Renato Munhoz é reeleito presidente da OAB Subseção de Brusque


O processo eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional de Santa Catarina, foi realizado nesta quarta-feira, 28 de novembro, das 9h às 17h. Na OAB Subseção de Brusque, o atual presidente,  Renato Munhoz, foi reeleito através da Chapa 101, com 79,29% dos votos válidos.

“É um momento gratificante para nós que, depois de três anos de trabalho, tivemos este reconhecimento expressivo dos advogados que integram a nossa Subseção. Sabemos da responsabilidade que temos pelos próximos três anos e encaramos com coragem este desafio, que é ainda maior. Continuamos firmes nesta empreitada que inicia no dia 1º de janeiro de 2019, com os olhos voltados, sobretudo, para a jovem advocacia, com quem haveremos de conduzir o destino da nossa Subseção”, avalia o advogado.

Apesar de a reeleição garantir a continuidade dos projetos em andamento, há renovação de 60% dos membros nesta nova diretoria eleita. “Passamos por uma oxigenação nos quadros desta chapa através da renovação da maioria dos nomes. Isso significa um conjunto de novas ideias, especialmente porque se tratam de jovens advogadas e advogados, inclusive com duas colegas que completarão cinco anos de exercício da profissão no mês de dezembro”, descreve.

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Pela segunda vez na história da OAB Subseção de Brusque uma mulher assumirá a vice-presidência da entidade. Trata-se da advogada Jordana Cristina Staack Ristow que durante esta gestão, finalizada em dezembro, foi presidente da Comissão da Mulher Advogada.

Ela garante que aceitou o convite com alegria e que o intuito é continuar o trabalho de valorização e de integração da mulher advogada nas atividades da Subseção. “Acredito no resultado deste projeto. Hoje, nas nossas assembleias mensais, já observamos a paridade. Cerca de 50% das pessoas que estão presentes são mulheres”.

Em Santa Catarina duas chapas concorreram à presidência da Seccional. A chapa local apoiou Hélio Brasil (Chapa 82), que alcançou o expressivo resultado de 74,89% dos votos válidos na cidade, sinalizando o descontentamento da advocacia brusquense com a atual gestão da OAB/SC. “Esperamos que nos próximos três anos haja efetiva atenção às Subseções e à advocacia do interior. Nada obstante, finalizado o processo eleitoral, a OAB é uma só e de toda a advocacia. Este será o nosso basilar princípio”, enfatiza Renato Munhoz.

Um dos coordenadores da Chapa 82,  Marcus Antônio Luiz Da Silva (o Marcão), enalteceu a pequena diferença no resultado estadual. “Mostra que a advocacia de Brusque não se compraz com traição política. Nos faltaram apenas 71 votos para alcançarmos a vitória, ou seja, foi uma eleição magnífica contra o poder econômico, contra a estrutura que é usada e abusada. Se descontarmos 20% de advogados que não puderam votar por não estarem em dia com suas anuidades, que está entre as cinco mais caras do Brasil, e mais 20% de abstenções, percebemos que a vitória veio com medíocre expressão. A classe de advogados de Santa Catarina, lamentavelmente, foi dividida por um ato de traição política, trazendo ruptura e inequívoca desunião, ao contrário do que a situação falsamente propalava”, esclarece.

Processo eleitoral

De acordo com a presidente da subcomissão eleitoral de Brusque,  Karin Rodrigues, o processo de votação transcorreu normalmente na Subseção. Uma das novidades foi o uso de duas urnas eletrônicas, dado o aumento do número de advogados aptos a votar (535).

“Foi um processo bastante tranquilo, desde a organização até o encerramento do processo eleitoral. Nós recebemos todas as orientações da Seccional de Florianópolis e hoje, bem cedo, os técnicos do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estiveram aqui, para instalar as urnas eletrônicas. Ao todo, 11 advogados estiveram envolvidos voluntariamente neste trabalho”, conta a advogada.

Segundo ela, o clima foi de respeito e harmonia durante todo o dia. “Estávamos bem orientados para agir em casos de imprevistos e mantivemos o contato direto com a Seccional. Tudo, sem exceção, foi plenamente atendido”, afirma a presidente da subcomissão eleitoral de Brusque.

Como a votação era obrigatória, advogados que não participaram do processo eleitoral deverão justificar sua ausência. A multa de não comparecimento pode chegar ao valor de até 20% sobre o pagamento da anuidade.

“Fico contente pela oportunidade de exercer esta função que exige responsabilidade. Mas abracei com carinho a causa de defender a profissão que escolhi. Por isso, participo das Assembleias, das Comissões e estou à disposição para o que for necessário. Para a nossa Constituição é indispensável o exercício do Direito para a administração da justiça e este envolvimento depende de todos nós”, avalia.

Integração e valorização

A principal bandeira empunhada pela Chapa 101 é buscar, junto à sociedade civil organizada e, principalmente, entre os operadores do Direito, o apoio necessário para a instalação de mais duas varas cíveis na Subseção.

“O número de processos que temos é absurdo. Outras comarcas têm menos processos e mais varas disponíveis. É essencial que tenhamos uma melhor prestação da tutela jurisdicional na Comarca”, destaca Renato Munhoz.

Outra frente de trabalho será o investimento na formação continuada, através de cursos de aprimoramento. Hoje, para se manter atualizado no mercado, é preciso que o advogado conheça ferramentas de gestão, informática, finanças, entre outras. E, cada vez mais, a OAB Subseção de Brusque se consolida como um espaço que dissemina o conhecimento e fomenta a profissionalização do setor.

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