Célio Vargas: O caminho entre o menino que vendia pastéis e o empresário bem sucedido de Botuverá

Célio já foi considerado por alguns, o rei da pólo e hoje é investidor na PET GUSTO no SITIO DE EVENTOS VÔ CÉLIO e no INSTITUTO RESIGNIFICAR. Além disso, mantém em sua propriedade uma marcenaria hobby, para as horas de folga onde se dedica a marchetaria, que é arte de misturar madeiras.

 

Todos almejam vencer na vida. Ser bem-sucedido naquilo que faz. Para conquistar a vitória é preciso bem mais do que trabalhar duro. É preciso coragem, autoconfiança, estratégia, esperança, disciplina e persistência. Requisitos estes que podem ser notados em grandes empresários que no passado não tinham nada ou muito pouco, mas não desanimaram e conquistaram o seu espaço.

Essa é a história de um menino de família simples, nascido na localidade de Oliveira, em Tijucas, que saía às ruas a pé para vender pastel quando criança, mas, com o passar do tempo, se transformou em um grande empresário, transformando vidas e gerando emprego na cidade em que reside até hoje: Botuverá.

Célio Vargas, hoje com 62 anos, era o quarto da leva de oito filhos do casal Lídio e Matilde Vargas, ambos já falecidos. O pai tinha uma serraria, que depois de uma certa idade, muito cansado, resolveu se mudar com a família para Brusque.

Publicidadeessências florais

A vida de Célio começou na roça, tratando os animais. “Tratei até os doze anos duas vaquinhas, depois dos 12 anos meu pai arrumou para eu vender pastéis na rua. Uma senhora fornecia os pastéis e eu vendia”, conta.

E lá ia o pequeno Célio; saia do Jardim Maluche, descia no Azambuja depois ia pro Santa Terezinha até a Santa Rita, aí ia para o centro. Sempre a pé.
Seu Célio conta que estudava de manhã, percorria estas ruas a tarde e a noite quando tinha treino do antigo C.A. Carlos Renaux era pra lá que se dirigia. Os treinos na época em que ele era criança reunia um excelente público, afirma o hoje empresário e investidor.

“Com uma cesta no braço, eu saia gritando: pastel, bananada, sonho e quem ouvia, me parava e comprava. A melhor venda era nos dias de treino porque ali vendia a cesta inteira em duas horas e essa era a minha vida até os 13 anos”, abre um sorriso Seu Célio. O então vendedor aliava o trabalho com os estudos. “Sempre estudei e na época fazia o ginásio depois o segundo grau. Eu escolhi contabilidade”(mas na realidade nunca usei).
Aos 14 anos, o então vendedor de pastel foi aprender o ofício da tornearia. Ele começou a trabalhar como ajudante na oficina de consertos Zucco. Onde atuou como torneiro até os 17 anos. Depois veio a Fundição Hérculis, onde atuou por mais dois anos, depois, Sousa cruz, INSS (antigo INPS)

Saiu para trabalhar na Fiação Renaux. Fez concurso para ser programador de computador. Eram doze candidatos para duas vagas. Passou, mas a empresa entendeu que a tendência dele era para outra área: poderia escolher entre contabilidade e manutenção. Ele escolheu a mecânica. Seu Célio ficou oito anos na empresa.

A Fiação Botuverá

Em 1985, foi dentro da Renaux que houve um convite de um colega para integrar a sociedade a recém criada Fiação Botuverá (Fibla).

