Dr. Celso apoia exigência do Revalida para médicos cubanos que quiserem ficar no Brasil

Ele ressaltou a possibilidade de asilo político anunciada por Bolsonaro e disse que decisão de Cuba é desumana


O vereador Celso Carlos Emydio da Silva, o Dr. Celso (DEM), defendeu em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira, 20, o posicionamento do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), em relação à saída de Cuba do programa Mais Médicos. O orador deu prosseguimento à discussão levantada por Gerson Luís Morelli, o Keka (PSB), que expressou preocupação com a continuidade do atendimento em saúde às populações mais carentes do Brasil.

Dr. Celso ponderou que Bolsonaro sequer assumiu a presidência da República e já está sendo culpado pela decisão do governo cubano: “Ele não sentou na cadeira ainda. Alguns alinhamentos, talvez, permitam que traçamos alguma linha de atuação futura, mas me chama atenção o fato desta medida de Cuba. Francamente, acho uma atitude desumana. Vimos que as populações ribeirinhas e dos mais longínquos rincões deste país poderão ficar totalmente desamparadas. O programa já tem quase seis anos e, de repente, de forma unilateral, com base não direito em quê, o governo cubano toma essa decisão”.

O parlamentar contou ter recebido médicos cubanos em sua casa, oportunidade em que, segundo ele, tomou conhecimento acerca da situação desses profissionais no Brasil, os salários recebidos e as privações a que estavam submetidos: “Eles tinham um coordenador cubano, a quem tinham que informar aonde iam, não tinham liberdade. O governo cubano recebia em torno de 70% dos salários, enquanto eles ficavam com 25%. No meu ver, foi um programa costurado à margem da Constituição brasileira. Não quero discutir a ideologia cubana. Se eles se formam para dar suor e sangue em prol do seu povo, acho até justo, mas, do ponto de vista da nossa legislação e do nosso modo de viver, o conflito é total”.
Revalida e asilo político

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“Tivemos uma eleição, Bolsonaro se elegeu, por que é que Cuba não fica?”, questionou Dr. Celso. “A Constituição prevê o Revalida. Se você for trabalhar em qualquer país, passará por um teste de proficiência”, observou o vereador, referindo-se ao exame de validação de diplomas médicos obtidos no exterior – uma das condições anunciadas por Bolsonaro para a continuidade do país caribenho no Mais Médicos.

“Vimos coisas que médico bem formado não faz. Se procurar nas unidades de saúde, encontraremos enfermeiras que alteraram o medicamento porque as doses estavam excessivas. Pessoas tiveram que ser internadas, correndo até risco de vida”, comentou. “Esta não foi uma atitude xenófoba do governo brasileiro. Uma vez que o indivíduo fizer o Revalida, poderá, dentro da legislação brasileira, ter uma vida normal, receber seu salário, criar sua família e pagar seus impostos. Concordamos plenamente com isso. O Bolsonaro fez uma colocação perfeita: se quiseram ficar, vamos dar asilo político”.

Notícias de Brusque e Região.

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