Golpe no tráfico: mega operação desmantela grande quadrilha em Brusque

Foto: Wilson Schmidt Junior -

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Brusque – A quinta-feira (11) começou com ótimas notícias para a sociedade brusquense, principalmente no que se diz à segurança pública, já que uma mega operação realizada entre a Polícia Civil e Militar de Brusque, Gaspar, Balneário Camboriú, Blumenau e Itajaí desmantelou uma das maiores quadrilhas da região. Cabia ao bando grande parte do abastecimento de drogas para o tráfico existente nos bairros Steffen e São Pedro. Os agentes de aplicação da lei, comandados pelo delegado Alex Bonfim Reis, responsável pela Divisão de Investigações Criminais (DIC) da Delegacia de Polícia Civil de Brusque, começaram as diligências nesta manhã.

Os policiais estiveram ao todo em sete domicílios pertencentes aos integrantes do grupo criminoso, aonde prenderam quatro envolvidos por meio de mandados de prisão expedidos pelo Poder Judiciário. São eles Alfredo Teixeira, vulgo Gordo, tido como o chefe da quadrilha; Felipe Reis de Amaral, Gilberto Antônio Begnini, vulgo Gringo; e Edelmiro Amaral de Lima, vulgo Neto. Além dos detidos, outras três pessoas também foram abordadas e conduzidas para a delegacia. Porém, a sua participação no esquema de tráfico ainda será apurada. Dois integrantes do bando continuam foragidos.

A quantidade de drogas tirada de circulação pelos policiais impressiona. De acordo com o delegado Alex, são cerca de cinco quilogramas de Crack e mais meio quilograma de Cocaína, sem contar as partes já fracionadas e destinadas à venda. A quantia de entorpecentes renderia aos traficantes aproximadamente R$ 200 mil, depois de ser vendida em varejo. “A quantidade de droga e de dinheiro surpreendeu à todos (…) é uma quantidade bem significativa que abasteceria por muito tempo o mercado”, disse ele, em entrevista à imprensa.

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A operação, ainda segundo Reis, visava o topo da cadeia de fornecedores de drogas na região. “Aquele que fornece para os pequenos pontos de distribuição. A gente sabe que só atacar o ponto de distribuição é pouco eficaz. Tira-se aquele pequeno traficante e no dia seguinte já tem outro. Tanto é verdade que o principal responsável, o Alfredo, mantinha um ponto de tráfico na Rua Flávio Luz. Pra se ter uma ideia, ocorreu ali o homicídio de um traficante. Dois dias depois, já tinha um outro traficante vendendo drogas naquele mesmo local”, pontuou.

Ele considerou a mega operação uma resposta para a sociedade que muitas vezes denuncia o fato ilícito em sua comunidade e não obtém uma resposta imediata. Pediu, inclusive, para que continuem abastecendo o setor de investigação com informações. Explicou que é um processo demorado mas que, ao final, resulta de maneira mais eficaz. “Devemos isso hoje, graças a essa interação muito grande da Polícia Civil e Militar”.

“Marajá”

Apesar de não executar nenhuma atividade laboral lícita, Alfredo Teixeira possui um patrimônio considerável. Destaca-se um veículo de luxo Honda CRV, uma residência em um prédio de três andares que ele mesmo construiu, uma série de pequenas quitinetes (para outros traficantes trabalharem) e, também, um aparelho Televisor de aproximadamente 60 polegadas. “Um patrimônio construído na desgraça dos outros, no tráfico de drogas. Nada que ele tinha veio de trabalho legal”, afirmou Reis.

O trabalho dei nvestigação ainda não terminou e novas prisões podem vir a ocorrer no município de Brusque. “O que a gente quer transmitir é que os traficantes, cedo ou tarde, serão presos. Eles podem escapar uma, duas, dez vezes. A gente só precisa prender uma vez. É esse o recado que a gente quer passar”, finaliza.

por Wilson Schmidt Junior

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