São Luis Gonzaga: Inicia tempo de Crisma na Paróquia

Arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, presidiu a primeira celebração, na igreja Matriz



Na manhã deste sábado, 31 de outubro, na igreja Matriz, a Paróquia São Luís Gonzaga deu início às celebrações de Crisma, que seguem até as primeiras semanas de dezembro, respeitando as orientações de distanciamento social para a prevenção da Covid-19. O arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck presidiu a missa, concelebrada pelo pároco, padre Diomar Romaniv.

“Vivenciaremos a celebração de duas turmas. De um lado, a Iniciação à Vida Cristã (IVC), dentro deste novo método de evangelização de crianças, adolescentes e jovens, em um processo de cinco anos. De outro, os crismandos ainda no método antigo, no qual era separada a Primeira Comunhão, em um processo de dois anos. Nos preparamos com carinho e dedicação para que este momento histórico na vida da Paróquia e na vida desses adolescentes e jovens, fosse bem celebrado”, destaca o pároco, padre Diomar Romaniv.

Ao todo, 520 adolescentes receberão o sacramento da Crisma na Paróquia em 2020, durante 11 celebrações, todas na igreja Matriz. Além do número reduzido de pessoas, se faz necessário o uso da máscara e a higiene das mãos com álcool gel. O Bispo ou o sacerdote não tocam no crismando e, para a unção, se utilizam de um algodão individual. Da mesma forma, é solicitado que o padrinho, testemunha desta fé, permaneça no banco, mas que abençoe seu afilhado a distância, durante o sacramento.

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“Respeitamos as orientações do tempo de pandemia para vivenciar com profundidade e espiritualidade, a alegria que brota do encontro com o Senhor, que nos dá o Espírito Santo”, ressalta o pároco.

Traços do criador

Durante a homilia, o arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, enfatizou a passagem bíblica que revela a criação do homem à imagem e semelhança de Deus.

“Toda criatura traz traços do criador. E a qualidade da vida que levamos se revela na nitidez destes traços. O mundo estaria resolvido se os traços de Deus fossem claros na vida de todos. Mas, quando não somos capazes de identificar esses traços em nós, nossa vida se torna infeliz”, conta Dom Wilson.

O arcebispo, no entanto, faz questão de enfatizar que o homem é criatura e, por isso mesmo, deve sempre buscar uma relação mais estreita com Deus. “Quem nos ajuda é o Espírito Santo a, diante das circunstâncias, ter uma atitude mais correta e a entender as coisas do modo que Deus vê. Espero que cresça em vocês o desejo de fazer o bem. Isso é o que o Espírito Santo faz em nós. Por isso você é crismado”, explica Dom Wilson.

A missão continua

Padre Diomar aproveitou para pedir aos jovens que assumam a missão e que, além de fazer a diferença no mundo, através de seus dons, possam também servir à Igreja entre tantos serviços pastorais existentes. “Temos projetos próprios para essa idade. Já adultos, que possamos recebê-los novamente para a catequese de noivos ou para a vida consagrada. Contamos com o sim de vocês”, pontua.

O pároco também agradeceu aos catequistas, pelo tempo doado e pela vida compartilhada de forma presencial ou online, ao longo dos últimos cinco anos. Já Dom Wilson disse que é sobre a fé dos catequistas que as novas gerações vão construindo sua própria fé. “Quando isso não funciona, a comunidade começa a quebrar. Devemos agradecer e reconhecer que precisamos dos catequistas”, destaca o arcebispo, fazendo o convite para que os crismandos também possam arregaçar as mangas e multiplicar o conhecimento recebido nas aulas de catequese.

Momento especial

No final da celebração, Dom Wilson explicou que não estaria disponível para fotos, até por integrar o grupo de risco, especialmente neste momento, quando volta a aumentar os casos do novo coronavírus em Santa Catarina. Assim, de forma ordenada, os fiéis foram se dispersando e, entre eles, era visível a alegria dos jovens.

“Estava um pouco nervoso, mas não consigo descrever o sentimento de receber a Crisma. Foram cinco anos aprendendo as passagens bíblicas e a história de vida de Jesus. Sem dúvida, quero continuar participando das missas”, diz Pedro Korman de Lemus, de 12 anos.

Arthur Henrique da Silva, 12, também era só alegria por receber mais um sacramento. “A história de Jesus é algo que vou levar para a minha vida. Pretendo ser jogador de futebol profissional, mas nunca vou fugir da igreja”, garante.

Para Sabrina Leal, 13, o sábado foi de celebração. “É um momento especial, que foi muito esperado. Deus pra mim é tudo e foi maravilhoso receber o sacramento ao lado da minha família”, comemora.

Já Vinicius Hodecker, 13, era só inspiração em descrever o que acabara de viver. “Me aprofundei na fé e percebi a união da minha família nesta participação na igreja. Aprendi o que devo e o que não devo fazer. Por isso, espero ter uma vida muito mais iluminada”, detalha o jovem.

Giovana K. Dellagnolo, 13, também demonstrou maturidade na fé. “Agora tenho o Espírito Santo no meu coração e me sinto mais responsável. Com Jesus, aprendi a ter empatia, compaixão e a ser uma boa pessoa”, garante.

Por fim, entre os crismandos, Ana Clara de Farias, 13, manifestou publicamente o desejo de, no futuro, se tornar catequista. “Foi muito bom estudar sobre os ensinamentos de Jesus. Pretendo vir sempre na missa e, mais tarde, ser catequista”, projeta.

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