O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para a atuação de uma onda de calor ao longo desta semana no interior do Brasil.
O alerta mais recente é da categoria “vermelho”, que significa “grande perigo”. Ao todo, são nove estados sob o alerta por causa das temperaturas acima da média:
- Minas Gerais (MG)
- Paraná (PR)
- Rio de Janeiro (RJ)
- São Paulo (SP)
- Mato Grosso (MT)
- Pará (PA)
- Goiás (GO)
- Mato Grosso do Sul (MS)
- Tocantins (TO)
Até o momento Santa Catarina está classificada na categoria laranja, que significa perigo.

Seguindo os protocolos internacionais, este aviso é emitido quando as temperaturas, neste caso, especialmente, as máximas, excedem em pelo menos 5°C a climatologia (média histórica) do período. Vale ressaltar que a intensidade do aviso está relacionada com a persistência do fenômeno (número de dias consecutivos) e não aos desvios de temperatura absolutos em si.
Vale destacar que este aviso será reavaliado diariamente para possíveis ajustes, especialmente, na área de atuação do fenômeno. O panorama previsto pelos meteorologistas do Inmet aponta uma possível piora da situação a partir de sexta-feira (22). As temperaturas máximas devem passar dos 40°C em áreas das regiões Centro-Oeste e Norte, além do interior de São Paulo, especialmente (foto acima).
Desta forma, ao longo da semana, a condição para satisfazer os critérios de onda de calor pode se expandir ou alterar, portanto, é recomendado checar os avisos vigentes no portal do Inmet.
Associados à onda de calor, há previsão de baixos índices de umidade relativa do ar para a maior parte da área de abrangência do aviso.
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é importante destacar que, nesse período de temperaturas altas, aumenta a probabilidade de incêndios na vegetação, principalmente, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, tendo em vista que essas regiões se encontram ainda no período mais seco do ano.
Onda de calor
A onda de calor é promovida pelas condições de tempo predominantemente seco, com aumento da insolação, e favorecida pela subsidência atmosférica – quando a pressão atmosférica entre os níveis médios e a superfície aumenta, inibindo o desenvolvimento de nebulosidade, aumentando, também, a temperatura da massa de ar. A configuração de um bloqueio atmosférico relacionado a este padrão de subsidência com o escoamento dos ventos em níveis superiores da atmosfera garante a persistência da onda de calor.


