Itajaí se despede dos barcos da The Ocean Race com espetáculo de cores e grande público

Foto: Divulgação/The Ocean Race

Itajaí se despediu dos cinco barcos que disputam a The Ocean Race neste domingo (23). Uma multidão de espectadores acompanhou a partida dos veleiros na Vila da Regata e nos Molhes da Barra. Os times Biotherm (FRA), Holcim-PRB (SUI), Malizia (ALE), Guyot environnement (FRA/ALE) e 11th Hour Racing (EUA) largaram para Newport, nos Estados Unidos, por volta das 14h, após a largada em alto mar. Serão aproximadamente 17 dias no mar até a próxima parada da corrida.

A partida dos velejadores mais destemidos do planeta iniciou com um desfile pela Vila da Regata, por volta das 11h, com a participação da Banda Filarmônica do município. Em seguida, o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e o prefeito de Newport, Xaykham Khamsyvoravong, participaram de uma cerimônia de troca de bandeiras, que simboliza a passagem de bastão para a próxima cidade-sede da regata.

“É um orgulho para o Município de Itajaí ter recebido a The Ocean Race pela quarta vez consecutiva e ser a única parada da América Latina. Esse evento internacional gera inúmeros benefícios para a cidade, movimenta o turismo e a economia da região em mais de R$ 100 milhões, bem como dá visibilidade a nossa cidade a nível mundial. A The Ocean Race ainda nos deixa um legado importante de sustentabilidade e estimula diversas práticas de proteção aos oceanos”, destacou o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni.

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Os barcos saíram do píer da Vila da Regata por volta das 11h45 e foram acompanhados de um espetáculo pirotécnico de cores e sons. O grande público que estava na Vila também aplaudiu a saída de cada barco competidor.

“É um evento que nos ajuda e nos prestigia em muitos aspectos, econômico, cultural, esportivo. E nos eleva à condição de receber uma competição com essa envergadura, que é a fórmula 1 dos mares. Então, para Santa Catarina, para Itajaí e para o Brasil é um evento extraordinário, queremos manter essa parceria para mais edições”, afirmou o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello.

Disputa começou acirrada

Em alto mar, os veleiros da competição deram duas voltas no entorno de um circuito retangular antes de partir para a próxima etapa. A equipe francesa Biotherm conseguiu abrir vantagem logo no início da disputa e saiu na frente. Nas posições seguintes, a disputa foi acirrada.

O time suíço Holcim-PRB ficou com o segundo lugar após ultrapassar a equipe Malizia, que partiu na terceira posição. Os barcos Guyot environnement e 11th Hour Racing deixaram a cidade em quarto e quinto lugares, respectivamente, após queimar a largada e ter que retornar para o início do circuito.

“O barco não estava em boa forma quando chegou e foi um desafio consertá-lo. Eu acho que nós temos um barco realmente bom para o resto da corrida. Estamos muito confiantes para correr esta etapa, o barco tem uma boa velocidade nessas condições. Vamos dar o máximo, o pódio não está muito longe e podemos alcança-lo”, disse o capitão da Biotherm, Paul Melhiat, antes da partida de Itajaí.

A quarta etapa da competição terá pouco mais de 5 mil milhas náuticas de distância. Os velejadores devem ficar até 17 dias no mar, com previsão de chegada para os dias 9 ou 10 de maio. É possível acompanhar a posição dos veleiros aqui

Compromisso com os direitos dos oceanos

Antes da largada dos barcos neste domingo (23), o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, e o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, assinaram uma Declaração Universal dos Direitos do Oceano. O gesto de apoio à preservação dos mares já foi feito por importantes figuras do cenário político mundial, repetido pelas autoridades catarinenses e entregue ao presidente da The Ocean Race, Richard Brisius.

A declaração será guardada dentro do “bastão da natureza”, confeccionado com madeira encontrada boiando no oceano, que começou a viajar pelo mundo em maio de 2021. O símbolo já passou pelas mãos do presidente francês Emmanuel Macron, o ex-senador americano John Kerry e o último foi o secretário-geral da ONU, António Guterres, além de estar presente em todas as conferências da ONU sobre o clima. 

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