China: A grande fábrica do mundo!

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Estou lendo um novo livro sobre a China. Já foram alguns os livros lidos e, com surpresas cada vez mais interessantes. A história da ascensão econômica da China é impressionante. País de 1,3 bilhão de habitantes, em uma área física pouco maior que o Brasil, transforma-se em poucos anos na 2ª maior economia do mundo, em números absolutos é verdade, pois sua renda “per capita” continua, ainda, muito baixa.

Aos poucos, fruto de sua disponibilidade de pessoas para trabalhar (a China possui o maior estoque de mão de obra do mundo) e do baixo custo operacional, a China transforma-se na maior fábrica do mundo. A princípio, com produção de itens sem valor agregado (motivo de chacota e piada em todo mundo, posteriormente) como um grande “player” internacional, com exportação, inclusive, de produtos com tecnologia embarcada.

Como conseguiu chegar a esse patamar? Vejamos alguns pontos citados no livro “A China Sacode o Mundo” de James Kinge:

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– O câmbio é determinado pelo governo, mantendo-se o dólar, artificialmente desvalorizado;

– Não têm, praticamente, nenhum benefício previdenciário;

– Não há sindicatos independentes na China;

– Padrões de Segurança e Saúde Ocupacional são insignificantes e não oneram a produção;

– Sistema bancário estatal financia com crédito barato as estatais e, não têm nenhumapreocupação com a cobrança das dívidas;

– A área de meio ambiente não apresenta dificuldades para as empresas, pois os controles ou inexistem ou são frouxos;

– Não existe proteção contra o roubo da propriedade intelectual, porque os tribunais são corruptos ou estão sobre o controle do governo;

– O governo mantém subsídios fortíssimos em insumos como água e eletricidade.

Evidente que todos esses fatores fazem a China transformar-se em uma potência industrial moderna.

Os Estados Unidos da América, que já teve 22% da população economicamente ativa (PEA) locada na indústria, hoje tem 15%, pois várias indústrias americanas passaram a produzir naquele país.

A desindustrialização que ocorre no Brasil tem, um dos seus vetores, na produção que migra para a China. Evidente que não é só esse motivo, mas devemos considerá-lo no elenco de motivos que nos conduzem a esse fenômeno da desindustrialização.

A pergunta que não quer calar e é feita, hoje, em vários países: “E quando grande parte da produção industrial migrar para a China como ficarão os preços?” Bom que pensemos sobre isso!

 

 

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