Hospital Azambuja recebe mentoria do Albert Einstein pelo PROADI-SUS

Instituição foi selecionada e está entre os 204 hospitais brasileiros, sendo apenas nove de Santa Catarina, que participarão do programa que visa aprimorar as práticas seguras nas UTIs


O Hospital Arquidiocesano Cônsul Carlos Renaux (Hospital Azambuja) foi selecionado para participar do projeto ‘Saúde em Nossas Mãos: Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil’. Serão 204 hospitais, juntos, atuando para reduzir as infecções e melhorar a segurança do paciente no país. Em Santa Catarina, apenas nove hospitais foram selecionados. O projeto é uma iniciativa do Ministério da Saúde, realizada por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) e conduzida de maneira colaborativa entre os seis hospitais (Hospital Alemão Oswaldo Cruz; BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo; HCor – Hospital do Coração; Hospital Moinhos de Vento; Hospital Albert Einstein; e Hospital Sírio-Libanês). 

O Azambuja terá como mentor o Hospital Albert Einstein e durante 24 meses a UTI do hospital será acompanhada e a equipe terá suporte educativo para aprimorar as práticas seguras na Unidade de Terapia Intensiva.

De acordo com a enfermeira e coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Relacionado à Assistência à Saúde (Sciras) do Azambuja, Fabiana Tedesco Schirmer, os encontros com a equipe do Einstein estão sendo virtuais neste primeiro momento. “Eles fizeram a primeira Semana de Imersão Virtual do programa no final do mês de setembro, para colocarem toda a metodologia que será utilizada e a forma como será feita a organização dentro da instituição. O projeto visa engajar toda equipe da UTI Adulto com o objetivo de reduzir as infecções hospitalares, gerando maior ganho para os pacientes. Além disso, propõe padronizar o processo de assistência no que tange à questão da infecção em seus três tipos: infecção relacionada à ventilação mecânica, ao cateter urinário e à corrente sanguínea”, comenta.

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Para o gestor hospitalar Gilberto Bastiani, a oportunidade de participar deste projeto tendo como mentor o Hospital Albert Einstein, de São Paulo, uma das maiores referências hospitalares do Brasil, é motivo de muita satisfação à instituição. “Serão 24 meses de muitas informações e aprendizado para atingirmos o objetivo do programa e garantirmos melhores técnicas em toda a dinâmica que envolve nossa Unidade de Terapia Intensiva. É a primeira vez que o Hospital Azambuja participa do PROADI-SUS e percebemos o quão significativa será esta oportunidade à instituição e a toda equipe envolvida”, ressalta.

Resultados esperados

Com início em 2021 e término em 2023, o ‘Saúde em Nossas Mãos: Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil’ foi ampliado este ano, para a participação de mais UTIs, como explica a diretora do Departamento de Atenção Hospitalar e de Urgência (DAHU/SAES) do Ministério da Saúde, Adriana Teixeira. “Esse projeto promove uma verdadeira mudança de cultura nas UTIs do SUS, e quase dobramos o número de hospitais participantes no novo triênio. Isso mostra que o empenho de cada profissional fez e faz a diferença na transformação da rotina das UTIs, colocando em primeiro lugar a segurança do paciente”.

Além dessas frentes, o projeto prevê a incorporação de uma rotina de coleta de dados e indicadores relacionados aos protocolos utilizados pela iniciativa, para que seja possível uma análise dos resultados atingidos ao longo do tempo, dentre esses, o número de vidas salvas e a economia gerada para o SUS. Ao final do projeto, espera-se ter profissionais que utilizem o método, as ferramentas e técnicas necessárias para disseminar o aprendizado de protocolos de segurança em outras áreas dos hospitais. 

A coordenadora do projeto, Claudia Garcia de Barros, acredita que a expectativa de redução das infecções relacionadas à assistência em saúde nas UTIs só será possível através do engajamento dos profissionais. “Serão compostas equipes multidisciplinares nas diferentes áreas de interesse em torno da UTI, e vamos identificar líderes de projeto em cada hospital que serão responsáveis por motivar as equipes e estimular a implementação de práticas seguras ao utilizar as metodologias e ferramentas específicas de qualidade e segurança do paciente”, explica.

No Hospital Azambuja uma equipe acompanhará todo o projeto, formada pela enfermeira do Núcleo de Segurança do paciente, Geisiane Souza Braga, pelo diretor-técnico do hospital e chefe de UTI, Dr. Eugênio José Paiva Maciel, pelo médico Dr. Thiago Castrillon Furlanetti que será o coordenador do projeto no hospital, pela coordenadora da UTI Adulto, Keila Rezes de Bairros que será a arquiteta do projeto, ou seja, fará a parte de gestão e pela enfermeira e coordenadora do (Sciras), Fabiana Tedesco Schirmer.

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