque”, expressou padre Diomar, que ainda fez referência aos representantes de todos os setores “que, com suas presenças, ressaltam a importante contribuição da Igreja na construção de uma sociedade justa, fraterna, trabalhadora, que defende e promove o valor da vida e da família”.

Tempo de graças
Na abertura do Ano Jubilar, em 31 de julho de 2022, padre Diomar mencionava um tempo especial, marcado por ações internas e mais contemplativas, bem como projetos externos, abertos à participação de toda a comunidade. Desde então, foram mais de 30 atividades realizadas pela Paróquia São Luís Gonzaga pela motivação dos 150 anos.
“Em tudo o que vivemos, sentimos a graça e a bênção de Deus. Foram momentos que encheram nossa comunidade de alegria e de esperança, renovando a fé e o entusiasmo, que é o que a Igreja propõe”, comenta o pároco.
Padre Diomar ainda reforça que nesta segunda-feira, 31 de julho, é a data oficial do sesquicentenário e haverá a celebração da missa às 19h, na igreja Matriz. “Depois deste grande ano de graças, vamos assumir as Santas Missões Redendoristas em nossa paróquia, a partir do dia 3 de agosto e dar continuidade ao nosso planejamento, já sonhando com o ano de 2025, o Jubileu da Esperança”, adianta.

Uma igreja do tamanho do coração
O arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, presidiu a missa deste domingo e durante a homilia recordou dos imigrantes que chegaram em Brusque e que se empenharam em colocar diante de Deus, uma obra erguida pela fé. “É isso que dá sentido aos 150 anos da Paróquia São Luís Gonzaga. Porém, gostaria de destacar um elemento: essa igreja Matriz. Suntuosa, bonita, com grande apresentação, é também fruto da fé que se tornou obra. Essa igreja de pedra é a expressão da Igreja que somos todos nós. Se construímos um templo de pedras, é porque podemos edificar essa mesma igreja no nosso coração. Deus habita em nós”, afirma Dom Wilson.

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O bispo emérito, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, concelebrou a missa de domingo, quando recordou momentos especiais de sua vida na igreja Matriz. “Foi aqui que fiz a primeira Comunhão. Foi aqui que fui ordenado padre, foi aqui que fui ordenado bispo. É aqui que minha família sempre participou. Então, me sinto assim, muito ligado a essa história, mas no sentido de agradecer a Deus por ter me concedido esta graça. Se hoje eu sou religioso do Coração de Jesus, sem dúvida, foi por causa do testemunho dos padres que aqui trabalharam já desde o começo do século XX. A devoção a Nossa Senhora, o carinho pela Eucaristia, tudo isso são riquezas que eles distribuíram assim, pela graça de Deus. E eu me alimentei muito disso”, comenta Dom Murilo.


O Superior Provincial da Congregação SCJ Brasil Meridional, padre Sildo César da Costa, manifestou sua gratidão ao contemplar o passado que se projeta no presente e impulsiona a acolher com coragem os desafios que chegam com o futuro. “Hoje deixamos uma marca bonita e esperamos que os próximos possam celebrar mais 50, mais 100, mais 150 anos… A continuidade deste processo histórico de evangelização do nosso povo é a herança que deixamos às futuras gerações”, salienta.

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