IBGE: Santa Catarina atinge 96,5% dos domicílios recenseados


A quatro semanas para finalizar o prazo de entrega dos primeiros dados para o Tribunal de Contas da
União, o diretor de pesquisa, Cimar Azeredo, e o gerente técnico do Censo 2022, Luciano Tavares Duarte,
anunciaram que a instituição está adotando a estratégia de intensificar esforços nos municípios com até
170 mil habitantes, que têm o cálculo do Fundo de Participação afetado pelo índice populacional do IBGE.
A título de exemplo, em Santa Catarina, a média de recenseamento desses municípios está em 89%,
enquanto a capital Florianópolis ainda está em 67%. Uma das estratégias que o IBGE vem tomando é a de
mobilizar recenseadores de municípios mais adiantados.


Os possíveis municípios que não forem 100% recenseados até o final do mês, terão um tratamento
estatístico a ser feito pelo IBGE com base nos dados deste Censo, que seguirá no próximo ano com uma
segunda etapa de coleta de revisão e aprimoramento dos dados. Dentre as ações dessa próxima etapa
estarão a liberação de um Disque-Censo para quem ainda não foi recenseado, e a movimentação de
recenseadores com maior poder de convencimento em busca dos dados em lugares de recusa.
Produtividade em números:


Dos 20 municípios mais populosos, 11 já ultrapassaram a média da população nacional recenseada. Com
100,9%, Concórdia é o mais adiantado neste quesito, cuja população recenseada já ultrapassou a estimativa. Joinville desponta nacionalmente como o 3º município mais adiantado dentre aqueles com mais de 500 mil habitantes. De baixo pra cima, Balneário Camboriú e Florianópolis são os mais atrasados. (Tabela pág. 2)

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Em termos de domicílios recenseados, também dentre os 20 mais populosos, Indaial, Caçador, Blumenau,
Concórdia e Navegantes ultrapassaram a marca dos 100% de domicílios estimados. Neste quesito, os mais atrasados são Camboriú, Florianópolis e Criciúma. (Tabela pág. 3)


Dos 15.393 setores censitários no estado, unidade de divisão territorial utilizada pelo IBGE, 72% estão
concluídos e 26% em andamento. No hotsite censo2022.ibge.gov.br/acompanhamento-de-coleta é possível acompanhar diariamente a evolução dos setores trabalhados por município e Unidade da Federação. Até agora, 63 municípios catarinenses tiveram 100% de seus setores concluídos.


Desafios – recusas e ausências
Desde que começaram os trabalhos, a recusa em responder à pesquisa vem aumentando – 1,6%, em 30/08; 1,67%, em 3/10; 1,79%, em 1º/11 e 1,94% agora, ainda assim abaixo da média brasileiro, de 2,59%.
Dentre os 20 municípios mais populosos, 11 ultrapassam a média de recusa estadual, estando os piores
índices em São José (4,62%); seguido por Camboriú (3,86%); Tubarão (3,8%); Florianópolis (3,71%).

Até então, o índice de morador ausente é de 8,59%, 221.922 do total visitado. Também dentre os 20 mais
populosos, Criciúma é o município com o maior índice de morador ausente: 22,49% de seus domicílios já
recenseados, um total de 16.706. Esse ranking é seguido por Camboriú, com 5.777 domicílios com
morador ausente (21,33% do total); Florianópolis, 34.880 (18,88%); Itajaí, 14.456 (18,18%) e Palhoça
10.947 (16,31%).


Recenseamento de quilombolas e indígenas avança em SC


Em todo o Brasil, foram recenseados 1.208.702 quilombolas, estando as maiores concentrações dessa
população na Bahia (29%), no Maranhão (21%) e em Minas Gerais (10%). Em Santa Catarina, o número
de pessoas autodeclaradas quilombolas está em 3.575, 0,3% em relação à população brasileira.
Já a população indígena brasileira recenseada até agora é de 1.489.003 pessoas, em sua maior parte nos
estados do Amazonas (32%), Bahia (13%) e Pernambuco (6,7%). Em Santa Catarina, o número de
indígenas recenseados está em 16.965, equivalendo a 1,14% da população indígena nacional até então.

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