“Vamos fazer com que o legislativo seja forte e respeitado”, afirma o presidente da Câmara Alessandro Simas

Alessandro Simas (DEM) Foto: Anderson Vieira/Olhar do Vale

Em uma articulação precisa e com o apoio dos vereadores novatos, Alessandro André Moreira Simas (DEM), de 45 anos, se elegeu, de forma surpreendente, presidente da Câmara Municipal de Brusque. Simas está no seu terceiro mandato consecutivo. Na legislatura passada estava como suplente.

Graças a essa costura nos bastidores, não houve concorrente, uma única chapa. A mesa diretora, encabeçada por ele, teve 13 votos a favor e duas abstenções. Fazem parte da mesa diretora André Batisti, o Deco (PL) na vice-presidência, Rick Zanata (Patriotas) como 1º Secretário e Jean Dalmolin (Republicanos) como 2º Secretário. Simas, recebeu a reportagem do Olhar do Vale para falar sobre sua eleição e como será sua postura durante as sessões do legislativo que iniciam em 2 de fevereiro. Confira:

Olhar do Vale: Sobre a eleição da presidência da casa, como ocorrerão as costuras para levá-lo à candidatura única à presidência?

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Alessandro Simas: A gente veio conversando, como já vínhamos tratando isso pós-eleição havia uma vontade de disputar e chegar à presidência. Desde o primeiro momento deixamos claro que íamos tentar compor com todos os grupos, independente de partidos, nós tínhamos que buscar os nove votos. Nós tínhamos sempre claro que, se a gente tivesse os nove votos, iríamos compor a chapa. Então, por isso a gente compôs a chapa com partidos diferentes para dar uma pluralidade de ideias e de pessoas. Fomos construindo com esses grupos e conversando com as pessoas e acabou dando esse resultado. Os partidos apoiaram a ideia.

Olhar do Vale: Nos bastidores, sabíamos que outros vereadores tinham o interesse de ocupar a presidência. Como se deu essas articulações para que essas candidaturas também não viessem a tona?

Alessandro Simas: Eu acho muito justamente por que neste grupo nós termos uma representatividade individualizada dos partidos. Dos dois votos que a gente não teve, do Podemos nós tivemos um voto, com exceção do Partido dos Trabalhadores, dos outros partidos nós tivemos votos. Então foi mais essa construção de grupo, que fez com que eventualmente outra candidatura não aparecesse.

Olhar do Vale: Você faz parte da base de sustentação do governo Ari Vequi/Pastor Gilmar , o fato dos partidos Republicanos, Patriotas e o PL estarem com você na mesa diretora isso dá uma informação para a comunidade que estes partidos também estão com o governo?

Alessandro Simas: Eu acho que desde o primeiro momento essas pessoas que estão nestes partidos deixaram claro que tinham interesse em ajudar, feito isso, nós fomos buscar essa construção. Eu tenho certeza que não serão base de sustentação do governo, mas que estão dispostos a colaborar. E uma coisa que eu sempre falo quanto a Câmara de Vereadores como um todo: Essas pessoas terão as sua opinião e posicionamento aqui na casa. A gente percebeu na discussão desse projeto, que vai vir em fevereiro , que é vereadores não assumirem secretarias, então, posicionamentos de vereadores a gente já percebe, inclusive da base, que muitos são a favor. Respeito as opiniões e posições e além disso, eu tenho certeza que o prefeito Ari e o Vice Pastor Gilmar não vão mandar para a Câmara projetos que são ruins para a cidade. Então, os vereadores estarão juntos para apoiar quanto ao desenvolvimento da cidade.

Olhar do Vale: Sobre este projeto de vereadores não assumirem cargos na prefeitura, qual a sua opinião a respeito?

Alessandro Simas: A minha posição inicial é contrária a este projeto. Essa é uma prerrogativa do vereador. O fato de o suplente ficar amarrado eu não vejo dessa forma. Se o suplente tem as suas posições, tem a sua identidade, se chegar uma situação aqui ele vai dizer não e aí cabe ao titular, descer (da prefeitura para a Câmara), ou tentar argumentar, mas é uma questão que será discutida ainda no mês de fevereiro. Eu tenho certeza que se ouvirmos muito, vamos poder ter uma posição mais firma a respeito.

Olhar do Vale: Como você pretende conduzir o trabalho no legislativo?

Alessandro Simas: Vamos conduzir da maneira que é o nosso perfil, que é conversando com as pessoas, conversando com as lideranças, respeitando cada vereador e a vereadora independente de sigla partidária. A gente vai dar a cada um, o mesmo direito em relação ao regimento interno. Nenhum tipo de distinção. Acho que é dessa forma que a gente tem que trabalhar. Ser imparcial e fazer com que o legislativo seja forte e respeitado. Não é o executivo que manda no legislativo. O legislativo tem o seu poder e é muito maior em termos de representatividade. São 15 vozes que representam praticamente 150 mil habitantes.

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