PL que proíbe o fornecimento de canudos plásticos é rejeitado em segunda votação

Vereadores contrários à proposta defenderam campanhas de conscientização em vez de legislação aplicada aos estabelecimentos


Durante a sessão ordinária desta terça-feira, 12 de março, vereadores rejeitaram, em segunda discussão e votação, o Projeto de Lei Ordinária nº 25/2018. A proposta, que havia sido aprovada em primeira votação, proibiria o fornecimento de canudos confeccionados com material plástico em restaurantes, lanchonetes, bares, padarias e por vendedores ambulantes. A matéria ainda propunha a mesma aplicação aos clubes noturnos, salões de dança e eventos musicais no município de Brusque.

2º votação
Os vereadores Alessandro Simas (PSD), André Rezini (PPS), Celso Carlos Emydio da Silva, o Dr. Celso (DEM), Cleiton Luiz Bittelbrunn (PRP), Jean Pirola (PP), José Zancanaro (PSB), Leonardo Schmitz (DEM) e Paulinho Sestrem (PRP) integraram a maioria que se posicionou contrária ao projeto. Entre os que votaram a favor, estão Ana Helena Boos (PP), Claudemir Duarte, o Tuta (PT), Gerson Luís Morelli, o Keka (PSB), Ivan Martins (PSD), Marcos Deichmann (Patriota) e Sebastião de Lima, o Dr. Lima (PSDB).

Legislação e conscientização
Leonardo Schmitz que, inicialmente havia sido favorável à proposta, se declarou contrário na segunda votação. “Acredito que a conscientização é a melhor chave. Há o problema que, uma vez retirado o canudinho e as pessoas não se adequando, pode aumentar o consumo de copos plásticos”, justificou o vereador. “Já vi que nosso presidente [Jair Messias] Bolsonaro está vindo com uma campanha de conscientização sobre lixo na natureza. Então, vindo uma posição forte do governo nacional, acredito que os municípios vão trabalhar cada vez mais com isso”, disse.

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“O canudinho é uma peça bem pequena diante do problema ambiental em todo o mundo. Seria uma forma de incentivar as pessoas a utilizarem produtos biodegradáveis”, disse o vereador Marcos Deichmann, autor do projeto, em conjunto com a vereadora Ana Helena Boos. O vereador afirmou que, a partir de agora, irá fiscalizar ações educacionais do Executivo em relação ao problema. “O governo municipal assume o compromisso de fazer campanhas de conscientização para questões ambientais. Vamos cobrar efetividade quanto a isso”, frisou o vereador.

“A conscientização é importante. Mesmo que alguns vereadores não sejam favoráveis ao projeto, acredito que foi válido e a Câmara fez o seu papel”, avaliou Tuta Duarte. O vereador afirmou que as discussões no Legislativo acerca da matéria devem repercutir favoravelmente na comunidade, gerando reflexão sobre os hábitos de consumo.
Jean Pirola afirmou que recebeu várias retaliações de brusquenses quanto ao PL. “A conscientização adequada seria o descarte correto, aí eu concordaria e votaria a favor. A partir do momento em que você proíbe, você está intervindo na vida das pessoas, não está dando uma alternativa, uma condição dessa pessoa se conscientizar”, pontuou.

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