Seu Célio foi o nono sócio da empresa e relutou para aceitar. O convite foi feito para atuar como mecânico, área do seu conhecimento. “fui convidado pra vir trabalhar como mecânico, montador e depois gerenciar a empresa, resisti bastante, pois estava em uma empresa,na época, consolidada. como eu tinha uma oficina de torno em casa, paralelo ao meu trabalho na fábrica, já trabalhava 14 horas por dia, mais ou menos, ele (o sócio majoritário) se interessou talvez mais na oficina do que em mim”, ri.
Trabalhou na Fibla por dez anos

Sessão Solene


No dia 07 de Agosto de 2018 os idealizadores da Fiação Botuverá foram homenageados com a comenda do mérito municipal em sessão solene da Câmara de Vereadores do município . A partir da Fibla, várias outras empresas nasceram, alavancando a economia de Botuverá. Transformando a cidade, antes agrícola para industrial.

Gratidão e reconhecimento

Ao sair da empresa, um novo desafio o aguardava, o do voo solo. Mas para qual caminho seguir? A solução veio depois de uma conversa com seu cunhado. “Em uma conversa com o cunhado Beto Staack (Aradefe Malhas), onde eu reclamava de que as coisas na Fibla não saiam do lugar, que o maquinário era velho. Ele virou para mim e disse: “Por que você não faz camisa gola pólo? É uma coisa que está em alta e tem pouca gente fazendo na nossa região. No começo relutei, mas depois de um tempo, contrariando a opinião até de familiares cheguei para o Beto e perguntei: “Aquela proposta ainda está de pé? E o Beto comentou: “A hora que você quiser”. Aí respondi: “agora eu quero”. Seu Célio revela toda a gratidão que tem pelo cunhado: “Eu gostaria de deixar registrado aqui a gratidão ao Beto pelo grande empurrão que me deu”.

Nasce a a Ricceli Polo

Em novembro de 1995, seu Célio montou a primeira confecção: A Ricceli Polo. “eu comecei a fazer um galpão de 9m x 4m, na verdade uma sala, foi o início, tem a marca dele lá ainda, agora em um galpão de mais de 1600 m²”, revela.

A experiência foi chegando com o tempo de trabalho. ” nós tínhamos uma noção de confecção, mas não de pólo, então, o que eu fazia, todos os dias as 6 h da manhã, eu ia até o Limoeiro em Brusque buscava uma senhora que nós contratamos para nos ensinar a fazer camisa gola polo ao meio dia, eu a levava de volta pois até as dez da noite ela trabalhava na Tifá, uma empresa de Brusque”, comenta.

Meu grande incentivador sempre foi o Beto, foi com malhas dele, da ponta de estoque que comecei a fazer as primeiras camisas, ele vendia ou doava e me mandava mais malhas, e assim fez por um bom tempo, assim eu e minhas costureiras fomos pegando experiência,aí começamos então a arriscar um pouquinho mais”, reconhece  A empresa foi vendida em 2014 com 63 funcionários.

PetGusto:  Um empreendimento inovador


Com o talento nato para empreender, seu Célio faz parte do quadro societário da empresa PetGusto ao lado da filha Gisele, empresa especializada em alimentação natural e saudável para cachorros.

Com investimento de mais de R$ 200 mil, a empresa hoje possui toda uma estrutura de uma cozinha industrial para atender com uma alimentação natural rica em proteínas necessárias para qualquer tipo de cães.

O crescimento tem acontecido em virtude de ser uma das poucas empresas em Santa Catarina a oferecer uma alimentação balanceada e saudável para nossos amiguinhos.

A empresa oferece entrega grátis para as cidades de Brusque, Guabiruba e Botuverá, e está com projetos ousados para um futuro muito próximo.

Seu Célio além de investidor na PETGUSTO , tem uma historia de amor por cães: Recentemente adotou um cão de rua. O animal apareceu em sua casa totalmente debilitado e hoje tem uma excelente saúde e é logico, comendo somente comida natural.

Mais informações sobre a PETGUSTO podem ser obtidas pelo telefone 47 9 984126063. Para finalizar, o empresário agradece: “meus agradecimentos a Deus e toda minha família que sempre me ajudaram em tudo, que com seu incentivo e trabalho, nos tornamos uma família próspera e feliz. Obrigado a todos”.

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