Jovens da Apae participam de curso de profissionalização em parceria com a Prefeitura de Brusque


Cerca de 10 jovens da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Brusque (Apae) participaram na quinta-feira (23) de formação após curso profissionalizante promovido pela Prefeitura de Brusque e outras entidades parceiras.

A ação faz parte do Programa de Iniciação ao Trabalho (PIT) da Secretaria de Assistência Social e Habitação de Brusque, em parceria com o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE). Além da Apae, a atividade ainda teve apoio do CMID, Instituto Federal Catarinense, Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comdef), entre outros.

Segundo o secretário de Assistência Social e Habitação de Brusque, Deivis Junior, essa capacitação é mais um momento importante da pasta por visar a profissionalização do público com deficiência intelectual. “Fizemos a entrega de certificados para estes alunos com o objetivo de ressaltar a importância da inserção destas pessoas, não somente no mercado de trabalho, mas também no dia a dia da sociedade”, cita.

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Sobre a iniciativa
Durante pouco mais de dois meses, os alunos da Apae tiveram cursos adaptados em atividades em que pudessem se aprimorar. Conforme a professora de iniciação para o mercado de trabalho e pré-qualificação, Joice Vilma Borinelli Diegoli, os alunos tiveram vários trabalhos de campo, além de participarem de aulas de informática, ciclos de oficinas e se relacionarem com temas da atualidade. No total, o curso teve 40 horas de atividades. “Foi uma iniciativa muito interessante, pois percebemos que através destes cursos eles melhoram a autoestima. Também foi uma oportunidade de que eles tivessem contatos com outros alunos e pudessem se expor mais”, ressalta. “Para fechar, ainda fizemos um trabalho voluntário, no terminal, onde entregamos pirulito para pessoas em troca de abraços. Foi muito legal, poder chegar perto da pessoa para abraçar, teve um deles que ainda teve uma resistência, mas depois ficou muito feliz”, conta.

“Mercado para os DI’s ainda é desafiador”
A professora de qualificação para o mercado de trabalho, Sandra Sapelli de Almeida Waldrigues, enaltece a iniciativa proporcionada aos alunos. Ela explica que o cenário do mercado de trabalho hoje ainda é muito desafiador para os deficientes, principalmente para os intelectuais. “Percebemos que o deficiente visual tem algumas adaptações, óculos, cirurgias, com algum apoio se coloca no mercado trabalho; o deficiente físico se adapta também, pode usar cadeira de rodas, mesa, mas para o intelectual o desafio é maior, porque precisamos de apoio, mas muitas vezes esse apoio é humano, pessoas que tenham um olhar especial, de inclusão, que realmente consigam dar oportunidades para esse profissional na empresa, e isso envolve participação. É necessário um olhar específico, e nem todo mundo tem a paciência e esse olhar especial para lidar com o deficiente intelectual”, ressalta.

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