“Ele está mentindo”, afirma Ivan Martins sobre Keka


Tinha tudo para o vereador Ivan Martins (PSD) assumir a presidência da Câmara Municipal de Brusque. Estava tudo combinado entre o bloco de situação, que até então teria dez votos, ou seja, a maioria e facilmente o elegeria. Sessão do dia 17/12. Tudo certo! O agora ex, mas naquele momento atual presidente José Zancanaro (PSB) e seu vice, Ivan Martins renunciariam para que o 1º Secretário Keka, convocasse a sessão extraordinária ainda para 2019 onde ocorreria a eleição de Ivan como presidente e Zancanaro como vice.

Acontece que nem tudo fluiu como era o desejo do bloco de situação, que agora ficou com nove votos. Com a renúncia de Martins e Zancanaro,  Keka assumiu interinamente a presidência e  convocou eleições apenas para fevereiro. Também  se lançou candidato a presidência, na tentativa de ter mais tempo para conseguir angariar votos. Teoricamente tem seis votos da bancada de oposição e teria que buscar pelo menos mais dois votos da situação. Encerrou a sessão, o parlamentar saiu correndo sem dar explicações, o que ocorreu em uma entrevista coletiva realizada ontem (19).

O vereador Keka alega ter tomado essa decisão por estar cansado de acordo e negociatas e quer que a Câmara de Brusque tome um novo rumo, com ele na presidência.

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A reportagem do Olhar do Vale entrou em contato com o ex-vice presidente da mesa diretora e candidato à presidência da casa, Ivan Martins, para comentar as declarações de Keka.

De acordo com Martins, as negociatas da qual o presidente interino se refere, são apenas acordos normais que se faz em toda eleição para a mesa diretora:

” Todos nós sabemos, isso não foi feito nada escondido. Em todas as legislaturas acontecem as conversações que as bancadas dos partidos fazem quando  da composição para a mesa diretora. É de praxe. Nós também fizemos uma reunião com os vereadores do nosso bloco, a exemplo do que eles fizeram lá atrás no primeiro ano de mandato e conseguiram eleger na época o vereador Jean Pirola. Isso é natural, não é ilegal. O que me deixa confuso é que o vereador Keka assumiu um compromisso conosco. Ele diz que não, mas assumiu sim. Ele está mentindo. Ele participou de reuniões que colocaram o vereador José Zancanaro na presidência, inclusive.  E o compromisso foi que o Zancanaro ficasse neste ano de 2019 e em 2020 seria eu o presidente da Câmara”, afirma.

Ivan afirma que estava tudo acordado, quando começou a notar uma conduta diferente de Keka:

“As coisas foram acontecendo e nós vimos que o Keka estava meio reticente. Nós convidamos ele para participar de uma reunião na casa do vereador Cleiton Bittelbrunn e convidamos ele e ele não foi. O vereador Léo iria ser o vice presidente, maso  Keka fez uma imposição de que queria que o José Zancanaro fosse vice. Então o Léo abriu mão em detrimento desta indicação. Como o Keka não apareceu, no dia seguinte pela manhã eu entrei em contato com ele e fui até a Câmara e conversar”.

Nesta conversa, Martins queria saber o motivo de o vereador não comparecer às reuniões:

” Perguntei qual era o problema e ele disse que estava  tudo certo, mas que queria duas situações: primeiro pediu para não mexer na gratificação de 40% que os funcionários da Câmara ganham. Eu disse que eu não iria mexer porque existe uma ação judicial onde está sendo questionado através do Ministério Público a legalidade dessa gratificação que foi dada aos servidores há muitos anos, então não há razão para eu criar uma situação antes do julgamento. Falei que iríamos aguardar o julgamento. Ele ficou satisfeito com isso. E em segundo lugar ele disse que o vereador José Zancanaro teria que ser o vice.  Eu o comuniquei  que  o Zancanaro seria o candidato a vice. Aí o Keka disse que então estava tudo certo, ele se comprometeu. Disse que marcaria a extraordinária após a nossa renúncia e eu levei ao conhecimento dos vereadores.Fizemos outra reunião no dia 16 e ele não compareceu novamente. Para a nossa surpresa, para surpresa pelo menos do nosso bloco, pois isso não é verdade que só ele estava sabendo, ele encerrou a sessão, marcando a extraordinária para dia 4 de fevereiro. Ele tomou essa decisão e foi embora sem dar satisfação para nós nem para a imprensa”.

De acordo com Martins essa decisão foi tomada por que ” porque incutiram na cabeça dele que ele poderia ser o presidente da Câmara, então ele fez isso para ter tempo para buscar os votos necessários para ser o presidente da Câmara. Ele poderia ter chegado no nosso grupo e ter dito para nós, olha eu tenho interesse, que nós iriamos decidir no grupo de forma democrática e ele não o fez.  A verdade é que o Keka é uma pessoa complicada, ele não tem coragem de falar as coisas, sabe? Ele fica guardando isso para ele e ele fica tirando conclusões , muitas vezes precipitadas e muitas vezes conclusões  que vêm prejudicar ele próprio. A gente já viu vereadores que queriam a presidência da Câmara e não conseguiram atingir o seu objetivo que era a reeleição”, finaliza.

Texto: Anderson Vieira

 

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