Ponte dos Bombeiros será interditada por quatro meses a partir de 31 de janeiro

O trânsito em algumas ruas também sofrerá alterações.

Foto: Rafael Zen

A partir de sexta-feira (31) o trânsito de veículos na ponte Mário Olinger (Ponte do Bombeiro) será interditado. Para os pedestres será construída uma passarela. A medida é necessária por conta das obras da Beira Rio Margem Esquerda.

O anúncio foi realizado na tarde desta terça-feira (28) em coletiva de imprensa no gabinete do prefeito Jonas Paegle, com a presença da equipe técnica responsável pelos trabalhos.

De acordo com o engenheiro civil da Pacopedra, Cristian Fuchs, uma das empresas que compõem o consórcio, o cronograma da obra está dividido da seguinte maneira: a primeira etapa, em fevereiro, compreende os serviços de tapumes, relocação da drenagem pluvial existente, relocação da rede de esgoto industrial – Rio Vivo, relocação da rede de água potável 400 mm – Samae e escavação mecânica. Em março, serão realizados bloco de concreto, escavação mecânica, atirantamento do bloco de concreto, demolição de estrutura existente e pilares e vigas de apoio.

Divulgação: SECOM
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Em abril, pilares e vigas de apoio, lançamento de vigas pré-moldadas, lançamento de pré-lajes, vigas transversinas e tabuleiro. A finalização desta etapa dos trabalhos se dará em maio, com tabuleiro, guarda corpo e pavimentação asfáltica.

“Nós do consórcio – Pacopedra, Freedom e Setor Sul – dimensionamos esse trabalho para quatro meses, mas claro que queremos fazer em menos tempo. Tudo vai depender das interferências que tivermos e como vamos resolvê-las. Bem como, a questão climática. Desde novembro estamos trabalhando em execução de estruturas, compra de materiais e adiantando todo o possível. A engenharia também tem os seus prazos e temos que respeitar, para montagem das estruturas, para cura do concreto, etc. Então tudo isso está previsto nesses quatro meses”, ressalta Fuchs.

Conforme a diretora do Departamento Geral de Infraestrutura (DGI), Andrea Volkmann, a obra na ponte foi bem planejada. “Semanalmente fizemos reuniões com a empresa e com todos os envolvidos (Samae, Rio Vivo, Secretaria de Trânsito) e essa etapa vinha sendo planejada com bastante antecedência. O cronograma foi planejado junto com a empresa. É uma obra importante para o município não só pelo canal extravasor e mobilidade, mas também para o transporte coletivo, que é uma das situações que tentamos resolver com esta obra, que vai facilitar o acesso aos bairros”, destaca.

Para o vice-prefeito Ari Vequi é necessário que a população brusquense tenha consciência dos benefícios que a obra da Margem Esquerda trará, que são muito maiores do que os transtornos causados por tempo determinado na interdição da ponte. “Pedimos a compreensão da população, pois a importância dessa obra para a cidade é muito grande. Há muito tempo que a comunidade reivindica uma obra de drenagem desse porte. Como canal extravasor, ela vai dar uma grande redução no nível do rio. Uma maior vazão que vai diminuir as enchentes. Por isso, pedimos compreensão da população nesse momento”, enfatiza.

Sobre as desapropriações Vequi destaca que falta fechar acordo com uma família. “As demais foram todas resolvidas. Existem alguns terrenos vazios, que ainda precisam ser indenizados, mas essas questões estão sendo resolvidas amigavelmente. Precisamos fechar acordo em uma residência para que possamos liberar todo o canal da Ponte Mário Olinger até a Santos Dumont”, explica.

Vídeo: Rafael Zen

O prefeito reitera a necessidade dos cidadãos terem calma e tranquilidade no período das obras na ponte. “Brusque precisa desta obra para garantir o futuro. Para termos qualidade de vida lá na frente. É uma questão de bom senso. O pessoal do trânsito já tomou todos os critérios técnicos para fazer a distribuição do fluxo de veículos. É preciso que a sociedade tenha um pouco de calma na hora de ir para o serviço e buscar as crianças nas escolas. São quatro meses. Vamos torcer que não chova para não atrasar a obra”, frisa Paegle.

Trânsito sofre alterações

Durante a coletiva, o diretor de Trânsito Renato Bianchi falou sobre as mudanças que serão realizadas durante o período da obra. Confira abaixo as alterações:

  • Rua Sete de Setembro (trecho entre a Rua Marcílio Dias e Rua Henrique Rosin “rotatória da Ponte Mário Olinger – Bombeiro”) – passa a ser sentido único bairro-centro;
  • Rua Marcílio Dias – passa a ser sentido único com início na Rua Henrique Rosin (BC Tubos) e término na Rua Sete de Setembro;
  • Rua Henrique Rosin – passa a ser sentido único com início na Rua Sete de Setembro e término na Rua Marcílio Dias;
  • Avenida Bepe Rosa – no acesso para a rua Henrique Rosin fica exclusivo a conversão a direita sentido Rua Marcílio Dias;
  • Ligação Rua Barão do Rio Branco/Rua Carlos Gracher – acesso com a conversão à esquerda na Rua do Centenário (passa a ser sentido duplo até a Travessa Malossi), e posterior à direita na Travessa Malossi, que passa a ter sentido único;
  • Rua Carlos Gracher e Av. Otto Renaux – será instalado um semáforo para dar mais fluidez e segurança neste cruzamento.

“ Durante o período de interdição da Ponte Mário Olinger fica regulamentado por motivos de segurança, velocidade máxima permitida de 50 km/h nos trechos com alterações viárias das Ruas Sete de Setembro, Marcílio Dias, Henrique Rosin, Barão do Rio Branco, Centenário e Travessa Malossi”, acrescenta Bianchi.

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