UTI Covid do Hospital Azambuja já registrou 92 internações desde o mês de julho

Diretor técnico da instituição alerta para letalidade do vírus e para os cuidados que devem ser tomados pela população


A pandemia da Covid-19 tem apresentado uma retomada no número de casos no município de Brusque e região. Na última semana, em especial, foi registrado um pico de atendimentos no Pronto Socorro do Hospital Azambuja, que chegou a realizar, na segunda-feira, 16 de novembro, 210 consultas de pacientes sintomáticos. A média do PS dos últimos 10 dias subiu de 120 para 180 consultas por dia.

Com relação à Unidade de Terapia Intensiva, desde o mês de julho o Azambuja deu início aos trabalhos em um espaço totalmente reformado e equipado para atender os pacientes acometidos com o novo coronavírus. A UTI Covid passou a operar com 10 leitos, credenciados pelo Ministério da Saúde. Já no mês de agosto, mais 12 leitos de UTI Covid foram devidamente instalados, porém, receberam o credenciamento para atender via Sistema Único de Saúde no início de outubro, aumentando a capacidade do hospital em receber pacientes mais graves. Ou seja, Brusque chegou a ter 22 leitos de UTI Covid disponíveis para pacientes do SUS, uma estrutura importantíssima diante do cenário preocupante trazido pela pandemia. Hoje, 12 leitos permanecem credenciados e o hospital aguarda a renovação do credenciamento dos demais dez leitos.

De acordo com o diretor-técnico e chefe de UTI do Azambuja, Dr. Eugênio José Paiva Maciel, desde o mês de julho até esta terça-feira, 24 de novembro, foram realizadas 92 internações na UTI Covid do hospital. Do total dessas internações, 63% eram homens e 27% mulheres. “Esta UTI é exclusivamente para pacientes com Covid-19. Temos também nossa UTI Geral, que atende pacientes com outras patologias. Contamos com um serviço de excelência nos exames de imagem, como tomografia e ressonância, importantes para o diagnóstico e tratamento dos pacientes Covid. Adotamos o mesmo protocolo realizado pelo Hospital Santa Isabel, de Blumenau, com os pacientes em risco de uma ventilação mecânica: mantemos uma boa saturação, um bom funcionamento do pulmão, uma boa hidratação, função renal funcionando e uma boa diurese. O paciente geralmente quando vai para ventilação mecânica usa sedação, analgesia e esquema de antibióticos. Também fazemos controle de laboratório, a fim de observarmos a coagulação do sangue, dentre outros fatores”, assegura o médico.

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Nesta terça-feira, 24 de novembro, 14 pessoas estavam internadas na UTI Covid do hospital, sendo 12 pelo SUS e dois paciente por convênio. 90% dos internados utilizam ventilação mecânica.

Já na área de clínica médica, que também conta com uma ala totalmente isolada para internação de pacientes Covid, com 70 leitos disponíveis, 20 pessoas permaneciam internadas.

Passados quatro meses dos atendimentos na UTI Covid, Dr. Eugênio revela que houve uma evolução muito grande por parte de toda equipe, nos atendimentos realizados. “Aprendemos muito, o médico hoje está muito mais preparado para atender pacientes com Covid-19”, enfatiza.

Cuidado coletivo

O diretor técnico alerta para a importância dos cuidados por parte da população, a fim de frear o aumento de casos da doença. “A virulência da Covid é a mesma, o que acontece é que agora ela está atingindo pessoas com mais imunidade, com menos doenças. Muitas pessoas estão contraindo o vírus e permanecendo em tratamento em casa. A Covid está aí e cada um de nós precisa fazer a sua parte, porque a vacina deve vir somente no próximo ano. Começamos com um pico de 33 internações na UTI no mês de julho. Os números tiveram uma redução nos meses de setembro e outubro, mas agora em novembro já estamos com 17 internações contabilizadas. Isso demonstra que o inimigo continua o mesmo, o vírus não está menos letal e é preciso adotarmos métodos preventivos contra a doença”, ressalta.

O médico enfatiza que manter os cuidados é um ato de coletividade, e que se cada um fizer a sua parte, mantendo o uso de máscaras, uma boa alimentação e atenção à sua saúde, mais chances terá de passar por isso. Um dos anseios de Dr. Eugênio inclusive, é propor ao Ministério da Saúde, um mês de atenção à obesidade, semelhante às campanhas realizadas nos meses de outubro e novembro. O objetivo é chamar a atenção para esta doença, que desencadeia uma série de outras patologias, e que dificultam o tratamento, sendo um agravante no caso da Covid-19, que tirou muitas vidas.

Internações UTI Covid por mês:

Julho                     33

Agosto                 20

Setembro           11

Outubro              11

Novembro         17

(Dados até 24/11)

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